O quarto episódio da segunda temporada de X-Men ’97, intitulado Rise of Apocalypse: Part II, consolida a série como a melhor adaptação dos X-Men já produzida, superando os filmes live-action em consistência, ação, desenvolvimento de personagens e nostalgia. O episódio, que encerra o arco de dois capítulos ambientado no Egito Antigo, foca na origem completa de Apocalipse (vozes de Adetokumboh M’Cormack e Ross Marquand) e revela o papel involuntário dos X-Men na criação de seu maior inimigo.
A trama humaniza Apocalipse de forma surpreendente, algo que a série original dos anos 1990 nunca fez. O espectador conhece En Sabah Nur como homem e compreende as tragédias que o levaram a abraçar a evolução e se transformar no monstro que estava destinado a ser. O episódio acerta ao centrar-se no triângulo formado por Nur, Magneto (Matthew Waterson) e Professor Xavier (Ross Marquand), que constitui o núcleo emocional da história.
Embora a maior parte dos X-Men fique em segundo plano, há cenas significativas com Vampira (Lenore Zann) refletindo sobre a morte de Gambit e a possibilidade de trazê-lo de volta. O episódio também apresenta Rama-Tut (John de Lancie), um tirano viajante do tempo, mas com menos destaque do que seria desejável. Apesar disso, a atuação de De Lancie é excelente, e a menção aos Externos sugere que os roteiristas estão preparando algo para o futuro.

O grande destaque é o sacrifício de Magneto. O personagem, que já não alimenta esperanças de mudar o futuro, busca apenas expiar seus erros, levar seus amigos de volta para casa e salvar uma cidade de civis inocentes da fúria de Apocalipse. Em um momento marcante, Magneto admite que serviu como um demônio mutante para empurrar seu povo para os braços acolhedores de Xavier. Sua morte ecoa a de Gambit na primeira temporada, com a mesma escala e peso emocional.
O episódio termina com um confronto poderoso entre Apocalipse e Xavier no deserto, onde a compaixão do professor se desfaz diante do único mutante que nunca poderá ser redimido. Isso adiciona uma dimensão pessoal ao conflito, que certamente renderá frutos quando as partes se encontrarem novamente nos anos 1990.
A cena pós-créditos prepara o primeiro episódio focado em Wolverine na série, com uma homenagem visual à icônica capa de Uncanny X-Men #268, de Jim Lee. A expectativa é mergulhar no mundo do Programa Arma X, embora haja preocupação de que a série possa tratar rápido demais as consequências do adamantium em Wolverine, já que X-Men ’97 tem a tendência de percorrer montanhas de material clássico em ritmo acelerado.
No geral, Rise of Apocalypse: Part II é um dos melhores episódios da série até agora, equilibrando ação espetacular, desenvolvimento profundo de personagens e nostalgia poderosa. Resta saber se a morte de Magneto será definitiva ou se Apocalipse o ressuscitará como um de seus Cavaleiros. O autor da crítica, Jesse Schedeen, torce para que o Mestre do Magnetismo tenha um descanso merecido, sugerindo que a série recorra ao clone Joseph se precisar do personagem novamente.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/x-men-97-season-2-episode-4-review-recap-rise-of-apocalypse-part-ii.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-07-08 14:08:00








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