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Warren Spector, o lendário designer por trás de clássicos como Ultima Underworld, System Shock e Deus Ex, está um pouco amargo com a falta de reconhecimento dado ao seu estúdio, a Junction Point, pelo papel fundamental no retorno de Oswald, o Coelho Sortudo, ao universo Disney. Em uma publicação recente no LinkedIn, Spector comentou sobre a aguardada minissérie animada de Oswald, apresentada por Jon Favreau no último evento D23, e expressou sua insatisfação com o que considera um apagamento do jogo que trouxe o personagem de volta ao público.
Durante a apresentação no D23, Favreau contou brevemente a história de Oswald, criado por Walt Disney na década de 1920, e como o próprio Disney perdeu os direitos sobre o personagem pouco tempo depois. Apesar de vários curtas-metragens terem sido produzidos, Oswald foi completamente ofuscado por Mickey Mouse, criado em seguida, e permaneceu no esquecimento por anos. A Disney só reavaliou os direitos de Oswald em 2006, e, segundo Favreau, desde então o personagem apareceu em jogos, curtas e outras coisas. Foi exatamente essa menção genérica que incomodou Spector, que viu o estúdio que ele liderava ser ignorado no processo.
Spector, que fez de Oswald um personagem importante em Epic Mickey e um personagem jogável em Epic Mickey 2: The Power of Two, escreveu no LinkedIn: Estou realmente ansioso por isso, mas parece que as pessoas estão tratando como a estreia do personagem. Podem me chamar de mesquinho, mas isso não está certo. Para ele, o trabalho da Junction Point foi essencial para reintroduzir o coelho ao público moderno, e a falta de crédito é uma injustiça.
No jogo Epic Mickey, lançado em 2010, a equipe da Junction Point apresentou Oswald em seu primeiro papel na Disney desde 1928. Dois anos depois, em Epic Mickey: The Power of Two, o personagem ganhou uma voz, graças ao talento de Frank Welker, marcando a primeira vez que ele falou em uma história da Disney. Além disso, a equipe deu a Ortensia, a namorada de Oswald, seu nome, voz, personalidade e papel como par romântico do coelho. Nada disso veio da Disney, enfatizou Spector, destacando a contribuição original do estúdio.
Spector admitiu estar um pouco amargo pela falta de crédito que a equipe recebe por todo o trabalho de trazer um personagem tão fundamental de volta aos olhos do público. Mas sua principal preocupação é garantir que a história seja contada com precisão. Fiquei impressionado que a Disney confiou em nós e nos permitiu reintroduzir o coelhinho em um jogo, escreveu. Mas a equipe fez um ótimo trabalho e merece ser reconhecida antes que Hollywood faça as pessoas esquecerem que os jogos existiram.
Um dos desafios que Spector enfrenta é o fato de que os jogos Epic Mickey não foram exatamente memoráveis, apesar de algumas artes conceituais impressionantes. O primeiro jogo foi exclusivo do Nintendo Wii e recebeu críticas e vendas medianas. Ele só chegou ao PC e outras plataformas em 2024, com a Edição Rebrushed, que tem avaliações muito positivas na Steam, talvez em parte pela presença do DNA de Deus Ex, como apontou o escritor Jeremy Peel. Já Epic Mickey 2, de 2012, vendeu ainda menos que o primeiro, e a Junction Point foi fechada apenas alguns meses após o lançamento.
Apesar disso, o argumento de Spector permanece válido: a Junction Point tirou Oswald do passado e deu ao personagem uma profundidade e uma distinção que ele nunca teve quando era apenas um precursor de Mickey. A equipe merece crédito por isso, e espera-se que, conforme a série de Oswald se aproxima da estreia, prevista para 2027, a Disney faça um esforço para garantir que a Junction Point seja devidamente reconhecida.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/movies-tv/epic-mickey-creator-warren-spector-is-a-little-bitter-that-his-studio-isnt-getting-props-for-sparking-oswald-the-lucky-rabbits-big-comeback/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-08-18 17:46:00








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