Marvel’s Wolverine chegou em 15 de setembro para PlayStation 5 como o mais novo AAA da Insomniac Games. Diferente dos jogos do Homem-Aranha, que apostavam em uma Nova York de mundo aberto, aqui a campanha é bem mais linear e focada em contar uma história tensa missão após missão. O tom é pesado: Logan passa boa parte das cerca de 20 horas de jogo cravando suas garras em inimigos e deixando o cenário coberto de sangue.

O game também recebeu críticas, tanto em reviews quanto nas redes sociais, por guiar demais o jogador com quick-time events e um indicador visual que mostra o caminho a seguir, em vez de deixar o usuário descobrir sozinho. Entre os extras desbloqueáveis estão os trajes, e é aí que mora a polêmica apontada por uma análise. A maioria das skins é elogiada, mas duas delas — as inspiradas em Marvel Tokon: Fighting Souls e a Animated — são versões cel-shaded, com visual de desenho animado.

Sozinhas, as roupas chamam atenção pelo estilo vibrante e ousado, mesmo sem o capricho técnico que anima fio a fio o peito peludo do Wolverine. O problema, segundo a análise, é que elas destoam completamente da narrativa. A trama gira em torno de Logan enfrentando seus demônios internos e tentando conter o lado que quer se tornar uma máquina de matar, enquanto descobre um passado esquecido que preferia não revisitar.

Há cenas feitas para apertar o coração, como o momento em que Jean Grey se torna interesse amoroso de Logan e os dois se desentendem nas ruas de Tóquio — logo após o desbloqueio do traje Marvel Tokon: Fighting Souls. Equipar a skin na hora, por curiosidade, quebra a imersão, já que o personagem fica absurdo em meio a uma iluminação sombria e solene. O mesmo vale para sequências como quando Logan quase mata Jean durante um episódio de pesadelo ou quando é forçado a matar o amigo mutante Walter Langkowski, o Sasquatch.

A análise deixa claro que os trajes são totalmente opcionais: dá para nem fabricá-los ao desbloqueá-los. Também é possível argumentar que oferecer alívio cômico é positivo. Ainda assim, a conclusão é que, se os visuais cartunescos funcionavam nos jogos do Aranha, em Marvel’s Wolverine eles soam ridículos.
Visão Gamer: para quem gosta de manter a imersão em cenas mais pesadas, talvez valha deixar os trajes cel-shaded guardados nos momentos mais dramáticos. Como são opcionais, a escolha fica totalmente nas mãos de quem joga.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/marvels-wolverine-cartoon-suits-crime-against-humanity/.
Fonte: Polygon.
2026-09-15 18:20:00








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