O gênero de simuladores de sistemas operacionais antigos está cada vez mais popular, e o mais novo integrante dessa onda é Desktop Explorer, um jogo de mistério e horror que transporta o jogador para a era de ouro da computação pessoal. Em vez de lidar com assinaturas de Office 365 ou funcionalidades de IA, o jogador assume o controle de um computador claramente inspirado no Windows 95, deixado pelo tio do protagonista. A máquina está repleta de enigmas, arquivos corrompidos e uma atmosfera que mistura nostalgia com um crescente desconforto sobrenatural.

O cenário é uma recriação fiel e detalhada do ambiente computacional dos anos 1990, sem nuvem, sem aplicativos modernos e sem a obsessão das empresas de tecnologia por criar jardins murados. A proposta é simples: explorar a árvore de diretórios e descobrir o que há nela. E, muitas vezes, o que se encontra são fantasmas. O jogo começa com manifestações relativamente benignas, como arquivos corrompidos, mas rapidamente evolui para crashes, símbolos estranhos e rostos que surgem por trás das janelas abertas.
A trama gira em torno da mente deteriorada do tio do protagonista, que deixou para trás um computador cheio de segredos. Cabe ao jogador montar pistas, resolver quebra-cabeças e usar uma suíte de programas típicos da época para desvendar o que realmente aconteceu com ele. O ritmo dos puzzles é bem dosado: o jogador enfrenta três ou quatro desafios seguidos antes de encontrar um que exige pausa e reflexão, forçando-o a vasculhar todos os programas disponíveis e opções do navegador de arquivos para descobrir qual tecnologia arcaica dos anos 1990 precisa ser utilizada.
Apesar de o jogo ainda não ter atingido o ápice do terror sobrenatural nas primeiras horas, a atmosfera já é genuinamente assustadora — na medida em que um PC com Windows 95 pode ser. O autor da análise, Joshua Wolens, do PC Gamer, relata que, em cerca de uma hora de jogo, ainda não chegou ao ponto em que as coisas ficam realmente sobrenaturais, mas a tensão já está presente. Os enigmas encontrados até agora variam de simples a agradáveis, sem serem excessivamente frustrantes.
Uma olhada na página do jogo na Steam sugere que puzzles ainda mais estranhos estão por vir. Entre eles, a capacidade de fazer a internet funcionar e integrar resultados de busca na resolução dos mistérios — o que, na opinião do analista, é onde as coisas podem desandar. Ainda assim, Desktop Explorer é descrito como um jogo que se lembra de quando o computador era, por si só, um mistério: uma terra não mapeada cujos limites e bordas o usuário precisava descobrir por conta própria.

O jogo se insere em uma tradição recente de títulos que celebram a estética retrô da computação, como The Roottrees Are Dead, Hack ’95 e Pipes.exe. Há uma nostalgia coletiva por uma época em que ligar o PC produzia o som etéreo de inicialização do Brian Eno e um mundo de possibilidades, em vez de ofertas de upgrade e funcionalidades de IA. O autor brinca que o fenômeno também pode ser explicado pelo fato de todos estarem ficando mais velhos.
Desktop Explorer foi desenvolvido pela Recurring Dream e está disponível no Steam. O jogo promete uma experiência que mescla investigação, puzzles e horror psicológico, tudo ambientado em uma réplica meticulosa de um sistema operacional dos anos 1990. Para os saudosistas e fãs de mistérios, é uma oportunidade de revisitar uma época em que a computação ainda era uma fronteira a ser explorada — mesmo que, no caminho, se encontrem fantasmas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/puzzle/desktop-explorer-is-a-mystery-horror-game-about-the-last-time-when-computers-were-good/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-07-16 13:00:00








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