A série Lanterns, da HBO, pode ter plantado uma conexão direta com o universo do Batman sem mostrar o herói em cena. A pista está em Kelly Macdonald, que interpreta a xerife Kerry Kane, uma policial durona que bate de frente com o Hal Jordan de Kyle Chandler enquanto ele investiga uma conspiração alienígena numa cidade pequena dos Estados Unidos.
Kerry não é apenas uma autoridade local com segredos. No episódio 2, Hal menciona que ela morava em Gotham City, e a personagem claramente evita tocar no assunto. A série ainda não explicou o que aconteceu na vida dela na cidade nem por que ela se mudou para uma área rural de Nebraska, mas a produção deve abordar isso antes do fim da primeira temporada.
O detalhe que realmente chama atenção é o sobrenome. Kerry Kane carrega o nome de uma das chamadas Primeiras Famílias de Gotham, ao lado dos Wayne, Cobblepot, Elliot, Arkham e outras. Nos quadrinhos, Martha Wayne era originalmente Martha Kane, e o casamento com Thomas Wayne criou um laço de sangue entre as duas famílias. Outros nomes importantes incluem Kathy Kane, a Batwoman da Era de Prata que fundou a organização Spyral nos quadrinhos modernos, e Kate Kane, a atual Batwoman e prima de Bruce Wayne — ligação que foi explorada na série da Batwoman da CW.
Lanterns não confirmou que Kerry pertence a essa linhagem, mas é difícil acreditar que os roteiristas escolheram esse sobrenome e essa cidade natal por acaso. Seja qual for o segredo dela, ele deve estar conectado ao papel da família Kane dentro de Gotham — e, mesmo que indiretamente, a Bruce Wayne.
Isso levanta uma questão importante: o Batman já existe no DCU em 2016? Boa parte de Lanterns se passa nesse ano, e até agora os personagens evitam citar o Cavaleiro das Trevas. Pode ser que ele ainda não tivesse aparecido quando Kerry deixou Gotham, ou que fosse mais uma lenda urbana do que uma realidade comprovada. Mesmo em 2016, Batman poderia ser um herói novato construindo reputação.
Por outro lado, Batman: The Brave and the Bold deve focar em um Bruce Wayne mais velho e estabelecido, inspirado na fase de Grant Morrison que introduziu Damian Wayne como novo Robin. Isso sugere que o Batman do DCU já estaria ativo há pelo menos 10 a 15 anos quando o filme chegar. Seguindo essa lógica, é provável que ele já exista em 2016, mesmo que não seja tão conhecido. A dúvida que fica é se ele já teria cruzado o caminho de Hal Jordan.
Visão Gamer: A pista em Lanterns é o tipo de detalhe que interessa a quem acompanha a construção do DCU. Mesmo sem mostrar o Batman, a série conecta Gotham ao universo compartilhado e sugere que o herói pode estar ativo na linha do tempo da trama. Para os fãs de longa data, é um gancho que pode render crossover ou referências futuras — mas, por enquanto, tudo não passa de uma pista ainda não confirmada pela produção.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/dcu-lanterns-batman-connection-explained.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-12 13:30:00








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