IGN elege 30 obras-primas dos jogos de corrida; veja lista com clássicos e modernos

Em celebração aos seus 30 anos, o IGN publicou uma seleção de 30 jogos de corrida considerados obras-primas do gênero. A curadoria, feita pelo editor Luke Reilly, reconhece que montar uma lista definitiva é tarefa espinhosa: o universo dos games de velocidade é marcado por paixões tribais, e qualquer escolha inevitavelmente deixa de fora títulos queridos por muitos fãs. O levantamento abrange desde os primórdios dos fliperamas até lançamentos recentes, destacando os trabalhos mais marcantes de estúdios como Papyrus Design Group, Polyphony Digital, Sega, Namco, Codemasters e outros.

A história dos jogos de corrida se confunde com a própria história dos videogames. Em 1974, a Taito lançou Speed Race, considerado o primeiro jogo com rolagem vertical da história. No ano seguinte, a Atari apresentou Indy 800, o primeiro título para oito jogadores simultâneos. Já em 1976, Exidy causou polêmica com Death Race, antecipando os debates sobre violência nos games que persistem até hoje — tudo isso antes de Space Invaders, Pac-Man e Donkey Kong.

Fonte da imagem: IGN

Entre os clássicos de arcade, OutRun (1986), da Sega, é tratado como um marco. Criado por Yu Suzuki, o jogo foi descrito por ele como um driving game em vez de um racing game, diferença sutil mas importante. Com uma Ferrari Testarossa licenciada, estradas cênicas e a possibilidade de escolher rádios, OutRun influenciou diretamente franquias como Cruis’n USA, Test Drive e Need for Speed. Outro ícone dos fliperamas é Daytona USA (1994), também da Sega, que combinava gráficos 3D texturizados, jogabilidade precisa e um cabinet marcante — com manche de câmbio que ficou famosa por ser resistente o suficiente para suportar golpes de caratê. O jogo oferecia partidas para até oito jogadores, algo que o tornava imbatível entre os concorrentes da época.

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Sega Rally Championship (1995) é lembrado como o primeiro jogo de corrida a simular diferentes níveis de aderência em superfícies distintas. A Sega hesitou em apostar no rali, considerado pouco popular no Japão, mas a equipe convenceu a empresa e ainda conseguiu licenciar a Toyota Celica GT-Four e a Lancia Delta Integrale — dois carros que nunca competiram entre si no WRC, mas que ficaram eternamente ligados por este game. A jogabilidade escorregadia e os saltos inesquecíveis renderam até um meme crossover com Os Simpsons.

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R4: Ridge Racer Type 4 (1998), da Namco, representou o auge da série no PlayStation original. Com gráficos impressionantes para a época — especialmente na iluminação e sombreamento —, o jogo trazia carros novos, pistas criativas e uma abordagem de visual novel leve para a campanha, tudo embalado por uma trilha sonora de acid jazz japonês. Já Hot Wheels Unleashed (2021), da italiana Milestone, surpreendeu ao entregar um arcade de alta qualidade baseado em brinquedos. Com carros em escala reduzida correndo em ambientes gigantescos, o jogo impressiona pelos detalhes, como marcas de injeção nos modelos e impressões digitais na pintura, além de contar com um excelente modo de criação de pistas.

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Burnout 3: Takedown (2004), da Criterion Games, é apontado como o ápice dos arcades de destruição. Mais de 20 anos depois, o jogo ainda é referência pela direção precisa, pelo viciante Crash Mode e pela trilha sonora pop-punk. O modo Road Rage, que premia os chamados takedowns, nunca foi igualado por outros títulos, nem mesmo pelos próprios sucessores da série — Burnout Revenge alterou a fórmula com o traffic-checking, e Burnout Paradise migrou para o mundo aberto. Ainda assim, Burnout 3 permanece como um dos jogos de corrida mais bem avaliados da história.

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No campo das simulações, NASCAR Racing 2003 Season (2003) é lembrado como um dos títulos mais influentes, enquanto F1 2020, da Codemasters, é considerado o melhor F1 moderno da desenvolvedora, com destaque para o modo My Team, que permite ao jogador ser piloto e chefe de equipe, além da reintrodução do modo split-screen e da garagem de carros históricos. TOCA Race Driver 3 (2006) — conhecido como V8 Supercars 3 na Austrália e DTM Race Driver 3 na Alemanha — oferecia mais de 100 campeonatos em 35 modalidades diferentes, com mais de 80 pistas reais e fictícias, permitindo ao jogador pilotar desde V8 Supercars até monster trucks.

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Dirt Rally 2.0 (2019) é tratado como a obra-prima de rali da Codemasters, com estágios desafiadores em diversos continentes, design de som primoroso e física de superfície solta refinada. O texto lamenta que a Codemasters tenha pausado o desenvolvimento de novos jogos de rali. No segmento de destruição, Test Drive: Eve of Destruction (2004) — lançado como Driven to Destruction na Europa — é um dos títulos menos jogados da lista, mas inesquecível para quem conhece: oferecia modalidades únicas como corridas com reboques, carros acorrentados em duplas e disputas em trechos de ida e volta contra o tráfego. Já Wreckfest (2018), da Bugbear Entertainment, revitalizou o subgênero de destruição após o fim da série FlatOut, com um modelo de danos detalhado e veículos enferrujados cheios de personalidade.

(the developers of the highly influential Indianapolis 500: The Simulation and historical racing darling Grand Prix Legends) Crédito da imagem: IGN Entre os clássicos de arcade, OutRun (1986), da Sega, é tratado como um marco
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A seleção também inclui Project Gotham Racing 2 (2003), da Bizarre Creations, que fazia parte de uma era de ouro dos jogos de corrida no Xbox original, quando a Microsoft publicava quatro séries simultaneamente: PGR, Midtown Madness 3, RalliSport Challenge e o primeiro Forza Motorsport. O texto menciona que Project Gotham Racing 4 introduziu motos, mas o autor brinca que, se seu filho comprar uma moto, ele vai atropelá-la — e por isso fica com o segundo título.

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A lista completa, que inclui ainda outros grandes nomes não detalhados no trecho disponível, pode ser conferida no site do IGN. A curadoria reforça que, embora seja impossível agradar a todos, os 30 jogos selecionados representam o que há de mais elevado no gênero, seja pela inovação técnica, pela jogabilidade marcante ou pelo impacto cultural duradouro.

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(most of which never appear in retail games) Crédito da imagem: IGN Entre os clássicos de arcade, OutRun (1986), da Sega, é tratado como um marco
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(or WipEout XL as it was known in Japan and North America) Crédito da imagem: IGN Entre os clássicos de arcade, OutRun (1986), da Sega, é tratado como um marco
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For more on this month’s racing game masterpiece you can’t miss, check out our review for Forza Horizon 6, and for a look back at masterpieces from a different genre visit our IGN30 special on the horror games you must play before you die. Crédito da imagem: IGN Entre os clássicos de arcade, OutRun (1986), da Sega, é tratado como um marco
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Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/30-racing-game-masterpieces-you-need-to-play-ign30.

Fonte: IGN.

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2026-05-29 15:30:00

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