O segundo filme do novo Universo DC (DCU), Supergirl, finalmente ultrapassou a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias globais, mas o feito veio acompanhado de um dado alarmante: a produção estrelada por Milly Alcock registrou uma das maiores quedas de público na segunda semana de exibição da história dos filmes de super-heróis. O longa, que estreou em 26 de junho, arrecadou US$ 100,47 milhões mundialmente até o momento, mas seu segundo fim de semana nos cinemas rendeu apenas US$ 9,6 milhões no mercado doméstico (Estados Unidos) e US$ 9,4 milhões internacionalmente.
A queda de 74% em relação aos US$ 37,1 milhões da abertura doméstica coloca Supergirl em uma lista nada honrosa ao lado de títulos como Joker: Folie à Deux (81%), Morbius (74%), The Marvels (78%) e The Flash (72%). O resultado é um duro golpe para a Warner Bros. e para a DC Studios, que apostavam no filme como peça-chave para consolidar o novo universo cinematográfico iniciado com Superman, lançado no ano passado.
Com o fim do fim de semana prolongado de feriado nos Estados Unidos, Supergirl ocupa a quarta posição nas bilheterias globais, atrás de Minions & Monsters (primeiro), Toy Story 5 (segundo) e Young Washington (terceiro). O desempenho fraco já era esperado após a estreia, considerada um fracasso de bilheteria, quando o filme somou US$ 68 milhões mundialmente em seu primeiro final de semana.
O orçamento de produção de Supergirl é estimado em US$ 170 milhões, com mais US$ 120 milhões gastos em marketing — o que significa que o estúdio precisaria arrecadar cerca de US$ 300 milhões apenas para empatar as contas. Inicialmente, as projeções indicavam que o filme poderia chegar a US$ 200 milhões ao longo de sua exibição nos cinemas, o que já representaria um prejuízo de US$ 100 milhões. Agora, com a queda vertiginosa de 74%, até mesmo essa meta parece distante.
Em entrevista ao The New York Times após o primeiro fim de semana decepcionante, o co-CEO da DC Studios, Safran, tentou minimizar o impacto: Embora Supergirl não tenha correspondido às nossas expectativas de bilheteria, é apenas um componente de uma estratégia mais ampla e de longo prazo da DC Studios, na qual continuamos confiantes. A declaração não amenizou a preocupação dos fãs, que temem que o fracasso do filme possa atrapalhar o promissor universo cinematográfico que começou com o sucesso de Superman.
Apesar do tropeço, a DC Studios já tem seus próximos passos definidos. O próximo lançamento nos cinemas será Clayface, um derivado de terror corporal com estreia prevista para outubro de 2026. Já a sequência de Superman, intitulada Man of Tomorrow, está agendada para julho de 2027. No lado da TV, a série Lanterns chega em agosto. Milly Alcock, inclusive, retornará como Supergirl em Man of Tomorrow, e Safran adiantou que a personagem terá um papel importante nos projetos futuros do DCU.
Para quem quiser mais detalhes, o IGN publicou uma crítica de Supergirl com nota 6/10 e também trouxe informações de bastidores que sugerem que diferenças criativas entre o diretor James Gunn e o cineasta Craig Gillespie podem ter afetado o produto final. O filme, que era visto como um momento decisivo para a DC Studios, agora enfrenta uma batalha árdua para não se tornar um dos maiores prejuízos do estúdio.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/supergirl-inches-past-100-million-at-the-global-box-office-after-one-of-the-biggest-second-weekend-drops-in-superhero-movie-history.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-07-05 23:25:00








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