De Dishonored a XCOM: 10 expansões que superaram o jogo original

No mundo dos games, é comum esperar que uma expansão melhore o jogo base, adicionando conteúdo novo e interessante. No entanto, nem sempre é isso que acontece. Muitas vezes, os add-ons parecem não entender o que tornou o original tão bom, ou simplesmente arrastam a experiência desnecessariamente. Mas há exceções notáveis: algumas expansões conseguiram ser genuinamente melhores do que o jogo que expandiam. A seguir, listamos dez casos em que o DLC superou o jogo original, de acordo com a análise do PC Gamer.

A
Image credit: Relic)Fonte da imagem: Pcgamer

Começamos com Dishonored, da Arkane. O jogo base optou por um protagonista silencioso, Corvo, o que permitia aos jogadores usar todo o arsenal de ferramentas e poderes sem se preocupar com a personalidade do personagem. No entanto, isso criava uma desconexão, já que os jogadores projetavam uma persona em Corvo que entrava em conflito com ações extremas, como possuir um guarda e levá-lo a uma parede elétrica para vê-lo morrer. A expansão em duas partes, The Knife of Dunwall e The Brigmore Witches, corrigiu isso ao dar voz ao protagonista Daud, interpretado por Michael Madsen. Daud, o assassino arrependido e antagonista de Corvo, narra cada missão com um tom de filme noir cínico, algo que combinava perfeitamente com a atmosfera do jogo. Além disso, as expansões trouxeram melhorias mecânicas, como o poder Blink com elemento de parada temporal, que se tornou padrão nos jogos seguintes da série. As fases foram projetadas para escalada sem parecerem artificiais, e muitos consideram que esses DLCs são melhores que o próprio Dishonored 2.

Sheogorath,
Image credit: Bethesda)Fonte da imagem: Pcgamer

Em Warhammer 40,000: Dawn of War, a campanha original era bombástica, mas limitava o jogador a controlar os Space Marines. A primeira expansão, Winter Assault, permitia escolher entre alguns lados, mas ainda assim era linear e restritiva. Foi com Dark Crusade que a Relic Entertainment acertou em cheio. A expansão permitia escolher entre várias facções do universo 40K, incluindo duas novas: Necrons e Tau. A campanha se tornou um verdadeiro conflito pelo mapa, com o jogador lutando pelo controle do planeta Kronus. Um detalhe marcante era a persistência das construções: se o computador atacasse um território que você havia conquistado, as torres e edifícios que você construiu ainda estariam lá para ajudar na defesa. Esse elemento, infelizmente, não foi mantido na expansão final, Soulstorm.

Shepard
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Oblivion, o quarto jogo da série The Elder Scrolls, era considerado um fantasy mais ‘vanilla’ em comparação com o estranho e alienígena Morrowind, com seus cogumelos gigantes e arquitetura bizarra. Um ano após o lançamento, a expansão The Shivering Isles trouxe de volta essa estranheza, adicionando uma nova massa de terra com cogumelos gigantes, arquitetura peculiar e uma cultura alienígena. O reino é dividido em duas metades: Mania, colorida, e Dementia, assustadora, que simbolizam a personalidade de seu governante, Sheogorath, o Príncipe Daedrico da Loucura. Sheogorath é um questgiver excêntrico que torna os personagens sem graça de Oblivion ainda mais monótonos em comparação.

The
Image credit: Bethesda)Fonte da imagem: Pcgamer

Mass Effect 3 teve um final controverso, mas a expansão Citadel é considerada por muitos como o verdadeiro final da trilogia. O DLC deu a Shepard e à tripulação da Normandy a despedida que mereciam, combinando uma história cheia de ação, com tiroteios e frases de efeito, e uma zona de descanso onde os jogadores podiam interagir com seus companheiros sobreviventes. O ponto alto é uma sequência em que você organiza uma festa para seus amigos, permitindo vê-los interagir de forma descontraída, longe do perigo, aproveitando a licença e sendo eles mesmos pela última vez. É um oásis de aconchego em meio a um deserto de conflitos e consequências.

Tiny
Fonte da imagem: Pcgamer

Fallout: New Vegas é um dos melhores jogos da série, mas sua expansão Old World Blues é ainda mais bem avaliada pelo autor da lista. O DLC leva o jogador para Big MT, um deserto dominado pela ciência maluca, onde cérebros em potes, no estilo Futurama, estão em guerra com o Dr. Mobius, que construiu um exército de escorpiões robóticos. Old World Blues resgata o lado mais bobo e inspirado nos filmes B de ficção científica dos anos 50, que equilibra o tom sombrio de Fallout com humor mórbido. A história começa com seu cérebro sendo roubado e substituído por um computador, e termina com você tendo que convencer seu próprio cérebro a voltar para o lugar.

A
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Borderlands 2 já era um jogo divertido, especialmente em cooperativo, mas foi a expansão Tiny Tina’s Assault on Dragon Keep que elevou a narrativa a outro nível. O DLC começa como uma brincadeira, com os heróis jogando uma partida de Dungeons & Dragons, fazendo piadas sobre dados e diferenças entre magos e bruxos. No entanto, ao longo das horas, a história se revela uma meditação surpreendentemente emocionante sobre o luto e o papel dos jogos como mecanismo de enfrentamento. O autor admite que foi pego de surpresa pela profundidade emocional da trama.

Monika
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Borderlands 3, por sua vez, decepcionou em comparação com o segundo jogo, especialmente na narrativa. Mas as expansões do jogo conseguiram resgatar a qualidade. O destaque é Psycho Krieg and the Fantastic Fustercluck, onde o jogador entra no subconsciente de um amigo psicótico para realizar uma espécie de terapia em primeira pessoa em seu cérebro danificado. Segundo o autor, praticamente todas as expansões de Borderlands 3 foram melhores que o jogo base.

Liberty
Fonte da imagem: Pcgamer

Shadowrun Returns, o RPG ciberpunk baseado no jogo de mesa, foi originalmente concebido como um kit de criação de aventuras, com a campanha base Dead Man’s Switch servindo apenas como exemplo. No entanto, os desenvolvedores perceberam que os jogadores queriam mais um RPG tradicional. A resposta foi a expansão Dragonfall, que superou em muito a campanha original. O DLC permitia recrutar um grupo de companheiros com histórias e segredos dignos da BioWare, e o cenário futurista de Berlim parecia uma comunidade viva, onde suas ações podiam causar mudanças. Dragonfall foi tão bom que acabou sendo lançado como uma versão standalone, o Director’s Cut, e muitos jogadores nem sabem que originalmente era apenas um DLC.

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Image credit: 2K)Fonte da imagem: Pcgamer

Fallout 3 tinha um final notoriamente ruim, e a expansão Broken Steel foi lançada para corrigi-lo. Na época, a internet não era tão organizada para protestos como em 2012, quando Mass Effect 3 gerou uma revolta, mas os fãs reclamaram bastante. A Bethesda, em vez de disponibilizar a correção gratuitamente, cobrou pelo DLC. Ainda assim, Broken Steel reescreveu o final sem sentido do jogo original e permitiu que os jogadores continuassem jogando após o fim. A expansão seguinte, Point Lookout, também foi melhor que o jogo base, mas sem Broken Steel, ninguém teria se importado com ela.

Por fim, XCOM: Enemy Within, expansão de XCOM: Enemy Unknown, é um exemplo de como adicionar conteúdo sem sobrecarregar. Enquanto a expansão de XCOM 2, War of the Chosen, adicionou muita coisa, Enemy Within trouxe melhorias essenciais. Ela corrigiu pontos fracos do jogo original, adicionando novos mapas e uma nova facção inimiga, a EXALT, além do recurso Meld, que incentivava os jogadores a avançar no campo de batalha para coletar o recurso antes que expirasse. Além disso, incluiu melhorias de qualidade de vida, como soldados estrangeiros falando em seus idiomas nativos, um botão para liberar equipamentos de soldados que ficaram no quartel e muito mais opções de chapéus e capacetes. São os pequenos detalhes que fazem a diferença.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/10-expansions-that-were-better-than-the-actual-game/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-01 21:51:00

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