A Nintendo lançou nesta semana, em 2 de julho, o mais novo título da série Rhythm Heaven para o Switch. Chamado Rhythm Heaven Groove, o jogo chega após mais de uma década sem um lançamento inédito da franquia – o último havia saído em 2011, no Nintendo DS. Apesar de não ser a série mais conhecida ou prolífica da empresa, com apenas quatro títulos anteriores (um deles exclusivo do Japão), Rhythm Heaven construiu uma reputação de consistência rara no mundo dos games. Para quem acompanha, a chegada de um novo capítulo é quase garantia de diversão.
https://www.youtube.com/watch?v=ZdMwqKiSeEE%5DnGroove
O conceito de Rhythm Heaven é frequentemente comparado a WarioWare, mas com foco total em ritmo. Em vez de minigames aleatórios, cada fase exige que o jogador execute ações no tempo certo da música. Em Groove, por exemplo, há uma fase em que se controla o freio e o acelerador de um carro, e outra em que se ajuda um caranguejo a arremessar macarons. Apesar de usarem apenas um ou dois botões, os desafios são enganosamente simples: manter a batida exige concentração.
A fórmula que faz a série funcionar combina músicas cativantes – produzidas pelo cantor e compositor japonês Tsunku – com minigames excêntricos. Em Groove, o jogador precisa desviar de uma lua espirrando, cortar legumes e atuar como dançarino de fundo em um show de J-pop. O ritmo contagiante das faixas ajuda a entrar no clima, e não é raro ver jogadores cantarolando as músicas mesmo depois de desligar o console.
A estrutura de Groove segue o padrão da série: fases são desbloqueadas progressivamente, com dificuldade crescente. Cada grupo de quatro fases leva a um estágio de remix, que mistura elementos de todas elas em uma única música. Esses remixes são particularmente desafiadores, pois exigem alternar entre ações enquanto a batida muda constantemente. O sistema funciona bem, mas pode ser restritivo: se o jogador emperrar em uma fase – como ocorreu com o minigame de quebrar latas – não há como avançar até dominá-la.
Para momentos de dificuldade, Groove oferece atividades paralelas. Há brinquedos musicais, como quicar um baiacu em uma raquete de tênis, e um RPG musical em miniatura chamado Beatspell, no qual o jogador aperta botões no ritmo para lançar feitiços. O RPG é um dos destaques, mas infelizmente é curto e só é desbloqueado conforme o progresso no jogo principal. No fim, o jogador acaba tendo que encarar os desafios mais difíceis para seguir em frente.
O maior problema de Groove, segundo análises, é um atraso na resposta dos controles quando o jogo é jogado na TV. Independentemente do controle utilizado, há um pequeno delay nos comandos, o que compromete seriamente a experiência em um jogo de ritmo. O título permite calibrar os controles com a TV para tentar corrigir o problema, mas a calibragem não foi suficiente para eliminar o atraso. Em contraste, no modo portátil do Switch, o jogo funciona perfeitamente.
Espera-se que a Nintendo corrija o problema de delay na TV com uma atualização futura. Fora isso, Rhythm Heaven Groove é descrito como uma coleção quase perfeita de ações rítmicas em pequenas doses. Para os fãs, cada jogo da série é como um álbum musical, e Groove é mais uma faixa de sucesso de uma banda favorita – familiar, mas com novidades suficientes para manter o encanto.
Leia mais aqui em inglês: https://www.theverge.com/entertainment/959757/rhythm-heaven-groove-review-nintendo-switch.
Fonte: The Verge.
Gaming | The Verge.
2026-07-01 12:00:00








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