Remake de The Witcher em mundo aberto é um desafio enorme, diz designer original

O remake de The Witcher, anunciado em 2022 e em desenvolvimento pela Fool’s Theory, promete transformar o jogo original de 2007 em uma experiência de mundo aberto, nos moldes de The Witcher 3. Mas, segundo Artur Ganszyniec, designer que trabalhou nos dois primeiros títulos da série, essa transição está longe de ser simples. Em entrevista ao site polonês Chip, Ganszyniec explicou que a estrutura linear do primeiro jogo permitia aos desenvolvedores controlar exatamente onde o jogador estaria a cada momento, algo que se perde em um mundo aberto.

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Fonte da imagem: Pcgamer

“Em The Witcher 1, muitas coisas funcionavam porque sabíamos exatamente onde o jogador estaria a qualquer momento”, afirmou Ganszyniec, em tradução do polonês. “Podíamos disparar um gatilho, iniciar uma cena ou colocar Alvin entre os campos e a vila. Em um mundo aberto, isso teria que ser tratado de forma completamente diferente.” Alvin, vale destacar, não é um erro de tradução: trata-se de um personagem não jogável que desempenha um papel importante tanto nos eventos principais do jogo quanto nos problemas de Geralt com as mulheres.

Em um mundo aberto, os desenvolvedores não têm o controle sobre a progressão do jogador. Eles podem abordar locais, monstros e quebra-cabeças de maneiras que fogem da ordem planejada, e o jogo precisa estar preparado para isso — ou tudo desmorona. Ganszyniec ilustrou o problema com uma pergunta retórica sobre um momento crucial do quinto ato, envolvendo o Lago Vizima: “Se isso fosse um mundo aberto, eu teria um barco? O que me impediria de pegar um barco nos arredores de Vizima e navegar direto para a velha mansão? Como jogador, eu poderia ficar feliz com isso, mas como designer, estou começando a ficar grisalho.”

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Fonte da imagem: Pcgamer

As declarações de Ganszyniec ajudam a entender por que, quatro anos após o anúncio, ainda não há informações concretas sobre o remake, além do fato de que ele está sendo desenvolvido. O projeto é uma reinvenção que muda a natureza fundamental do jogo, e esse tipo de ambição não é fácil de executar. Ganszyniec não está especulando: além de ter trabalhado nos dois primeiros The Witcher, seu crédito mais recente no MobyGames é como consultor de narrativa e história em The Thaumaturge, um excelente RPG lançado em 2024 pela própria Fool’s Theory, o estúdio responsável pelo remake.

Apesar de sua história com a série inovadora da CD Projekt, Ganszyniec parece aliviado por não estar diretamente envolvido no remake. “Quando tudo se encaixa no mapa ao redor do Lago Vizima, no quinto ato, alguém pode fazer uma pergunta simples: se isso fosse um mundo aberto, eu teria um barco?”, questionou. “O que me impede de pegar um barco nos arredores de Vizima e navegar direto para a velha mansão? Como jogador, eu poderia ficar feliz com isso, mas como designer, estou começando a ficar grisalho.”

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Fonte da imagem: Pcgamer. Happy 4 years of the square hole – YouTube

O desafio de adaptar uma campanha linear para um mundo aberto é imenso. No jogo original, os desenvolvedores podiam garantir que certos eventos ocorressem em momentos específicos, usando gatilhos precisos. Em um mundo aberto, o jogador tem liberdade para explorar, o que exige que o conteúdo seja reorganizado e adaptado para funcionar em qualquer ordem. Isso significa mais espaço para preencher com atividades, além de integrar o novo conteúdo ao antigo e fazer com que o antigo funcione de maneiras para as quais não foi projetado.

A falta de notícias concretas sobre o remake desde 2022, portanto, não é surpreendente. Transformar The Witcher em um jogo de mundo aberto não é apenas uma questão de copiar o modelo de The Witcher 3; é um trabalho de engenharia reversa e redesign que exige cuidado para não quebrar a essência da narrativa original. Enquanto isso, os fãs aguardam ansiosamente por mais detalhes, e Ganszyniec, de sua posição de ex-designer, observa o desafio com um misto de entusiasmo de jogador e cabelos brancos de profissional.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/the-witcher/original-witcher-dev-says-remaking-it-as-an-open-world-wont-be-easy-as-a-player-i-might-be-happy-about-that-but-as-a-designer-im-starting-to-get-gray/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-15 21:02:00

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