O anúncio de Total War: Warhammer 40k, desenvolvido pela Creative Assembly, trouxe uma série de expectativas para a comunidade, mas há um aspecto que anima especialmente o colunista Sean Martin, da PC Gamer: a possibilidade de o jogo finalmente deixar para trás os problemas crônicos de cerco que atormentam a franquia há mais de uma década. Em um artigo recente, Martin destacou que, embora ainda não tenha visto nenhuma batalha de cerco no novo título, a mudança para o motor War Core pode representar uma renovação completa do sistema, eliminando de vez os bugs que marcaram os jogos anteriores.
A frustração com os cercos não é novidade para quem acompanha a série. Martin relembra uma experiência recente em Total War: Warhammer 3, durante uma campanha com a facção Bhashiva, na qual enfrentou uma batalha de cerco e se deparou com problemas de pathfinding que pareciam ter piorado após uma atualização. Além disso, mesmo após mais de 3.000 horas dedicadas à franquia, ele encontrou um bug inédito que congelava permanentemente uma unidade em um portão destruído, inutilizando-a para o resto do combate.
O famigerado gate bug, que faz uma unidade inimiga abrir um portão e dividir a sua unidade ao meio, acompanha a série há vários títulos e cenários. O pathfinding em cercos também é notoriamente problemático, com unidades que insistem em escalar muralhas em vez de atravessar portões, mesmo quando o jogador ordena o contrário. Martin admite que evita enviar mais de uma unidade por vez através de um portão, justamente para não ver seus soldados escalando paredes sem motivo aparente.

Os problemas vão além: heróis e lordes podem cair através das muralhas e desaparecer do jogo, o que é devastador para qualquer campanha. Apesar de reconhecer que esse bug específico parece ter sido corrigido, Martin afirma que os cercos sempre foram o componente mais problemático dos jogos da série. Ele raramente se irrita com games, mas admite que, quando esses bugs custam uma batalha inteira, a paciência vai por água abaixo.
Com a chegada de Total War: Warhammer 40k, no entanto, surge uma oportunidade de ouro para revitalizar o sistema de cerco. O novo jogo utilizará o motor War Core, o que torna improvável que os bugs antigos se repitam. Ainda assim, Martin ressalta que novos problemas certamente aparecerão, mas a chance de se despedir das dores de cabeça que persistem há mais de dez anos é um alívio.
No universo de Warhammer 40k, os cercos costumam ser de escala monumental, com portões de colmeias gigantes e muralhas de bastiões. Legiões inteiras de Space Marines são especializadas em guerra de cerco, como os Imperial Fists, focados na defesa, e os Iron Warriors, especialistas em ataque. Porém, uma vez que as muralhas são rompidas, o combate se transforma em uma luta urbana rua a rua, onde posicionamento, cobertura e pontos de estrangulamento se tornam essenciais.

A primeira transmissão ao vivo de Alpha Strike, que mostrou o combate à distância do jogo, já destacou a importância desses elementos. No entanto, Martin especula que, em um cenário sem torres de cerco tradicionais, sem escadas e com a mineração sendo praticamente redundante, os mapas de cerco podem simplesmente não ter muralhas. E ele não se importaria com isso, pois acredita que as muralhas se tornaram uma muleta para os cercos da franquia, incentivando uma defesa estática que muitas vezes resulta em batalhas monótonas.
Para Martin, as partes mais divertidas e taticamente diversas de um cerco acontecem nas ruas, onde é possível usar pontos de estrangulamento, proteger pontos de comando e cortar o avanço das forças inimigas. Ele admite que a única coisa que realmente aprecia nas muralhas é posicionar unidades de atiradores para virar o jogo contra os defensores.
Caso Total War: Warhammer 40k mantenha as muralhas, os cercos podem se tornar alguns dos mais punitivos da série, dado o papel crucial da cobertura em um jogo onde a maioria das unidades é focada em combate à distância. Além disso, com ataques aéreos e lanças orbitais à disposição, romper as defesas seria relativamente fácil, a menos que sejam extremamente resistentes. Ainda assim, Martin acredita que a maior parte do combate acontecerá nas ruas e distritos além das muralhas, o que o leva a suspeitar que a Creative Assembly possa eliminá-las completamente.
Independentemente da decisão, a expectativa é que os bugs de cerco de Total War: Warhammer não se repitam em 40k, graças ao novo motor War Core. Novos problemas certamente surgirão, mas a possibilidade de finalmente se despedir dos defeitos que afetaram as batalhas por mais de uma década é, sem dúvida, um dos aspectos mais animadores do próximo capítulo da franquia.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/strategy/total-war-warhammer-40ks-siege-reset-is-one-of-the-things-im-looking-forward-to-most/.
Fonte: PC Gamer.
PCGamer latest.
2026-07-31 13:17:00








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