O governo dos Estados Unidos oficializou uma mudança curiosa: a partir de agora, o termo Inteligência Artificial (IA) será substituído por Super Inteligência (SI) em documentos e comunicações do Poder Executivo. A determinação veio por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que justificou a troca dizendo que Super Inteligência captura melhor a promessa, o potencial e as capacidades em rápida evolução dessas tecnologias.
Na prática, a medida tem efeito limitado fora do governo. A ordem vale para o Executivo e orienta que agências e funcionários usem SI em vez de IA. Ninguém fora desse círculo parece disposto a adotar o novo nome — o que não impediu que a mudança viesse acompanhada de um desdobramento bem mais relevante para o setor de tecnologia.
Logo após a ordem, foi assinado o chamado White House Accord on Super Intelligence, um acordo que reúne algumas das figuras mais poderosas do setor. Assinaram o documento Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg (Meta), Greg Brockman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Jensen Huang (Nvidia).

O ponto central do acordo é a autorregulação. Segundo o texto, cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia de forma segura e de maneira que construa confiança com clientes e o público. O documento também afirma que as empresas participantes se reunirão regularmente para estabelecer padrões e melhores práticas para melhorar a segurança de seus sistemas. Não há menção a supervisão regulatória ou participação do governo.
Trump descreveu a abordagem como autorregulação tremenda. A resposta dos executivos foi rápida: Huang citou super inteligência três vezes em uma publicação no X, enquanto Zuckerberg usou o Facebook para dizer que acredita que a superinteligência criará novas oportunidades significativas para todas as pessoas e empresas. Pichai, que já havia atendido a um pedido anterior de Trump para renomear o Golfo do México e o Lago Ontário no Google Maps para usuários nos EUA, também elogiou a administração e repetiu o termo.
Nem todo mundo no setor de tecnologia vê a autorregulação com bons olhos. Bill Gates, cofundador da Microsoft e que não tem mais obrigações com acionistas, criticou a ideia em entrevista ao The New York Times. É justo dizer que, fora da indústria, a consciência dos perigos da IA é extremamente baixa. E você pode dizer isso da academia, dos think tanks, dos formuladores de políticas, dos políticos, afirmou. E parte da razão pela qual estou falando tão alto — o mais alto que posso — é que você não pode confiar que a indústria se autorregule aqui. Quer dizer, é simplesmente insano.
Visão Gamer: A mudança de nome não afeta diretamente o que chega aos jogos, mas o acordo que veio junto pode ter peso no futuro. A indústria de games já usa IA em diversas áreas, de geração procedural a ferramentas de desenvolvimento. Com a autorregulação, as empresas de tecnologia ficam responsáveis por definir seus próprios padrões de segurança, sem supervisão externa obrigatória. Para quem joga, isso significa que eventuais mudanças em ferramentas de IA usadas por estúdios podem depender mais das decisões internas dessas empresas do que de novas leis ou agências reguladoras.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/software/ai/the-americans-have-officially-renamed-artificial-intelligence-to-super-intelligence-which-should-fix-everything/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-09-30 18:57:00








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