A remasterização de The Witcher 3: Wild Hunt chega com uma proposta diferente do que se costuma ver por aí: em vez de só empilhar conteúdo novo, o foco está em remover os atritos que atrapalhavam a diversão desde a versão 1.0. Em uma análise publicada pela IGN, a avaliação destaca que o maior acerto do pacote é justamente deixar a experiência mais agradável de jogar, mesmo sem adicionar algo que o original já não tivesse.
O combate é um dos pontos que mais mudou. A câmera e o sistema de lock-on agora permitem alternar entre grupos grandes de inimigos sem que a visão perca o controle — algo que, segundo a análise, era tão instável no original que o recurso acabava sendo ignorado. A câmera também ficou menos presa às costas do personagem, o que ajuda a lidar com vários monstros ao mesmo tempo. Além disso, a fonte relata novos comportamentos de inimigos: eles recuam em vez de simplesmente apanhar, lançam contra-ataques menos telegrafados e, no caso de criaturas fantasmas, desaparecem e reaparecem atrás do jogador. A avaliação ressalta que isso torna o swordplay mais interessante, ainda que o comportamento inimigo continue mostrando a idade do jogo e nunca tenha sido um ponto forte.
Movimentação e montaria também receberam atenção. O Geralt do remaster sobe cercas e obstáculos verticais com muito mais facilidade, e a Roach ficou menos travada, com controles mais intuitivos, menos presa em árvores e sem acabar em cima de celeiros. Para a análise, o melhor ajuste do pacote é poder coletar ervas sem descer do cavalo — algo que, em 2015, era motivo de irritação constante.
As árvores de habilidade ficaram menos restritivas, seguindo uma abordagem parecida com a de Cyberpunk 2077: perks úteis aparecem mais cedo, e não é mais preciso investir uma quantidade enorme de pontos em um ramo antes de desbloquear habilidades boas. A fonte afirma estar no começo da jornada nessa nova versão, mas já comemora a liberdade maior para montar builds.
No visual, o remaster entrega uma atualização gráfica considerável, com iluminação mais dramática, texturas de ambiente mais detalhadas, sombras e reflexos mais consistentes (especialmente no PC) e o cabelo de Geralt bem menos borrado. Há ainda um novo modo foto. O ponto negativo é a performance: a análise relata quedas de frame tanto no console quanto no PC, embora os tempos de carregamento sejam muito curtos e o original também tivesse problemas de framerate.
Visão Gamer: para quem já jogou The Witcher 3 no passado, as mudanças que mais devem pesar no dia a dia são a coleta de ervas sem desmontar, a movimentação mais ágil e o lock-on funcional — pequenos ajustes que, somados, alteram bastante o ritmo de uma campanha longa. Já quem se incomoda com performance instável pode encontrar no relato da análise um motivo para gerenciar expectativas, mesmo com o ganho visual evidente.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/the-witcher-3-wild-hunt-remastered-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-30 22:07:00








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