Ocarina of Time no Switch 2: por que o teaser mínimo da Nintendo foi a melhor jogada possível

O breve teaser do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2, exibido durante a Nintendo Direct de junho de 2026, deixou boa parte da internet com a sensação de “só isso?”. Mas, para o editor Logan Plant, do IGN, a estratégia de mostrar quase nada foi, na verdade, um acerto. Em um artigo de opinião, ele argumenta que a contenção da Nintendo gerou um turbilhão de perguntas sobre um jogo de 28 anos que ele já zerou dezenas de vezes – e que essa sensação de mistério é rara e preciosa.

O que se viu foi apenas Link dormindo em uma treehouse, sem o icônico gorro, com um visual mais realista e uma roupa completamente redesenhada. A mudança na direção de arte já provocou reações negativas, mas Plant lembra que toda nova versão de Link parece estranha no começo. “Ele ainda parece muito novo, mas é assim que deve ser”, escreve. Para ele, a franquia sempre se reinventou – de Twilight Princess a Breath of the Wild – e Ocarina of Time está respondendo ao desejo de uma nova identidade visual depois de dois jogos enormes e vários spin-offs no estilo painterly.

A dúvida que domina os fóruns é se o projeto é um simples remaster com gráficos atualizados ou uma reimaginação completa. Plant nota que a Nintendo tratou esse anúncio de forma diferente de todos os relançamentos anteriores de Zeldas 3D – de Ocarina of Time 3D a Skyward Sword HD – que sempre foram transparentes sobre o que ofereceriam. Dessa vez, o teaser seguiu o mesmo padrão dos primeiros trailers de Breath of the Wild e Twilight Princess, gerando dezenas de questões. “Seria uma falha de gerenciamento de expectativas mostrar um vídeo de 90 segundos que nos faz perguntar dezenas de coisas e depois revelar que é o mesmo jogo de sempre”, afirma.

A identidade do estúdio responsável pelo desenvolvimento também é um ponto central. Se a Nintendo estiver terceirizando o trabalho, como faz com o remake de Star Fox, Plant acredita que o resultado será uma recriação 1:1. Mas se o desenvolvimento for interno, as possibilidades se ampliam. Ele especula que os veteranos Eiji Aonuma (63 anos, produtor da série) e Koji Kondo (65 anos, compositor lendário) podem estar envolvidos em uma espécie de “volta da vitória” antes de se afastarem do desenvolvimento central – ambos têm laços profundos com o Ocarina original: Aonuma desenhou as masmorras e Kondo fez a trilha sonora solo pela última vez.

Outra hipótese levantada é a participação da Monolith Soft, que já auxilia a série Zelda desde Skyward Sword (2011) e cresceu com Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A segunda equipe do estúdio, que trabalha em assets para Nintendo, poderia estar encarregada do remake enquanto a equipe principal se prepara para o próximo grande título mundo aberto. Plant sugere que, reconhecendo que as masmorras foram um ponto fraco na era “open air”, a Monolith poderia usar essa oportunidade para revisitar os melhores quebra-cabeças da franquia e pensar em como implementá-los em um formato mais aberto.

Independentemente de quem está por trás do projeto, o editor do IGN celebra o momento de incerteza. “Adoro que tudo é uma possibilidade agora”, escreve. Ele compara a sensação à de quando viu pela primeira vez Link de azul em Breath of the Wild ou a Hyrule sombria de Twilight Princess. Para ele, a Nintendo está acelerando um ciclo de hype que durará os próximos seis meses, e não há motivo para apressar a rara sensação de um novo anúncio de Zelda. “Só podemos acender nossa imaginação assim algumas vezes por década”, conclui.

O remake de Ocarina of Time para Switch 2 está previsto para 2026. Até lá, restam apenas especulações – e, para fãs como Plant, isso é exatamente o que torna o momento especial.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/im-glad-the-ocarina-of-time-remake-showed-us-almost-nothing.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-06-17 17:13:00

No comments

Deixe um comentário

Top Novidades!

19388