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O QuakeCon 2026 começou com uma edição totalmente dedicada a Quake, reunindo o lendário John Romero e o atual codiretor da id Software, Marty Stratton, em um painel que celebrou os 30 anos do clássico tiro em primeira pessoa. Durante o evento, foi anunciado e lançado um novo episódio de Quake com 19 fases, e os fãs ainda puderam acompanhar uma participação especial e surpresa de Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, que apareceu ao vivo por streaming. Reznor, responsável pela trilha sonora original de Quake, aproveitou a ocasião para relembrar sua relação com os jogos da id Software e como eles influenciaram sua música.
Em sua fala, Reznor contou que sua primeira experiência com Wolfenstein foi algo revolucionário. “Quando encontrei Wolfenstein pela primeira vez, parecia impossível”, disse. “Nada era daquele jeito. Foi uma mudança radical em relação ao que eu conhecia como videogame. Comprei um PC só para jogar.” A declaração mostra o impacto que os jogos da id tiveram no músico, que já era um nome consolidado no cenário industrial nos anos 90.
Mas foi Doom, lançado em 1993, que realmente marcou Reznor. “Alguns anos depois, Doom saiu, e foi como se uma bomba tivesse explodido”, afirmou. “Não era apenas tecnologicamente avançado, não havia nada parecido. Parecia que nenhum adulto estava envolvido, ninguém disse não, era livre, e era fantástico. De certa forma, senti um paralelo com o que eu tentava fazer com a música, distorcendo as coisas e tentando me expressar. Eu realmente me conectei com aquilo.” A comparação entre a estética crua e agressiva de Doom e o som industrial do Nine Inch Nails é um ponto central da fala de Reznor.
O músico também relembrou como acabou se envolvendo com a id Software e com Quake. “Cruzei com os caras da id, nos demos bem, viramos amigos, e sou grato por ter sido convidado a fazer parte da equipe de Quake, trabalhando na música e nos efeitos sonoros”, contou. “E, entre todas as coisas que fiz na minha carreira, tenho muito orgulho disso, e acho que o jogo se mantém até hoje.” A trilha sonora de Quake, com sua atmosfera densa e industrial, é considerada até hoje uma das mais marcantes da história dos games.
A participação de Reznor no QuakeCon reforça sua ligação com a franquia, mas também trouxe à tona memórias de uma época em que os jogos de tiro eram muito mais assustadores. O autor do texto original, Shaun Prescott, editor australiano da PC Gamer, relembra que a música de E1M3, primeira fase de Doom, o fazia tremer, e que o primeiro encontro com um Pinkie Demon o fez desligar o jogo rapidamente. A comparação com a versão editada de “Closer”, do Nine Inch Nails, tocando nas rádios, mostra como a cultura pop da época era permeada por essas sensações de tensão e estranhamento.
Para celebrar os 30 anos de Quake, a Nine Inch Nails lançou uma linha de produtos temáticos, incluindo uma caixa de munição vazia por US$ 30, camisetas, chaveiros, moletons e o relançamento da trilha sonora em vinil. Os preços são elevados, mas a nostalgia e a raridade dos itens podem convencer os fãs mais dedicados a comprar. A iniciativa faz parte das comemorações do aniversário do jogo, que também incluiu o novo episódio com 19 fases.
A presença de Reznor no painel e suas declarações sobre Doom e Quake mostram como os jogos da id Software influenciaram não apenas o desenvolvimento dos games, mas também a cultura pop e a música. A conexão entre o som industrial do Nine Inch Nails e a atmosfera sombria de Quake é um exemplo claro dessa influência mútua. O QuakeCon 2026, que começou com essa celebração, promete ser um marco para os fãs da franquia e para aqueles que acompanham a história dos jogos de tiro.
A fala de Reznor também ressalta a importância de Quake como um artefato cultural de 1996, ao lado de outros ícones da época, como o filme Space Jam. A estética do jogo, com seus tons amarronzados e atmosfera opressiva, combinava perfeitamente com a música do Nine Inch Nails, criando uma experiência imersiva que muitos jogadores ainda lembram com nostalgia. A trilha sonora, que em alguns momentos era tão intensa que os jogadores preferiam jogar no mudo, é um testemunho do impacto que a música de Reznor teve no universo dos games.
O novo episódio de Quake, lançado durante o painel, já está disponível para os jogadores, e a expectativa é que ele mantenha a qualidade e a atmosfera do jogo original. Com a participação de Reznor e a celebração dos 30 anos, o QuakeCon 2026 reforça a importância de Quake na história dos videogames e sua influência duradoura na cultura pop. A relação entre o músico e a id Software, que começou com uma amizade e se transformou em uma colaboração criativa, é um exemplo de como diferentes formas de arte podem se complementar e criar algo único.
Para os fãs que quiserem acompanhar as novidades e adquirir os produtos comemorativos, a linha de merch da Nine Inch Nails já está disponível. A caixa de munição vazia, apesar de ser apenas uma caixa, é um item de colecionador que certamente chamará a atenção. O relançamento da trilha sonora em vinil é outra oportunidade para os apreciadores da música de Reznor terem uma edição especial do álbum que marcou época. O QuakeCon 2026, com sua programação repleta de nostalgia e novidades, promete ser um evento inesquecível para os fãs de Quake e da música industrial.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/fps/trent-reznor-on-doom-in-some-ways-i-felt-a-parallel-with-what-i-was-trying-to-do-with-music/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-08-07 00:01:00








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