Trails in the Sky 2nd Chapter: remake traz combate híbrido e dublagem completa para fechar a saga de Estelle e Joshua

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Fonte da imagem: IGN

A Falcom deu sequência ao remake que reintroduziu a série Trails para novos jogadores. Depois de Trails in the Sky 1st Chapter, lançado no ano passado, chega agora Trails in the Sky 2nd Chapter, que retoma a história exatamente de onde o anterior parou. A heroína Estelle Bright volta ao centro da trama agora que seu irmão adotivo e melhor amigo, Joshua Bright, recuperou suas verdadeiras origens e desapareceu. Determinada, ela parte atrás dele para trazê-lo de volta para casa.

O novo remake aprofunda as revelações ligadas ao culto que apareceram no fim do primeiro capítulo, o que já coloca stakes mais pesados desde o início, sem abrir mão do apelo emocional que sustenta a jornada. A estrutura de história e side quests é praticamente uma recriação fiel do original, com o jogador circulando pelo Reino de Liberl e revisitando as mesmas cidades do 1st Chapter. A diferença é que a ordem de visita muda, e as side quests são totalmente diferentes das do jogo anterior, o que evita a sensação de repetição.

Diferente de entradas posteriores como Trails Beyond the Horizon e Trails Into Reverie, que misturam linhas narrativas divergentes e trazem dungeons roguelite, o 2nd Chapter aposta em uma aventura mais enxuta, sem conteúdo extra só para justificar novidade. O ponto de atrito fica no capítulo final: por motivos de história, o jogador precisa voltar a locais já visitados, e quase todos os pontos de fast travel desbloqueados somem, tendo que ser ativados de novo.

No visual, a direção de arte inspirada em anime ganha cores mais fortes e modelos e animações refeitos. As transições de combate ficaram mais suaves, com mais ângulos de câmera e cortes secos que dão peso cinematográfico aos ataques e crafts. A dublagem completa é outra adição importante, já que os Trails originais tinham voz apenas no combate. Os dubladores originais de Estelle e Joshua reprisam seus papéis.

O combate é o ponto que mais se distancia do original. O 2nd Chapter adota o sistema híbrido de tempo real e turnos que começou nos jogos Trails into Daybreak: dá para atacar inimigos em tempo real no campo (Quick Battles) para reduzir e atordoar, e então entrar no combate por turnos (Command Battles). Também entram os Brave Points (BP), introduzidos na saga Cold Steel, acumulados com acertos críticos, atordoamentos ou golpes em inimigos atordoados. Com BP dá para executar Brave Attacks, que incluem ataques de seguimento de um aliado, golpes em corrente coordenada ou um burst em grupo.

A fusão das mecânicas vai além: ao entrar em uma Command Battle com vantagem, é possível disparar um Brave Attack preventivo. Os BP também podem ser gastos nas Quick Battles como Brave Rush, golpes que causam muito mais dano de atordoamento, mas que deixam menos BP para a fase por turnos. O Brave Rush ganhou um botão dedicado, o que, segundo a análise, deixa o controle das Quick Battles um pouco mais complicado. O texto também aponta que o modo de alta velocidade, antes um toggle de um botão, agora exige pressionar os dois bumpers ao mesmo tempo.

Visão Gamer: Para quem vem dos Trails mais recentes, o 2nd Chapter funciona como uma porta de entrada com sistemas modernos de combate, dublagem completa e visual repaginado. Já para os veteranos, a mudança para o sistema híbrido e a inclusão dos BP representam a maior diferença em relação ao original, enquanto a volta dos dubladores originais de Estelle e Joshua reforça o caráter de fechamento da dupla.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/trails-in-the-sky-2nd-chapter-review.

Fonte: IGN.

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2026-09-16 07:00:00

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