Rockstar enfrenta tribunal trabalhista por demissão de 31 devs de GTA 6

A Rockstar Games começa a se defender nesta quinta-feira (2) em um tribunal trabalhista de Glasgow, na Escócia, das acusações de que demitiu 31 funcionários de forma ilegal em outubro do ano passado. Todos eles trabalhavam em GTA 6. A audiência vai até 16 de outubro, um mês antes do lançamento do jogo, marcado para 19 de novembro de 2026.

As acusações são do sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB), que afirma que os funcionários foram perseguidos por atividade sindical e demitidos sem processo disciplinar ou direito de recurso. A Rockstar nega tudo com veemência.

A versão da empresa é outra: os desligamentos aconteceram por vazamento de informações confidenciais no Discord. Ao todo, 34 pessoas foram demitidas — 31 no Reino Unido e três no Canadá. A decisão gerou protestos em frente ao escritório da Rockstar North, em Edimburgo, e da Take-Two, em Londres.

Em nota à IGN, um porta-voz da Rockstar afirmou que a posição do estúdio é clara e consistente e que as demissões ocorreram por falta grave após compartilhamento de dados sigilosos, não por suposto envolvimento sindical. Rejeitamos as alegações e vamos nos defender vigorosamente, declarou.

O IWGB alega que, no dia dos desligamentos, funcionários foram chamados em reuniões, informados da demissão com efeito imediato e escoltados para fora do prédio. Quem não estava no escritório teria sido avisado em ligações de cerca de dois minutos antes de perder o acesso às contas de trabalho. O sindicato também afirma que Will Mesilane, um dos demitidos, precisou deixar o Reino Unido e voltar para a Austrália depois que a Rockstar retirou seu visto de trabalho e o reportou ao Home Office sem chance de recurso.

Wesley
Fonte da imagem: IGN

Jason Lewis, ex-funcionário da Rockstar e membro do sindicato, comentou: Ninguém imaginou que conversar sobre nossas condições de trabalho viraria nossas vidas de cabeça para baixo. Ele afirma que os demitidos perderam emprego, renda, comunidade e a chance de ver o jogo lançado após anos de trabalho.

A Rockstar sustenta que não sabia que os demitidos tinham envolvimento sindical e que os comentários no Discord tratavam de recursos de GTA 6, progresso geral, prazos de lançamento e protocolos de segurança de TI. A empresa diz que, se vazassem, virariam grande notícia e poderiam até afetar o valor das ações da Take-Two — que caiu US$ 3,75 bilhões em um único dia quando GTA 6 foi adiado por seis meses.

O estúdio também cita sua política de tolerância zero a vazamentos, lembrando demissões por esse motivo em abril de 2025 no Reino Unido, em novembro de 2023 nos EUA e em novembro de 2025 na Índia. A Rockstar alega que o canal do Discord não era privado, com centenas de pessoas, incluindo funcionários de concorrentes e um jornalista do setor. O IWGB nega e insiste que o canal era privado.

Enquanto o processo corre, os demitidos pedem reintegração ou compensação, além de reconhecimento de demissão injusta. Eles também pediram que fãs não boicotem GTA 6, mas comprem camisetas para ajudar nos custos legais. Paralelamente, Rockstar e IWGB negociam reconhecimento sindical formal. Se houver acordo, a Rockstar se tornaria o maior estúdio de games unionizado do Reino Unido.

Visão Gamer: O julgamento acontece a menos de um mês do lançamento de GTA 6, o que coloca a reta final do marketing do jogo sob os holofotes de uma disputa trabalhista. Para quem espera o game, a data de 19 de novembro de 2026 segue mantida, mas o desfecho do caso pode influenciar as condições de trabalho nos estúdios que produzem grandes lançamentos.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/gta-6-developer-rockstar-says-it-will-defend-itself-vigorously-from-union-claims-as-employment-tribunal-over-the-firing-of-31-workers-gets-underway.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-09-10 09:08:00

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