O sexto episódio da segunda temporada de X-Men ’97, intitulado Danger.exe, consolida a virada da série para o início dos anos 2000 dos quadrinhos, bebendo diretamente de fases aclamadas como New X-Men, de Grant Morrison e Frank Quitely, e Astonishing X-Men, de Joss Whedon e John Cassaday. Em meia hora, o episódio consegue cobrir muito terreno, adaptando elementos da primeira metade de Astonishing X-Men, com Polaris (voz de Carolina Ravassa) substituindo Kitty Pryde, e introduzindo os icônicos uniformes desenhados por Quitely, além de desenvolvimentos-chave no final. Diferente do episódio anterior, que não aproveitou bem o material de origem, este acerta ao unir os ingredientes de forma coesa.
Um dos grandes acertos de Danger.exe é finalmente retratar o Instituto Xavier como o que ele sempre deveria ter sido: uma escola para jovens mutantes. Tanto X-Men ’97 quanto a série original dos anos 1990 sempre deixaram esse aspecto de lado, provavelmente porque não era prioridade nos quadrinhos da época. Agora, a produção compensa o tempo perdido ao apresentar uma leva de novos alunos vindos de diferentes eras da mitologia X, incluindo Quentin Quire (Thomas Dekker), já com sua camiseta Magneto Was Right. Fãs já especulam se veremos uma adaptação do arco Riot at Xavier’s no futuro.
O episódio também oferece um arco forte e focado para Polaris, dando continuidade ao que foi estabelecido no segundo episódio. A mutante rompe definitivamente com o X-Factor e tenta encontrar seu lugar em um mundo que teme que ela se torne a imagem do falecido pai, Magneto. Ela assume naturalmente o papel de filha pródiga que era de Kitty Pryde, e sua relação com o Professor Xavier (Ross Marquand) ganha camadas satisfatórias. Apesar de o elenco já estar lotado, a inclusão de Polaris funciona tão bem que a crítica se torna secundária.

Xavier, por sua vez, lida com as consequências de sua provação no Egito e a morte de seu amado Magneto. Esse drama pessoal se entrelaça com a introdução de Danger (Rachel Kimsey), uma das ferramentas mais poderosas do Professor que ganha consciência e se volta contra ele. Diferente dos quadrinhos, onde Xavier sabia que ela era senciente e a manteve escravizada — parte de um esforço dos roteiristas dos anos 2000 para pintá-lo de forma menos heroica —, o episódio opta por não explorar esse lado sombrio. A decisão é acertada, já que Xavier já carrega sangue suficiente nas mãos, e o episódio ainda faz questão de prenunciar o surgimento de Onslaught no futuro.
O clímax de Danger.exe é uma sequência de batalha espetacular nas ruínas de Genosha, que mais uma vez destaca a qualidade da animação da série. Embora Danger pareça ser uma vilã de um episódio só, as consequências são significativas. Xavier encontra uma forma de honrar seu velho amigo ao reivindicar as ruínas de Genosha para os mutantes e liderar a X-Corp — mais uma influência de New X-Men. A série aproveita bem o clima político tenso após a Operação: Tolerância Zero. Se os X-Men não podem mais existir em solo americano, eles fincarão bandeira em outro lugar.
O novo status quo estabelece uma divisão: um grupo de X-Men atua como professores no Instituto, enquanto outro realiza missões a partir de Genosha, algo similar à antiga separação entre as equipes Azul e Dourada. A configuração é intrigante, mas levanta a preocupação de que a série esteja acumulando muitas tramas para temporadas de apenas 9 ou 10 episódios. Em algum momento, X-Men ’97 precisará de mais espaço para se desenvolver.
Por fim, o episódio entrega um grande teaser envolvendo Apocalipse (também dublado por Ross Marquand). O tirano mutante cumpre sua promessa de ressuscitar Gambit (A. J. LoCascio), em uma cena que transforma a iconografia do personagem: de cartas de baralho para cartas de tarô. A expectativa agora é ver como a série lidará com a revelação da Morte, um dos Quatro Cavaleiros de Apocalipse.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/x-men-97-season-2-episode-6-review-recap-danger-exe.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-07-22 07:00:00








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