Microsoft abre consulta pública para código de conduta de IA e promete revisão até o fim do ano

A Microsoft AI publicou um rascunho do seu Código de Conduta para os modelos de IA que desenvolve, batizados de MAI. O documento, divulgado em 14 de setembro de 2026, define os comportamentos e valores esperados desses sistemas e faz parte de uma abordagem que a empresa chama de Humanist AI. Apesar do nome, o texto não é uma promessa de que a IA vai virar gente: a ideia central é que humanos mantenham controle significativo sobre a tecnologia.

O ponto que mais chama atenção é que esse código ainda não está sendo usado para treinar modelos. A Microsoft afirma que o documento está em desenvolvimento e que a publicação serve para consulta pública. O processo de feedback começa agora e vai durar seis semanas. A empresa pretende receber contribuições, revisar o material e publicar uma versão revisada no fim do ano, que deve guiar o desenvolvimento dos modelos a partir de 2027.

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(Image credit: hapabapa via Getty Images)Fonte da imagem: Pcgamer. Portland, OR, USA – May 2, 2025: Assorted AI apps, including ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity, Meta AI, Microsoft Copilot, and Grok, are seen on the screen of an iPhone.

Segundo a Microsoft, o código foi elaborado com apoio de especialistas em IA, direito, ética, filosofia, linguística e políticas públicas, além de líderes empresariais e grupos focais com o público. A empresa descreve a iniciativa como parte de uma filosofia experimental e baseada em evidências, e diz que pretende repetir esse tipo de consulta conforme novas versões do documento forem criadas.

O texto também menciona que a Microsoft AI trabalha com o conceito de Humanist Superintelligence (HSI), definido como sistemas avançados que atuam em benefício da humanidade, com foco em problemas específicos e dentro de limites, em vez de uma entidade autônoma e sem restrições. A empresa afirma que a superinteligência deve superar o desempenho humano na maioria das tarefas na próxima década e que controlar e alinhar esse tipo de tecnologia é um dos maiores desafios já enfrentados.

Razer
Fonte da imagem: Pcgamer. Razer Blade 16 gaming laptop

O documento se apresenta como o principal guia para treinar e governar os modelos MAI, incluindo controles técnicos, sistemas de monitoramento e a cultura organizacional da equipe. A Microsoft diz que ele será usado para avaliar e refinar o desempenho dos modelos, e que o código dialoga com outras estruturas da empresa, como os Princípios de IA Responsável, o Padrão de IA Responsável, a Declaração Global de Direitos Humanos e, quando aplicável, o Frontier Governance Framework.

A empresa também afirma que decisões sobre comportamento e público-alvo desses modelos devem ser informadas por uma pluralidade de perspectivas, e não apenas pela visão dos desenvolvedores. Por isso, o documento foi escrito com base em conhecimentos técnicos e também em tradições de estudo, cultura e prática. A Microsoft diz que quer tornar o processo aberto, participativo e moldado por diálogo significativo.

Visão Gamer: para quem acompanha games, o movimento é um termômetro de como a Microsoft pretende tratar IA dentro do próprio ecossistema. A empresa já usa IA em recursos do Xbox e em ferramentas como o Copilot, e um código de conduta que só deve valer de fato a partir de 2027 indica que mudanças práticas nesse tipo de recurso ainda podem demorar. Por enquanto, é um documento em consulta, sem impacto direto em jogos ou plataformas.

Leia mais aqui em inglês: https://microsoft.ai/code-of-conduct/.

Fonte: microsoft.ai.

PCGamer latest.

2026-09-15 16:21:00

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