Palworld 1.0: a evolução do Pokémon com armas e a crise de identidade que ainda persiste

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As a child of the ’90s-era pocket monster craze, I had what I suspect historians will call Monster-Taming Madness. A not-so-terrible, but sort of annoying affliction that meant I always had a Tamagotchi in my pocket, a handful of Pokémon cards, and the entire Spice Girls discography on standby for summoning creatures from discs in Monster Rancher.

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What it is: Pokémon: Survival Evolved, a few of them open carry

Quando Palworld chegou ao acesso antecipado, em janeiro de 2024, a fama veio acompanhada de uma alcunha que até hoje gruda no jogo: Pokémon com armas. A comparação não era de todo injusta, e o próprio autor desta análise admite que, há dois anos, concordaria com ela. Mas, após o lançamento da versão 1.0, em 10 de julho de 2026, o quadro mudou. O jogo da Pocketpair amadureceu, construiu uma base sólida de colecionador de criaturas e se distancia da mera cópia, embora ainda carregue uma certa crise de identidade – e uma dependência de humor ultraviolento que, na visão do revisor, soa mais como piada de internet do que como sátira afiada.

A análise foi feita em um PC equipado com RTX 4080, AMD Ryzen 7 9800X3D e 64 GB de RAM, com verificação Steam Deck confirmada. O texto original, publicado pelo PC Gamer, é assinado por um jornalista que se declara vítima da ‘Monster-Taming Madness’, uma obsessão típica dos anos 1990, quando ele carregava um Tamagotchi no bolso, colecionava cartas de Pokémon e usava a discografia das Spice Girls para invocar criaturas em Monster Rancher. Essa bagagem pessoal ajuda a explicar o olhar crítico sobre o novo título da Pocketpair.

O que mais impressiona em Palworld 1.0, segundo a análise, é o sistema de gerenciamento de criaturas. Os pals – como são chamadas as criaturas do jogo – funcionam como os dinossauros de Ark: Survival Evolved ou os thralls de Conan Exiles, mas com uma execução muito mais refinada. Não há mecânicas de doma confusas nem cálculos estatísticos exaustivos. Basta capturar um pal, verificar suas habilidades e colocá-lo em uma estação de trabalho. A interface de ‘níveis de adequação ao trabalho’ (work suitability) mostra claramente quais tarefas cada criatura pode desempenhar, com ícones específicos para cada tipo de função. Isso elimina a frustração comum em jogos do gênero, onde o jogador muitas vezes desiste de delegar tarefas e acaba fazendo tudo sozinho.

Palworld
igner pals, but when the time came, I could indulge in the side of me that loves involving a spreadsheet. Crédito da imagem: PcgamerAesthetically displeasingWhile I dig some of the new pal designs and scenery, Palworld’s look and presentation occasionally sour me on the whole thing
Fonte da imagem: Pcgamer

O revisor destaca que, em Ark, a exaustão do processo de doma o levava a abandonar a ideia de usar criaturas para tarefas domésticas. Em Palworld, os pals sempre tentam ajudar, mesmo que minimamente, e há espaço para otimização por meio dos níveis de adequação, habilidades de parceiro e passivas. Essa estrutura torna a coleta e o uso de criaturas uma das partes mais satisfatórias do jogo, superando até mesmo a comparação com Pokémon – que, na visão do autor, sofre com um sistema arcaico de transferência, troca e eventos limitados para completar a Pokédex. Em Palworld, é possível capturar todas as criaturas em uma única partida, sem complicações.

No entanto, nem tudo são flores. O revisor aponta que Palworld ainda não encontrou uma identidade visual e tonal consistente. Ele elogia alguns dos novos pals e cenários da versão 1.0, mas critica a apresentação geral, que oscila entre o fofo e o grotesco de forma desconfortável. O exemplo mais claro é o Meat Cleaver, uma ferramenta de açougue disponível logo no início do jogo, que permite ao jogador abater pals adoráveis como Lamball, Cattiva e Chikipi. O revisor admite que testou a ferramenta em um Chikipi, mas achou a experiência sem propósito e visualmente estranha, com um efeito de desfoque que transforma a ação em um espetáculo cartoonizado e desnecessariamente violento. Ele só viu utilidade real para o abate de pals no fim do jogo, quando desbloqueou uma versão automatizada da ferramenta.

Essa tendência ao choque gratuito se espalha por outros momentos do jogo. Há pals chorando em gaiolas, avisos sobre criaturas trabalhando em condições precárias e alguns poucos pals armados com rifles. O revisor, no entanto, afirma que prefere que a violência fique com o avatar do jogador, e não com as criaturas. Ele sugere que a frase ‘Pokémon com armas’ poderia ser substituída por ‘Ash com armas’, já que a maioria dos pals é usada como montaria ou para tarefas domésticas, e não para combate armado.

Palworld
‘Pokémon with a gun’ works, but ‘Ash with a gun’ feels more appropriate. (Image credit: Pocketpair)Fonte da imagem: PcgamerThere’s a push and pull between some of the things that matter most to me in survival crafting games, though I can’t deny how good Palworld’s creature collecting foundation is. I love micromanaging pals at my base, fighting alongside them, and perfecting pedigrees through implants and eggs. I’m disappointed by the base building, lackluster open world, and mundane exploration.

Apesar das críticas, o revisor reconhece que a base de Palworld como colecionador de criaturas é excelente. Ele se viu obcecado em completar a Palpedia, o que o manteve com personagem e equipe acima do nível esperado, graças ao XP de captura. Ele passou pela maioria dos chefes da história usando as configurações padrão do mundo, mas foi humilhado por um chefe no fim do jogo: Panthalus, uma baleia mítica. Após várias mortes, ele decidiu experimentar o combate aéreo com sua montaria voadora, Jetragon, e descobriu que a estratégia era muito mais eficaz – e divertida – do que correr com uma arma. Disparar mísseis do alto, controlando tanto a personagem quanto o pal, deu a ele uma sensação de unidade e controle que ele não havia explorado antes.

O revisor conclui que Palworld 1.0 é um jogo sólido, com sistemas bem pensados e loops de jogo envolventes, mas que ainda precisa se livrar da necessidade de provar que é diferente dos outros. A dependência de humor grosseiro e violência exagerada, que ele considera mais uma tentativa de viralizar do que uma sátira inteligente, acaba minando a confiança nas decisões artísticas do jogo. Ele espera que, com o sucesso alcançado, a Pocketpair use as próximas atualizações para construir uma identidade mais confiante, que valorize as qualidades únicas do jogo – como o sistema de trabalho dos pals – em vez de se apoiar em piadas de internet.

No fim das contas, Palworld 1.0 entrega uma experiência de colecionador de criaturas que se destaca no gênero, com mecânicas de automação e gerenciamento de base que superam concorrentes como Ark e Conan Exiles. A comparação com Pokémon, embora inevitável, fica em segundo plano diante de um sistema de captura e uso de criaturas mais fluido e satisfatório. Mas a crise de identidade persiste: o jogo ainda não sabe se quer ser uma paródia violenta ou um simulador de sobrevivência com coração. E, para o revisor, essa indecisão é o maior obstáculo para que Palworld alcance todo o seu potencial.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/survival-crafting/palworld-review/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-01 01:00:00

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