Os fãs de filmes-catástrofe têm uma vasta oferta de títulos, de vulcões a tsunamis e pandemias globais. Para quem não é familiarizado com o gênero, a ideia de assistir ao mundo desmoronar pode parecer sádica. No entanto, reduzir essas produções apenas à tragédia e ao caos é ignorar o elemento humano que muitas vezes está no centro delas. É o caso de ‘O Impossível’ (2012), dirigido pelo espanhol J. A. Bayona e estrelado por um jovem Tom Holland, antes de interpretar o Homem-Aranha. O longa aposta no poder do amor, da conexão e da comunidade, e se torna um filme muito melhor por isso. Quem ainda não viu e deseja assistir deve correr para o serviço de streaming Tubi, já que o título deixará a plataforma em breve.
Baseado na história real de María Belón, médica e palestrante motivacional espanhola, ‘O Impossível’ narra sua sobrevivência ao terrível terremoto e tsunami do Oceano Índico em 2004, enquanto estava de férias na Tailândia com o marido e os dois filhos. Belón recebeu créditos pelo filme e trabalhou ao lado de Bayona para garantir a máxima precisão dos acontecimentos. O elenco estelar inclui Naomi Watts como Belón (creditada como Dra. Maria Bennett), Ewan McGregor como Henry, Tom Holland como Lucas, e Samuel Joslin e Oaklee Pendergast como Thomas e Simon. Em apenas 20 minutos de seus 113 de duração, o filme já entrega um forte impacto emocional.

Logo após a chegada da família à Tailândia, um tsunami devastador atinge o resort à beira-mar onde estão hospedados. Além de ferir a perna e o peito de Maria, a onda gigante separa a família em dois grupos: Lucas (Holland) fica com a mãe ferida, enquanto os filhos mais novos ficam com Henry. Holland, que tinha apenas 14 anos na época das filmagens, já demonstrava a ambição e a habilidade que o consagrariam mais tarde. Seu papel mais recente de destaque é como Telêmaco em ‘A Odisseia’, de Christopher Nolan, mas ‘O Impossível’ prova que ele sempre foi capaz de trazer uma certa gravidade às suas atuações, tornando seu personagem tão cativante quanto os de Watts e McGregor.
O peso emocional que Holland transmite é especialmente evidente em suas interações com Watts. Enquanto o perigo literalmente vai e vem a cada esquina, Lucas é forçado a cuidar de sua mãe gravemente ferida, mesmo sendo ainda uma criança. Ele está no limiar da vida adulta e ainda busca a orientação dos pais, mas precisa amadurecer rapidamente porque sua mãe necessita de cirurgia o mais rápido possível. O resultado é uma atuação de partir o coração, na qual Holland entrega diálogos que soam estranhos vindos de um garoto tão jovem, mas que reforçam perfeitamente como o tsunami o levou a se superar.

Além das atuações brilhantes do elenco, ‘O Impossível’ é um marco do cinema espanhol. Em seu fim de semana de estreia, arrecadou US$ 11 milhões e, mais de 20 anos depois, ainda é um dos filmes espanhóis de maior bilheteria de todos os tempos. Não é difícil entender por quê: a história de Belón não é a única entrelaçada de forma íntima. A direção de Bayona nunca parece exploratória ou feita apenas para chocar. Pelo contrário, o filme encapsula perfeitamente o que faz o público voltar ao gênero: é uma exploração da condição humana e de como as dinâmicas (familiares ou não) são testadas diante do desastre.
Atualmente, ‘O Impossível’ está disponível para streaming no Tubi e também no Pluto TV. A saída do Tubi, no entanto, é iminente, e os interessados devem agir rápido para não perder a oportunidade de conferir essa obra emocionante.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/tom-holland-first-movie-the-impossible/.
Fonte: Polygon.
2026-07-22 11:00:00








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