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Após 18 anos sem um lançamento inédito no estilo que consagrou a franquia, Castlevania está de volta com um novo título 2D. Castlevania: Belmont’s Curse, desenvolvido pela Evil Empire — mesma equipe por trás de Dead Cells —, foi apresentado em primeira mão à imprensa, e as primeiras impressões indicam que a espera valeu a pena. O jogo se passa 23 anos após os eventos de Castlevania 3: Dracula’s Curse, servindo como continuação direta da história que também inspirou a aclamada série animada da Netflix.
A trama começa com Trevor Belmont sendo convocado a Paris, cidade que foi tomada por uma força misteriosa: as ruas estão infestadas de monstros, a lua se tornou vermelha como sangue e o caos reina. Desconfiando de uma armadilha, Trevor parte para a Cidade Luz acompanhado de sua filha, Rose, que está ansiosa para dar continuidade ao legado da família na caça a monstros e vampiros.
Ao pegar no controle, a primeira sensação é de que o jogo combina a fluidez de Dead Cells com a essência clássica de Castlevania. Rose se movimenta de forma ágil, com animações que lembram o protagonista de Dead Cells, mas sem a habilidade de disparar rapidamente para o chão. Ela pode atacar com a arma em três direções (frente, acima e abaixo), além de contar com um dash para frente — útil para desviar de projéteis ou reposicionar-se — e um backdash para escapar de golpes.
O chicote, arma tradicional dos Belmont, está presente, mas não como ferramenta de combate direto. Em vez disso, é usado para balançar em pontos de ancoragem, alcançar novas alturas e puxar Rose em direção aos inimigos. O grande destaque fica por conta do ataque de agarrão: ao pressionar o botão de ataque durante o impulso, Rose executa um golpe especial que varia conforme o tipo de arma equipada. São sete tipos de armas no total, cada uma com ataques carregados, agarramentos e movesets únicos. A espada longa, por exemplo, permite cortar inimigos mantendo o impulso para frente, enquanto o Cestus realiza um uppercut que lança os oponentes para o alto, possibilitando combos aéreos. Já a espada grande executa um giro de área com alto dano.
Além das armas, o jogo oferece outros sistemas de personalização. É possível encontrar e equipar até três relíquias, que concedem bônus passivos poderosos. Essas relíquias são recompensas por desafios opcionais — como seções de plataforma complicadas ou combates longos — e, mesmo nas primeiras horas, já se mostraram valiosas.
Rose também herda habilidades mágicas de sua mãe, Sypha Belnades. As magias, chamadas de Arcana, são obtidas ao derrotar chefes principais. No demo, derrotar The Fallen rendeu o bumerangue Holy Cross; vencer Joana d’Arc concedeu um ataque de explosão no chão; e Medusa ofereceu um raio petrificante. Cada Arcana pode ser melhorada por meio de desafios chamados “Obras de Misericórdia”, que lembram conquistas. Por exemplo, para aprimorar a Holy Cross, era necessário encontrar três tipos diferentes de chicotes, matar cinco inimigos com um único lançamento da Holy Cross ou abater dez inimigos com ataques de chicote. Cada Obra concluída concede um ponto para gastar em upgrades que alteram o funcionamento da magia — como lançar duas cruzes ao mesmo tempo, aumentar o dano com a distância ou recuperar parte do custo de mana ao acertar inimigos.
O bestiário traz inimigos clássicos da série: zumbis que emergem do chão, cabeças de medusa que voam em ondas previsíveis, esqueletos vermelhos que revivem após serem derrotados e vários gárgulas. A dificuldade, até o momento, situa-se em um ponto intermediário. As primeiras horas não são fáceis, com inimigos resistentes e golpes fortes, mas os checkpoints são generosos e Rose carrega três frascos de cura que são reabastecidos ao passar por eles. Não há penalidade significativa por morte além do respawn dos inimigos e do retorno ao último checkpoint.
Os chefes também não decepcionam. O confronto contra Medusa foi um dos destaques: Rose precisa balançar entre os dois lados da arena para evitar os golpes da cauda e dos braços, além de se abaixar atrás de uma pedra quando a Górgona usa seu olhar petrificante que cobre a tela. As janelas de ataque são curtas, exigindo que o jogador aproveite cada oportunidade. A luta faz bom uso das opções de mobilidade de Rose, recompensa o reconhecimento de padrões e exige reflexos rápidos sem ser excessivamente punitiva.
No geral, Castlevania: Belmont’s Curse impressiona pela arte e animação, combate dinâmico com espaço para personalização, exploração recompensadora com segredos escondidos nas ruas parisienses e chefes desafiadores na medida certa. O uso do chicote como ferramenta de mobilidade e ataque especial confere uma identidade própria ao jogo dentro do concorrido gênero Metroidvania. Se a Evil Empire conseguir manter a qualidade do design de níveis, inimigos e chefes ao longo de toda a campanha, Belmont’s Curse tem potencial para se tornar um retorno à altura dos maiores clássicos da série.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/castlevania-belmonts-curse-might-make-the-long-wait-for-a-new-2d-castlevania-worth-it-ign-preview.
Fonte: IGN.
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2026-07-17 07:01:00








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