A edição especial X-Men: The Hellfire Murder, lançada pela Marvel, trouxe um dos eventos mais comentados dos últimos meses: o assassinato do vilão Sebastian Shaw durante o tradicional baile dos mutantes. Após semanas de teasers, a revista finalmente revelou quem morreu, mas não sem antes mergulhar os leitores em um festival de sensualidade digno de De Olhos Bem Fechados.

O Hellfire Gala começou como uma tradição na Era Krakoana, criada por Jonathan Hickman. O evento servia tanto para que os artistas criassem trajes deslumbrantes para os mutantes quanto para marcar grandes viradas na história dos X-Men. No primeiro baile, os mutantes anunciaram a terraformação de Marte; em outra edição, Wanda Maximoff morreu (e depois voltou). Agora, com Krakoa no passado, o novo baile foi organizado pelo próprio Sebastian Shaw, um dos maiores vilões mutantes.
A primeira metade da edição manteve o clima de festa. Todos os convidados usavam trajes de gala e máscaras, circulando e interagindo. Alguns personagens foram além da conversa fiada: Gambit e Vampira trocaram carícias, Ciclope e Psylocke trocaram flertes intensos durante a dança, Temper e Ransom também se aproximaram, e Kitty Pryde teve um encontro picante com uma mulher que depois se revelou ser a nova Mestra Mental. Emma Frost e Namor foram os mais explícitos, indo para um quarto privado após relembrarem casos passados.

A festa acabou quando Wolverine e Jubileu encontraram Sebastian Shaw morto. Diferente da Era Krakoana, onde a morte era quase irrelevante graças aos protocolos de ressurreição, agora a morte voltou a ser uma ameaça real para os mutantes. Isso significa que a morte de Shaw deve durar um bom tempo — é a morte de maior destaque desde o fim de Krakoa, em 2024.
Com o corpo descoberto, a história mudou de tom: de um clima erótico para uma investigação no estilo Agatha Christie. Wolverine assumiu a liderança, com Jubileu como assistente. As suspeitas recaíram imediatamente sobre Emma Frost, já que seu cheiro estava por todo o cômodo onde Shaw morreu. Namor deu um álibi para Emma, explicando também por que o quarto estava tão perfumado.

Após mais investigações, Wolverine confrontou Sapo, mas ele não estava sozinho. A edição apresentou uma nova versão da Irmandade de Mutantes, formada por Sapo, Mística, Destino, Mestra Mental e Empatia. Eles alegaram que Shaw possuía uma arma que poderia levar a um genocídio mutante, e que Mística o matou com gás nervoso. Wolverine deixou a Irmandade escapar e encerrou o caso sem contar a ninguém o que descobriu.
A maioria dos X-Men não deve sentir falta de Shaw, que por décadas só causou problemas. Mesmo durante a paz de Krakoa, ele tentou se dar bem às custas dos outros mutantes e foi peça-chave na queda de Krakoa ao se aliar à organização humana Orchis.

Com o baile encerrado e o assassinato aparentemente resolvido, cada um seguiu seu caminho. Mas The Hellfire Murder guardou um último truque: dias depois, Wolverine e Emma Frost tomam uma bebida juntos. Sem acusá-la diretamente, Wolverine observa que o corpo de Shaw não apresentava todos os sinais de morte por gás nervoso. Ele teoriza que uma telepata poderia ter sobrecarregado o cérebro de Shaw para matá-lo, e que a liberação do gás pela Irmandade depois serviu para encobrir o verdadeiro assassinato. Wolverine conclui que Shaw precisava morrer, e que não importa como aconteceu.
Apesar do fim da Era Krakoana, The Hellfire Murder mostra que o baile ainda traz grandes mudanças para o status quo dos X-Men. A morte de Shaw é um movimento ousado, e a nova Irmandade certamente aparecerá novamente em breve.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/x-men-hellfire-murder-sebastian-shaw-brotherhood-of-evil-mutants/.
Fonte: Polygon.
2026-07-22 16:46:00








Deixe um comentário