Meta dribla escassez de DDR5 com chip próprio que adapta memória DDR4 em servidores de última geração

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, encontrou uma saída criativa para contornar a crise global de memória RAM. A empresa desenvolveu um chip personalizado chamado Vistara, capaz de fazer com que módulos DDR4, mais antigos e baratos, funcionem em servidores projetados exclusivamente para DDR5. A solução, detalhada em um artigo de pesquisa da própria companhia, permite que a gigante da tecnologia reutilize pentes de memória de equipamentos antigos em máquinas novas equipadas com processadores AMD Epyc baseados na arquitetura Zen 5.

A ideia parece simples, mas tecnicamente é algo que não deveria ser possível. Processadores modernos e suas placas-mãe são projetados para se comunicar com um tipo específico de memória — no caso, DDR5. Para fazer um sistema DDR5 entender módulos DDR4, é necessário um intermediário que traduza os sinais entre os dois padrões. Esse papel é desempenhado pelo Vistara, que utiliza a tecnologia Compute Express Link (CXL) para conectar os pentes DDR4 como um pool de memória separado, embora significativamente mais lento que a memória principal.

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apable CPU would probably make it all pointless anyway. An image from a Meta research paper, showing how DDR4 can be used in a DDR5 server Crédito da imagem: Pcgamer A pergunta que fica é: um usuário comum poderia fazer algo parecido em um PC gamer? A resposta, por enquanto, é não
Fonte da imagem: Pcgamer

Cada nó do chamado MemServer, como a Meta batizou a nova arquitetura, é equipado com um processador AMD Epyc da série 9000 com 158 núcleos — um número incomum, que sugere se tratar de um chip customizado ou com alguns núcleos desabilitados. A placa-mãe já vem com 768 GB de DDR5-6400, uma quantidade que seria suficiente para a maioria das aplicações, mas não para as demandas da Meta. Para complementar, a empresa adiciona 256 GB de DDR4-2400 gerenciados por duas placas de expansão Vistara instaladas em slots PCIe 5.0 x8. No total, cada MemServer alcança 1 TB de memória do sistema.

O software que controla o Vistara é inteligente o suficiente para gerenciar quais dados ficam em cada tipo de memória. Informações que podem ser necessárias em breve, mas não no momento exato, são armazenadas nos módulos DDR4 — a chamada ‘cold storage’ (armazenamento frio). Já os dados em uso ativo ou que precisam ser acessados instantaneamente permanecem na memória DDR5, tratada como ‘hot storage’ (armazenamento quente). Isso evita que o sistema precise recorrer a SSDs ou HDDs, que são ainda mais lentos.

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Fonte da imagem: Pcgamer

A pergunta que fica é: um usuário comum poderia fazer algo parecido em um PC gamer? A resposta, por enquanto, é não. Embora placas-mãe como a MSI MEG X870E Godlike X Edition tenham dois slots PCIe 5.0 ligados diretamente à CPU, o CXL não é suportado por processadores de desktop atuais. Além disso, seria necessário que a Meta desenvolvesse drivers para Windows, o que não está nos planos. E mesmo que fosse possível, o custo da placa Vistara, de uma placa-mãe compatível e de um processador que suporte CXL provavelmente tornaria a empreitada financeiramente inviável.

A solução da Meta é um reflexo da alta nos preços das memórias DRAM, que não dão sinais de queda. Enquanto os valores não voltarem ao que se considera razoável, a indústria terá que buscar alternativas criativas para lidar com a escassez. Para quem monta um PC gamer e ouve que ‘jogos não precisam de 96 GB de RAM’, a dica é lembrar que, com os preços atuais, qualquer economia é bem-vinda — e que a Meta, com seus servidores de 1 TB, já está mostrando que memória nunca é demais.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/hardware/memory/metas-solution-to-the-global-memory-shortage-is-to-use-ddr4-in-a-ddr5-server-with-a-custom-chip-making-the-impossible-possible/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-03 12:59:00

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