Slay the Spire 2: editores da PC Gamer apontam os acertos e tropeços do deckbuilder após centenas de horas

Slay the Spire 2 não é só um dos jogos mais populares de 2026: é o deckbuilder mais jogado da história. No lançamento, 574.638 pessoas estavam jogando simultaneamente, número que destruiu o recorde do gênero no Steam. O jogo segue como o card game mais jogado da plataforma com folga — segundo a PC Gamer, Magic: The Gathering Arena tem cerca de um sétimo da média de jogadores do título da Mega Crit.

Silken
(Image credit: Mega Crit)
Fonte da imagem: Pcgamer

Depois de meses com a versão em early access, um painel de editores da PC Gamer reuniu impressões sobre design, cartas, melhores momentos e irritações do jogo. Participaram Evan Lahti (diretor estratégico, 426 horas, 441 runs com a Silent), Harvey Randall (redator, 212 horas, vitórias em A10 com todos os personagens) e Austin Wood (redator sênior do GamesRadar+, 256 horas, sequência de vitórias em A10 com cada personagem).

O Ato 1 é o alvo mais criticado. Para Austin Wood, a forma mais confiável de passar pelo ato é descansar em toda oportunidade — o que faz da relíquia Miniature Tent um item absurdamente forte logo no início, mas apenas bom depois. O ato funciona como um teste de vida, jogando dano inevitável no jogador e forçando builds monstruosas em até 10 cartas ou cura constante para aguentar o chefe. A estrutura atual, especialmente no Overgrowth, tira a graça das decisões iniciais e reforça o efeito bola de neve. A sugestão dele é cortar dificuldade do Ato 1 e injetá-la no Ato 3.

Two
(Image credit: Mega Crit)Fonte da imagem: PcgamerDrab brown carapaces, these generic bug bodies belie pure pain.Doom is boringStoring block on Osty is a neat mechanic, defensive scaling that makes Necrobinder a particularly new-player-friendly character. But her other main mechanic, Doom, puts me to sleep. It doesn’t feel distinct enough from killing an enemy the old-fashioned way.

Entre os pontos positivos, Evan Lahti destaca o build de Shiv e Sly como o mais divertido do básico. Shiv combina com uma longa lista de relíquias — Shuriken, Helical Dart, Ornamental Fan, Kusarigama, Letter Opener, Nunchaku, Pen Nib, Cloak Clasp e Kunai — e consegue vitórias em Ascension 10. Sly, por sua vez, permite jogar uma dúzia de cartas em um turno, funcionando bem contra as maldições espalhadas pelo chefe do Ato 3, Aeonglass.

O Regent divide opiniões. Lahti elogia o carisma do personagem, descrito pelo cofundador da Mega Crit, Casey Yano, como buffoonery, mas critica o ritmo lento do kit: depender de acumular estrelas para liberar cartas atrapalha o fluxo rápido que torna outros personagens divertidos. Limpar o A10 com ele foi, segundo o editor, a experiência menos agradável entre os quatro personagens.

Miniature
(Image credit: Mega Crit)Fonte da imagem: Pcgamer

O sistema de Doom também recebe críticas. Para Lahti, faltam cartas de risco e recompensa — e uma relíquia — que apliquem Doom em você mesmo em troca de benefícios. Hoje, Neurosurge é uma das poucas cartas que exploram essa tensão, e o resto do kit funciona como um pavio lento, sem muitas decisões táticas.

Slay
(Image credit: Mega Crit)Fonte da imagem: Pcgamer

Harvey Randall admite que a Miniature Tent é ruim para o jogo — mas só porque ele nunca consegue a relíquia. Segundo ele, é raro ter ouro suficiente na loja ou vê-la cair organicamente, e quando isso acontece, nunca vem junto com a Shovel ou a Girya.

Lahti ainda argumenta que Slay the Spire 2 é conservador demais para o gênero. Os combos disponíveis são variações de multiplicação básica: aplicar veneno, aumentar força, acumular bloqueio, evocar orbes, jogar cartas de graça. As mecânicas mais fora da curva são Lord’s Parasol, Clone, Whispering Earring, as relíquias de mistura de deck Prismatic Gem e Kaleidoscope, e a luta contra o Mercador. Ele cita como referência a carta Shaharazad, de Magic: The Gathering, que iniciava um subjogo dentro da partida.

High
(Image credit: Mega Crit)Fonte da imagem: Pcgamer

Por fim, Lahti afirma preferir Monster Train 2: segundo ele, o título é tão rejogável quanto, porém mais intrincado e criativo, comparando Slay the Spire 2 a damas e Monster Train 2 a xadrez 3D.

Visão Gamer: As impressões reunidas pela PC Gamer vêm de jogadores com centenas de horas e vitórias em Ascension 10, o que dá peso às críticas ao Ato 1 e ao ritmo do Regent. Para quem está começando ou pensa em voltar ao early access, os pontos levantados ajudam a entender por que certas runs travam logo no início — e por que builds simples, como Shiv e Sly, seguem sendo as mais eficientes.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/card-games/slay-the-spire-2-opinions/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-09-18 14:17:00

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