Castlevania: Belmont’s Curse é a nova investida da Konami na fórmula que consagrou a série nos consoles portáteis, e desta vez a protagonista é Rose, uma Belmont que herda da mãe um baralho de cartas de tarô mágicas, as Arcana Cards. A análise publicada pela Polygon destaca que o jogo não se sustenta pelo roteiro, mas pela ambientação exagerada típica dos filmes de monstros da Universal Pictures. Paris, antes uma cidade viva, virou um cenário de terror: céu em chamas, pilhas de corpos e visuais 2.5D hiperestilizados que lembram uma versão em quadrinhos de ‘O Triunfo da Morte’.

A estrutura de exploração começa linear nas primeiras horas, mas logo se abre em caminhos ramificados. Quem tentar encarar Drácula sem preparo, segundo a análise, não vai ter final feliz. O mapa não é tão ambicioso quanto o de Hollow Knight: Silksong, mas se aproxima de Metroid Dread pela objetividade. Os segredos e puzzles escondidos rendem recompensas de verdade, como as Arcana Cards, que liberam poderes mágicos que gastam mana — de bolas de fogo a manipulação do tempo, no melhor estilo JoJo’s Bizarre Adventure.

O combate bebe diretamente de Dead Cells: sem invencibilidade em rolamentos, o jogador precisa ler o movimento dos inimigos e decidir entre deslizar, recuar ou pular. O chicote mágico permite avançar nos monstros e iniciar combos aéreos, enquanto um parry invoca um orbe sagrado que rebate projéteis. Upgrades liberam cancelamentos e truques de movimentação que deixam tanto as lutas quanto o platforming mais interessantes.

Nem tudo é acerto. A análise aponta que a troca de armas e cartas mágicas exige pausar e navegar por menus, o que atrapalha quem quer alternar habilidades com frequência. São apenas três slots de equipamento, então min-maxear uma luta de chefe pode significar ainda mais tempo com a ação congelada. Os menus, ao menos, são rápidos. A progressão de armas também é simplificada: são quatro versões para cada uma das sete armas únicas, mas as três primeiras tiers só mudam o dano, o que destoa dos drops únicos dos ‘Igavanias’ clássicos.

Ainda assim, a Polygon classifica o jogo como um Metroidvania quase perfeito, com level design caprichado e combate responsivo. O título funciona como uma espécie de sequência da série da Netflix, o que deve aumentar o envolvimento emocional de quem acompanhou o desenho, especialmente com personagens como Sypha.

Visão Gamer: Para quem gosta de Metroidvania com combate técnico e exploração recompensadora, Belmont’s Curse aposta em um sistema de cartas que muda o fluxo da gameplay e em uma Paris pós-apocalíptica como cenário. A ausência de troca rápida de habilidades e a progressão de armas mais enxuta são pontos que podem pesar para quem curte build e min-max, mas o conjunto apresentado na análise sugere um título que dialoga diretamente com os fãs da fase clássica da série e com quem jogou Dead Cells.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/castlevania-belmonts-curse-review/.
Fonte: Polygon.
2026-10-13 07:01:00








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