Após 13 anos, Path of Exile finalmente se despede de um de seus mecanismos mais icônicos e, para muitos, frustrantes: as cores dos encaixes de equipamentos. A partir da expansão Curse of the Allflame, que chega em 24 de julho, a maioria dos itens passará a ter encaixes cinzas, compatíveis com qualquer gema de habilidade, eliminando a necessidade de combinar cores. A decisão, tomada pela Grinding Gear Games, visa reduzir a barreira de entrada para novos jogadores e tornar o ARPG mais acessível sem perder sua essência.
O sistema de encaixes coloridos (vermelho, verde e azul) sempre foi a base da personalização de personagens em Path of Exile. Em vez de aprender habilidades, o jogador insere gemas de habilidade nos equipamentos, e as cores precisam coincidir para que a gema funcione. Para veteranos que planejam cada liga, isso é administrável, mas para novatos, a incompatibilidade de cores é um obstáculo constante, especialmente no início da campanha e ao trocar de equipamento.
O game designer Octavian, em entrevista coletiva ao PC Gamer, admitiu que sempre teve uma visão crítica do sistema. Vou admitir que fui tendencioso nisso, porque mesmo antes de entrar na empresa, quando jogava há anos, nunca achei as cores dos encaixes um sistema muito envolvente. Há anos que tenho uma queda de braço com isso, disse. A mudança não foi fácil, mas a equipe sentiu que era necessária para manter PoE relevante.
Mark Roberts, diretor do jogo, explicou que a remoção das cores surgiu de discussões sobre como atrair novos jogadores e permitir que pessoas que experimentaram o jogo e o acharam complexo demais possam voltar e tentar de novo. Apesar do lançamento iminente de Path of Exile 2, a equipe quer continuar removendo barreiras no jogo original.
A ideia já havia sido considerada durante o desenvolvimento de PoE 2, cujo sistema de gemas foi simplificado, mas na época os desenvolvedores acharam que as cores eram muito ligadas à identidade de PoE 1. Desta vez, o consenso foi unânime. Apresentamos a ideia para dezenas de pessoas no escritório e a resposta geral era: ‘O quê, você pode mudar isso? É uma boa mudança, mas você pode mudar isso?’, contou Octavian.
Outra novidade de Curse of the Allflame é a disponibilização de uma bancada de criação em todas as cidades. Atualmente, a bancada fica apenas no esconderijo pessoal, o que faz com que novos jogadores muitas vezes a ignorem. Com a mudança, ela estará ao lado do baú em cada cidade, facilitando o acesso a receitas que adicionam atributos cruciais, como resistências elementais.
Estamos questionando 100% coisas que são sagradas, mas também estamos tentando — e isso é importante, pois há um equívoco na comunidade — trazer um novo público. Ainda queremos crescer nossa comunidade e audiência para PoE 1, afirmou Roberts.
A expansão não se limita à remoção das cores. As ligas Abyss e Legion, que não recebiam atualizações há anos, serão reformuladas. Abyss, por exemplo, passará a funcionar de forma similar à de PoE 2, com rachaduras verdes no chão que liberam criaturas. Roberts adiantou que mais revisões virão em ligas futuras e deixou no ar que a mecânica de caça a monstros Bestiary deve ser a próxima.
Curse of the Allflame será lançada em 24 de julho, marcando uma nova fase para Path of Exile, que busca equilibrar inovação e tradição sem afastar os veteranos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/rpg/after-13-years-path-of-exiles-devs-are-finally-ready-to-ditch-one-of-its-most-iconic-and-frustrating-mechanics/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-07-16 21:30:00








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