Criador de Diablo detona final de clássico dos anos 90: O pior que já vi

David Brevik, o lendário designer por trás de Diablo, não poupou críticas ao final de um dos jogos que mais marcou sua trajetória: Eye of the Beholder, lançado em 1991. Em entrevista ao PC Gamer, Brevik classificou o desfecho do clássico dungeon crawler como o pior final de qualquer jogo que já joguei, mas fez questão de ressaltar seu amor pela obra: Mas eu realmente amo o jogo. É incrível.

A declaração foi dada durante uma edição da coluna Disk Cleanup, na qual o criador abriu sua biblioteca Steam e comentou sobre os títulos que mais jogou, os que nunca desinstala e até o estado caótico de sua área de trabalho. Brevik, que deixou a Blizzard em 2003 e hoje preside a Skystone Games, relembrou sua primeira experiência com Eye of the Beholder, um dos jogos mais importantes de sua formação.

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Fonte da imagem: Pcgamer

Eu amava Eye of the Beholder. Quer dizer, eu amo/odeio Eye of the Beholder, brincou. Eu não jogava há muito tempo, e recentemente algo me lembrou dele. Pensei: ‘Ah, devo voltar e tentar de novo’. O jogo, desenvolvido pela Westwood Associates e publicado pela SSI, foi um marco para Brevik, que o considerava um dos melhores que já tinha jogado na época. Eu estava super empolgado. Os gráficos, a imersão. Isso era pré-Wolfenstein 3D, então gráficos 3D não eram algo comum. Mas o jogo tinha gráficos pseudo-3D, onde você levava um grupo por uma masmorra, em turnos e em grade. Eu mapeei todos os níveis em papel milimetrado. Eu estava muito envolvido.

A frustração veio no clímax da aventura. No final, eu matei o chefe final, e uma caixinha de diálogo apareceu dizendo ‘Parabéns, você venceu!’ ou algo assim. E então o jogo fechava, voltava para a área de trabalho. Então, esse é o pior final de qualquer jogo que já joguei, contou. Mas eu realmente amo o jogo. É incrível.

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apped out all the levels on graph paper. I was really into it. And then at the end, I killed the final boss, and a little dialogue box pops up and says Congratulations, you win! or whatever. Then quits to desktop. Crédito da imagem: Hello Games)Fonte da imagem: Pcgamer Quando perguntado sobre o jogo que jamais desinstalaria, Brevik não hesitou: EverQuest

Na entrevista, Brevik também revelou quais jogos dominam seu tempo no Steam. O campeão de horas é Marvel Heroes, seu próprio ARPG de super-heróis, com 540 horas registradas. Logo atrás está It Lurks Below, outro de seus jogos, com 529 horas. Em terceiro lugar aparece No Man’s Sky, com mais de 400 horas. Sobre o jogo de exploração espacial da Hello Games, ele explicou: Eu gosto de jogos espaciais, então eles me conquistaram logo de cara. Eu achei fascinante. Adorava viajar pela galáxia, explorar planetas, encontrar coisas, construir bases por todo o universo, caçar naves especiais. E eles tiveram tantas atualizações que eu sempre volto quando adicionam conteúdo novo. É algo que eu realmente aproveitei.

Apesar do fascínio, Brevik não poupou críticas à narrativa de No Man’s Sky: Eu não gostei muito da história. Ela é meio viajada também. Talvez fosse para ser algo mais intelectual, mas eu simplesmente não conseguia entender o que era. Não conseguia me conectar com a história de forma alguma. Ele contou que comprou o jogo no lançamento e, desde então, segue um ciclo: Eu jogo, depois guardo, e quando sai uma atualização nova, eu jogo de novo. Cada vez que sai uma atualização, eu jogo mais 25 a 50 horas.

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Image credit: Hello Games)Fonte da imagem: Pcgamer

Quando perguntado sobre o jogo que jamais desinstalaria, Brevik não hesitou: EverQuest. O MMO clássico, lançado em 1999, é o título com mais horas em sua vida, superando até mesmo World of Warcraft. Tenho EverQuest ainda instalado e volto a jogar de vez em quando. Joguei tantas horas. De todos os jogos, é de longe o que mais joguei, mesmo não estando na Steam. Talvez ele ou World of Warcraft. Em ambos, passei muitos anos da minha vida jogando, e minha esposa e eu jogávamos juntos, então jogávamos todos os dias por anos e anos. Esqueci meu tempo de jogo, mas foram anos de jogo. Tenho milhares de horas em EverQuest.

Brevik revelou que ainda joga a versão clássica, conhecida como EQ ’99, que inclui o jogo original e, em alguns servidores, até duas expansões. Eu ainda volto e jogo bastante. Subo personagens de vez em quando. Ele comparou a experiência de EverQuest a um marco cultural: Mesmo sendo talvez o jogo mais feio do mundo atualmente, eu ainda amo muito esse jogo. Foi uma experiência única. É como tentar explicar Star Wars para alguém que não estava no cinema na primeira vez. Nunca tínhamos visto nada parecido com Star Wars, e foi o mesmo com EverQuest.

Everquest
Image credit: Daybreak Games, Keith Parkinson)Fonte da imagem: Pcgamer

O designer também compartilhou uma história traumática de seus tempos de EverQuest, envolvendo uma incursão a um dragão que terminou em um ciclo interminável de mortes. Eu estava fazendo uma run de dragão com meu necromante, e me vinculei perto da entrada onde ficava o dragão, para que, se eu morresse, pudesse voltar correndo. Mas a run foi um desastre total. Havia gigantes que precisavam ser eliminados antes de chegar ao dragão. Eu morri lutando contra o dragão, e descobri que tinha demorado tanto que os gigantes tinham renascido, e eu me vinculei exatamente onde eles estavam. Então eu renascia e um gigante me matava, renascia e o gigante me matava. Eu não sabia o que fazer. Acabei desconectando minha internet.

Fora dos games, Brevik revelou que não consegue viver sem o Visual Studio, já que ainda programa quase todos os dias. Ainda faço muitos protótipos. Ainda sonho em um dia fazer jogos novamente. Então, isso é algo que ainda está instalado. Eu programo quase todos os dias… Trabalho em vários protótipos de ideias de jogos que tenho, e um dia talvez eu tenha tempo de me dedicar a um. Mas agora estou tão ocupado que não tenho tempo para me dedicar a um projeto.

Por fim, o designer admitiu que sua área de trabalho é uma bagunça completa, com cerca de 300 ícones. É uma bagunça total. Tenho ícones de jogos em um canto, ferramentas de desenvolvimento de jogos no meio, e outras coisas. Tenho o Adobe Creative Suite e outras coisas sem as quais não posso viver. Tenho todas as ferramentas da Microsoft. E também tenho alguns jogos mobile que jogo, e as versões para PC deles. Tenho notas espalhadas pela área de trabalho sobre projetos em andamento, feedback e todo tipo de coisa. Dou feedback sobre muitos jogos e ideias que as pessoas têm. Elas me pedem para dar feedback, então escrevo muitas notas. Provavelmente tenho 300 ícones na área de trabalho. É uma bagunça.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/gaming-industry/david-brevik-creator-of-diablo-reveals-the-worst-ending-to-any-game-hes-played-but-i-really-love-the-game-its-amazing/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-16 17:00:00

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