A parceria entre Asus e XReal resultou no ROG XReal R1, um par de óculos de realidade estendida (XR) desenvolvido para jogadores que usam consoles portáteis como o Steam Deck e o ROG Ally X. Quando conectados diretamente a um desses dispositivos, os óculos oferecem uma experiência impressionante, com imagem nítida e iluminação RGB atraente. No entanto, o pacote completo, que custa US$ 849, inclui um dock que, na prática, se mostrou o ponto mais fraco do conjunto.
O design dos ROG XReal R1 segue o padrão do segmento, que tende a ser volumoso e chamativo. A parte frontal, que abriga as telas, tem cerca de 2,5 centímetros de espessura, fazendo com que os óculos se projetem um pouco do rosto. As lentes externas têm um design angular que, segundo a análise, é um pouco mais atraente que o do Viture Beast, mas ainda assim não chega a ser elegante. Um ponto positivo é que a câmera responsável pelo rastreamento de cabeça fica bem escondida em um pequeno compartimento central, o que não é comum nesse tipo de produto.
As hastes dos óculos são onde a identidade ROG aparece com força. Cada haste tem nove zonas de iluminação RGB, dispostas em linhas diagonais, que por padrão exibem o clássico efeito arco-íris. Os controles ficam na haste esquerda: um botão inferior centraliza a tela no campo de visão ou abre as configurações com um toque duplo; logo atrás, um controle que parece um botão de volume na verdade abre um menu para ajustar tonalidade, tamanho da tela e volume. Os alto-falantes embutidos são razoáveis, com volume suficiente para ouvir o jogo, mas não isolam bem o som ambiente – para uma imersão completa, o ideal é usar fones de ouvido.
A interface de menu, no entanto, não é intuitiva. A análise aponta que, como na maioria dos óculos XR, há uma curva de aprendizado – depois de algumas horas de uso, os comandos começam a fazer sentido, mas inicialmente pode ser frustrante.
O dock, que acompanha os óculos, tem visual de acessório ROG genérico, com formato de pedra preciosa e linhas angulares. Surpreendentemente, não possui iluminação RGB, apenas LEDs indicadores de conexão. Na parte superior, há dois botões triangulares e um joystick. O botão esquerdo liga o dock, e o direito ativa o modo “fps boost”, que reduz a resolução e aumenta a taxa de atualização de 120Hz para 240Hz. Na prática, esse modo causou uma imagem instável, com texto tremido e desconfortável de ler.
O joystick permite navegar pelas configurações, com atalhos como alternar entre os modos Anchor (tela fixa no espaço) e Follow (tela acompanha o olhar). A maioria dos controles funciona bem, embora seja mais fácil usar os botões dos óculos, já que com eles na frente dos olhos fica difícil enxergar o que se faz no dock. Na traseira, há duas portas USB-C (uma para energia), duas HDMI e uma DisplayPort. Na frente, uma porta USB-C para conectar os óculos.
O maior problema do dock, porém, foi um defeito na unidade analisada: ao empurrar o joystick para cima, o esperado é alternar entre perfis visuais, mas isso simplesmente não funcionou. Mesmo após atualizar o firmware e testar com vários dispositivos, os óculos ficaram presos no modo “Racing”. Esse modo não tinha uma aparência ruim, mas a falha é um sinal de alerta.
O dock é um item essencial no pacote, já que não é possível comprar os óculos sem ele. E é aí que mora a questão: com o XReal 1S custando US$ 449 e o Viture Beast US$ 549, pagar US$ 849 pelo conjunto ROG XReal R1 parece um exagero, especialmente considerando que a experiência com os óculos sozinhos é semelhante à dos concorrentes.
Em termos de desempenho, os óculos têm painel 1080p com taxa de atualização de 120Hz, brilho máximo de 700 nits e cobertura de 106% do espaço de cor sRGB, segundo Asus e XReal. A análise não pôde verificar esses números com equipamentos de medição, mas observou que a imagem é colorida, embora às vezes pareça um pouco lavada e escura – possivelmente por causa do perfil visual travado.
Conectados a um handheld como o Lenovo Legion Go 2, os óculos se destacam. Jogar Final Fantasy XIII deitado na cama foi uma experiência positiva, com a imagem nítida. O modo “Instant 3D”, que usa o chip X1 dos óculos, transformou o jogo em 3D, criando um efeito semelhante ao de um Nintendo 3DS de tela grande, sem causar dor de cabeça imediata.
O ponto de venda principal, no entanto, é a possibilidade de conectar um PC gamer ou console via dock. Após uma atualização de firmware, a conexão funcionou, e a imagem manteve a qualidade 1080p, com o mesmo brilho estranho em textos que é comum em óculos XR. Mas ao ativar o modo 240Hz, a experiência piorou: elementos estáticos da cena pareciam se mover, e legendas ficavam dolorosas de ler. O problema desaparecia ao voltar para 120Hz.
A análise conclui que os óculos são ótimos para uso com handhelds, mas o dock, que é o grande diferencial, não justifica o preço. Para quem quer apenas uma tela maior para jogar fora de casa, opções mais baratas como o XReal 1S ou o Viture Beast podem ser escolhas mais sensatas. A menos que a integração com o ecossistema ROG e o design RGB sejam prioridades absolutas, o ROG XReal R1 pode não valer o investimento.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/asus-rog-xreal-r1-xr-glasses-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-08-08 15:00:00








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