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Simone de Rochefort, editora do Polygon, começou a jogar Elden Ring no dia do lançamento, em 2022. Era o primeiro jogo da FromSoftware na vida dela, e ela admite que não fazia ideia do que estava por vir. Dois anos e mais de 200 horas depois, ela ainda não conseguiu zerar o jogo. Em um relato pessoal, Simone explica como uma série de suposições e ansiedades a levaram a jogar de forma errada e, nas palavras dela, ‘ruim’ durante todo esse tempo.
A jornada de Simone começou com uma expectativa comum entre novatos: a de que Elden Ring seria um jogo difícil, mas justo, e que a prática levaria à maestria. No entanto, a realidade se mostrou mais complexa. Ela conta que, por ser sua primeira experiência com um jogo da FromSoftware, não tinha noção das mecânicas e da filosofia de design que tornam os títulos da desenvolvedora tão desafiadores e, ao mesmo tempo, gratificantes.
Um dos principais erros de Simone foi insistir em uma build que não se adequava ao seu estilo de jogo. Ela optou por um personagem focado em força e combate corpo a corpo, mas sem entender a importância de atributos como vigor e resistência, acabava morrendo com frequência e se frustrando. Em vez de adaptar sua estratégia, ela insistia na mesma abordagem, o que a levou a um ciclo vicioso de derrotas e recomeços.
Outro equívoco foi ignorar completamente os sistemas de invocação e cooperativo. Simone conta que, por medo de ‘atrapalhar’ outros jogadores ou por achar que usar essas mecânicas seria ‘trapaça’, ela nunca pediu ajuda, mesmo nos momentos de maior dificuldade. Ela também não explorava as áreas de forma completa, pulando masmorras e itens essenciais que poderiam ter facilitado sua progressão.
A ansiedade também teve um papel crucial. Simone descreve como o medo de perder runas (a moeda do jogo) e a sensação de estar sempre ‘atrasada’ em relação a outros jogadores a impediam de experimentar novas armas e habilidades. Ela se apegava a um único conjunto de equipamentos e não se permitia testar outras possibilidades, o que tornava o jogo ainda mais monótono e difícil.
Com o passar do tempo, Simone começou a entender que Elden Ring é um jogo que recompensa a exploração e a adaptação. Ela percebeu que a dificuldade não está apenas nos chefes, mas na forma como o jogador lida com as ferramentas que o jogo oferece. Foi só depois de muitas horas de frustração que ela decidiu mudar sua abordagem, buscando novas armas, utilizando invocações e, finalmente, aproveitando o que o jogo tem de melhor.
Apesar de todas as dificuldades, Simone afirma que não se arrepende da experiência. Ela diz que aprender a jogar Elden Ring ‘do jeito errado’ a ensinou sobre paciência, resiliência e a importância de se adaptar. E, mesmo após dois anos e mais de 200 horas, ela ainda não zerou o jogo, mas agora se sente mais confiante para continuar a jornada.
A história de Simone serve de alerta para outros jogadores que estão começando no mundo dos jogos da FromSoftware. Elden Ring é um título que exige dedicação e, principalmente, flexibilidade. Para os novatos, a dica é: não tenham medo de errar, explorem todas as possibilidades e, acima de tudo, divirtam-se. Afinal, como Simone aprendeu, a jornada pode ser mais importante do que o destino final.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/video/i-played-elden-ring-wrong-for-two-years/.
Fonte: Polygon.
2026-08-06 22:03:00








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