Developer Level-5 has apologized for and explained its use of generative AI after fans spotted AI slop in footage of games like Professor Layton and the Curious Village, DecaPolice, and more.
Concerns emerged following the studio’s Nintendo Direct-style presentation earlier this week. Dubbed Level5 Vision 2026 II: Dreams, the show came with first looks at upcoming games, and it also happened to feature what fans suspected to be multiple examples of genAI.
Those who tuned into the 50-minute presentation spent more time talking about what they believed was evidence of AI use rather than the games, such as the Professor Layton remake, Yo-Kai Watch 2: Haunted Domain, and DecaPolice. The footage causing a stir is mostly limited to background scenes, but it’s the fact that fans had to question Level-5 in the first place that’s turned the situation into a full-fledged controversy for the Japan-based studio.
Oh no Level-5 is DEFINATELY using Gen AI to update Professor Layton. Especially when you compare the original backgrounds to the new. So many weird details and inconsistencies were added. pic.twitter.com/0tRQ9vKn03
⁉️ Dans le nouveau trailer de Yo-kai Watch 2 : Haunted Domain, Nathan a… changé de visage ?! 😭#YOKAIWATCH
A Level-5 confirmou que usou inteligência artificial generativa em partes do desenvolvimento de seus jogos e pediu desculpas aos fãs que reagiram mal à descoberta. A polêmica começou depois da apresentação Level5 Vision 2026 II: Dreams, transmitida no estilo Nintendo Direct, que durou cerca de 50 minutos e mostrou novidades como o remake de Professor Layton and the Curious Village, Yo-Kai Watch 2: Haunted Domain e DecaPolice.
O problema é que boa parte da conversa nas redes sociais não foi sobre os jogos em si, mas sobre suspeitas de uso de IA generativa em cenas de fundo. Fãs compararam imagens originais com as novas versões e apontaram detalhes estranhos e inconsistências, como mudanças no rosto de personagens. Publicações no X/Twitter repercutiram o caso, com jogadores dizendo que a Level-5 usou IA para atualizar Professor Layton e que a situação era decepcionante para um estúdio que estavam animados em ver de volta.
I was excited about Decapolice but Level-5 AI use is disgusting to me. I can’t support that. https://t.co/EpxgBtCnDo
O presidente e CEO da Level-5, Akihiro Hino, que também apresentou o showcase com um avatar animado, se pronunciou no X/Twitter para tentar acalmar os ânimos. Ele confirmou que a empresa realmente usou IA generativa em alguns aspectos do desenvolvimento, descreveu a prática como experimentação com a tecnologia mais recente e disse que a equipe pede sinceras desculpas a quem achou isso desagradável.
Hino também tentou separar o que é feito por humanos do que passa pela IA. Segundo ele, elementos que definem a identidade dos jogos, como roteiro, design de personagens e configurações fundamentais, são criados inteiramente por mãos humanas. A IA seria usada principalmente para agilizar a digitalização de assets criados por pessoas, como converter artes originais em modelos 3D. Ele afirmou que os jogos lançados não contêm conteúdo simplesmente gerado por IA.
O CEO defendeu ainda que o tempo economizado com eficiência impulsionada por IA permite que os criadores se dediquem mais ao que chama de essência da criatividade. Parte do motivo para usar tanto IA generativa desta vez foi a intenção de reduzir o ciclo de desenvolvimento de grandes títulos dos atuais cinco anos para dois. Hino admitiu que a empresa fez uso extensivo de IA para entregar uma apresentação visualmente marcante e fácil de entender, e disse que vai tratar a experiência como aprendizado para o futuro.
A explicação não foi bem recebida pela comunidade. Respostas à publicação mostram fãs ainda preocupados com o uso da tecnologia durante o desenvolvimento, temendo que os jogos afetados fiquem marcados. Uma resposta popular afirmou que IA generativa é treinada com trabalhos roubados de inúmeros artistas e que, ao usá-la, a empresa substituiu artistas. Outro comentário, em japonês, disse que o coração humano importa mais do que velocidade de mercado e que, se um único asset for criado com IA, a dúvida sobre o que é humano ou não nunca vai embora.
Fonte da imagem: IGN
Hino não apresentou um plano específico de como a Level-5 vai ajustar seus planos de desenvolvimento daqui para frente. Por enquanto, Professor Layton and the Curious Village, remake do jogo original de 2007, está previsto para chegar a PC e consoles em 2027. Outro novo jogo da série, New World of Steam, tem lançamento marcado para dezembro.
Visão Gamer: A confirmação da Level-5 coloca uma questão prática para quem acompanha a franquia: o remake de Professor Layton e New World of Steam seguem com lançamento previsto, mas agora carregam o debate sobre uso de IA no desenvolvimento. Para os jogadores, o ponto central é a transparência sobre o que é feito por humanos e o que passa pela tecnologia, algo que a própria empresa tentou esclarecer sem detalhar como isso vai mudar nos próximos projetos.
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