Star City: nova série da Apple TV mergulha na corrida espacial sob o olhar soviético

A Apple TV+ lançou Star City, série que expande o universo de For All Mankind ao contar a corrida espacial do ponto de vista soviético. Os dois primeiros episódios, “The Eyes” e “A Bear on a Chain”, já estão disponíveis e estabelecem uma trama que mistura exploração espacial com o peso do regime soviético. A história começa com uma cena tensa: uma jovem é levada por agentes soviéticos até o centro de comando da Roscosmos, onde assiste ao marido, Alexei Leonov, tornar-se o primeiro homem a pisar na Lua. O discurso oficial, aprovado pelo Estado, exalta o “modo de vida marxista-leninista”. A abertura já mergulha o espectador na atmosfera paranoica e fechada da URSS, onde qualquer passo em falso pode levar a uma conspiração política.

Diferente de For All Mankind, que acompanhou a versão americana da corrida espacial, Star City se concentra no lado soviético e não exige que o público conheça a série original. Não há referências constantes ao universo anterior, mas a nova série adiciona camadas a eventos já mostrados. Por exemplo, a história de Anastasia Belikova (Alice Englert), a primeira mulher na Lua, é aprofundada: em For All Mankind, ela apareceu por apenas 15 segundos em jornais e TVs, mas inspirou toda a primeira temporada sobre o recrutamento de pilotas mulheres. Em Star City, descobrimos que a escolha original para a missão foi descartada por suspeita de colaboração com os americanos.

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Star City | Credit: Apple TV Fonte da imagem: IGN

A série também apresenta personagens que os fãs de For All Mankind reconhecerão: Irina Morozova (Agnes O’Casey) começa como uma operadora de inteligência de baixo escalão, ouvindo e arquivando relatórios de salas grampeadas, e Sergei Nikulov (Josef Davies) é um cientista na linha de comando da missão, conhecido por ideias ousadas e eficazes. Ambos terão papéis importantes no programa espacial americano no futuro, mas aqui estão no início de suas carreiras. Será interessante ver como seus mentores — a implacável coronel Lyudmilla Raskova (Anna Maxwell Martin) e o ambicioso, mas rígido, Designer Chefe (Rhys Ifans) — os moldam.

Um ponto que chama atenção é que o elenco fala inglês, não russo. A decisão não é inédita — houve debate semelhante quando Chernobyl foi lançada em 2019 — e, apesar dos sotaques britânicos contrastarem com a escrita cirílica nos cenários, a escolha é compreensível para evitar legendas. A trama dos dois primeiros episódios é densa: inclui a ida à Lua e suas complicações, uma viagem a Paris, uma interrogatório brutal e outros eventos que definem a trajetória da primeira temporada. A série mostra potencial, mas ainda não parece totalmente desenvolvida. Os episódios iniciais focam na construção metódica de mundo e personagens, mergulhando o espectador na névoa de subterfúgios e fazendo com que todos questionem as intenções ocultas de cada um.

No entanto, o final do segundo episódio traz uma escalada nas ameaças de segurança, indicando que Star City pode se tornar um empolgante thriller de espionagem que também leva pessoas ao espaço. A série promete explorar o conflito entre sonhos e ambições individuais e as rígidas regras da sociedade soviética, em um ambiente onde a desconfiança é constante. Com a mesma equipe criativa de For All Mankind, Star City já estabelece uma versão intrigante do início da corrida espacial, menos focada nos desafios técnicos e mais no drama humano sob o regime comunista. Resta saber se a visão da série se concretizará plenamente nos próximos episódios.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/star-city-episode-1-and-2-review.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-06-01 18:47:00

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