Gundam Rogue Orbit quer entregar uma ação de mecha com mais peso no combate corpo a corpo, e a arma que melhor representa essa promessa é uma espada-chicote que lembra Bloodborne — embora a franquia Gundam tenha chegado a esse tipo de lâmina ainda nos anos 1990. A impressão é de Wes Fenlon, da PC Gamer, que jogou cerca de 30 minutos de uma build de preview do game.

Segundo o texto, a experiência foi toda de ação, acompanhada por diálogos com vozes de anime sobre alienígenas chamados The Apocalypse. Para o jornalista, a trama provavelmente não vai prender sua atenção, mas o combate com foco em sequências de golpes mostrou potencial.
O sistema puxa mais para um action RPG do que para Devil May Cry. Os combos saem com poucos toques repetidos de botão, e boa parte do dano vem de habilidades ativas, cada uma com seu próprio cooldown. Segurando um gatilho e apertando Quadrado no controle de PlayStation, o Gundam gira a espada-chicote em 360 graus, acertando vários inimigos próximos de uma vez.

Outra arma, a Sword Lance, lembra Monster Hunter: acumula um medidor único a cada ataque pesado de investida feito durante uma esquiva. Esse medidor pode ser gasto para invocar o Beam Phalanx, um conjunto de orbes que disparam lasers. Os números de dano vêm ligados por padrão, o que, na visão do autor, sugere que no jogo completo será preciso monitorar cooldowns de habilidades tanto quanto o timing dos ataques e as esquivas perfeitas, em linha com Granblue Fantasy: Relink.

Ainda de acordo com a preview, Rogue Orbit é o jogo de Gundam mais próximo de Armored Core 6: Fires of Rubicon que o jornalista já jogou — um primo mais leve, focado em apertar botões e ver partículas brilhantes, mas ainda assim um primo. Ele lembra que, antes da era Dark Souls, a FromSoftware desenvolveu vários jogos de Gundam para a Bandai Namco na mesma época em que lançava Armored Core: For Answer e Armored Core 5. Para o autor, se a equipe atual de Gundam olhou para AC6 e decidiu replicar a fórmula para um público menos hardcore, foi uma decisão acertada, e ele acredita que, com base nas primeiras impressões, o estúdio conseguiu.
O problema, segundo o texto, é que a parte mais importante ficou de fora da demo. A customização de mechas em Rogue Orbit não é segredo: há uma captura de tela do menu na própria página do jogo na Steam. Mesmo assim, meses após a revelação, a equipe ainda não liberou hands-on com a tela de customização, o que frustrou o jornalista. Ele queria ao menos poder olhar uma lista curta de armas liberadas na build e pensar em atributos como poder de curto alcance e output antes de escolher a espada-chicote.

Para Fenlon, demos precisam equilibrar o que mostram e o que escondem, e a de Rogue Orbit ficou devendo justamente na parte que mais interessa em um jogo de mecha: montar a build antes da missão, buscando equilíbrio entre velocidade e resistência, dano bruto e capacidade de munição, alcance e poder de parada. Sem colocar a espada-chicote na mão do próprio Gundam, ele diz que não dá para saber se este é o próximo grande jogo de ação com mechas. O jogo completo sai em março.
Visão Gamer: Para quem curte jogos de mecha, a parte de customização costuma ser tão importante quanto o combate, e é justamente ela que a demo de Rogue Orbit não mostrou. O preview indica um sistema de combos com habilidades em cooldown e armas com mecânicas próprias, como a Sword Lance, mas a ausência da tela de build na demo deixa em aberto como será a profundidade da montagem do mecha no jogo final.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/action/gundam-rogue-orbit-gave-me-a-sick-whip-sword-but-held-back-the-one-thing-i-want-most-in-a-mech-game/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-10-06 14:00:00








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