A Supermassive Games, estúdio responsável por títulos como Until Dawn e The Quarry, anunciou uma nova rodada de demissões apenas três meses após o lançamento de Directive 8020. Em uma breve mensagem publicada no X (antigo Twitter), a empresa confirmou que iniciou um processo de redundância que pode afetar até 75 funcionários. Segundo o estúdio, a medida é um passo necessário para ajudar a garantir a sustentabilidade da empresa.
Esta é a terceira onda de cortes na Supermassive em menos de três anos. As rodadas anteriores, ocorridas em 2024 e 2025, também citaram o estado catastrófico da indústria de games e a necessidade urgente de tomar alguma providência — que, invariavelmente, resulta na demissão de trabalhadores. A repetição do discurso levanta questionamentos sobre a eficácia de tais medidas, especialmente quando grandes empresas do setor continuam registrando lucros bilionários.
O lançamento de Directive 8020, um jogo de terror sci-fi, recebeu críticas mistas, embora a análise da PC Gamer, assinada por Elie Gould, tenha sido bastante positiva. Gould elogiou o título, chamando-o de um salto gigante para o body horror de ficção científica e concedendo uma nota de 85%. Apesar disso, a recepção do jogo parece ter pouca influência na decisão da empresa, que já vinha enfrentando dificuldades financeiras.
A indústria de videogames como um todo está em turbulência, com milhares de desenvolvedores sendo demitidos todos os anos, independentemente do sucesso de seus trabalhos. A veterana Brenda Romero, em declaração dada no início deste ano, comparou o momento atual ao crash dos anos 1980, afirmando: Nós estávamos lá nos anos 80 para o crash, e isso é definitivamente mais crashy. A fala de Romero reflete a gravidade da situação, que afeta estúdios de todos os portes.
No entanto, o discurso de que os cortes são necessários para a sobrevivência soa contraditório quando grandes corporações acumulam bilhões em receita anualmente e executivos recebem salários milionários. A Supermassive não é uma gigante como a Blizzard, mas faz parte do grupo Nordisk Film, que pertence à Egmont Group. Em 2025, a Egmont registrou lucro operacional de €140 milhões (cerca de US$ 162 milhões) sobre uma receita de €2,2 bilhões (aproximadamente US$ 2,5 bilhões). Esses números contrastam com a justificativa de necessidade de cortes para garantir sustentabilidade.

A Supermassive não informou quantos funcionários permanecerão na empresa após esta rodada de demissões. O jornalista Andy Chalk, da PC Gamer, que assina a notícia original, entrou em contato com o estúdio para obter mais informações e prometeu atualizar a matéria assim que houver retorno. Até o momento, não há detalhes sobre quais setores serão mais afetados ou se há planos de recontratação no futuro.
A situação da Supermassive reflete um problema mais amplo na indústria de games, que enfrenta uma onda de demissões em massa nos últimos anos. Estúdios de todos os tamanhos, desde independentes até subsidiárias de grandes conglomerados, têm reduzido seus quadros de funcionários, muitas vezes alegando necessidade de reestruturação ou cortes de custos. A falta de estabilidade no setor tem gerado preocupação entre profissionais e sindicatos, que cobram maior transparência e políticas de proteção ao emprego.
Enquanto isso, os jogadores aguardam ansiosamente pelos próximos passos da Supermassive, que já anunciou outros projetos em desenvolvimento. A esperança é que a empresa consiga superar essa fase difícil sem comprometer a qualidade de seus futuros lançamentos. Por ora, resta acompanhar os desdobramentos e torcer para que os funcionários afetados encontrem novas oportunidades em um mercado cada vez mais competitivo.
A notícia das demissões na Supermassive chega em um momento em que a indústria de games enfrenta um dos períodos mais desafiadores de sua história. Com milhares de profissionais perdendo seus empregos anualmente, a necessidade de repensar o modelo de negócios do setor se torna cada vez mais urgente. A promessa de sustentabilidade, muitas vezes usada como justificativa para cortes, parece não se concretizar, enquanto os lucros das grandes empresas continuam crescendo.
A PC Gamer, que noticiou o caso, permanece em contato com a Supermassive para obter mais detalhes sobre o impacto da medida. A reportagem original, assinada por Andy Chalk, destaca que esta é a terceira rodada de demissões em menos de três anos, evidenciando uma tendência preocupante dentro do estúdio. Resta saber se a empresa conseguirá reverter essa trajetória ou se novos cortes serão necessários no futuro.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/gaming-industry/3-months-after-the-release-of-directive-8020-supermassive-games-is-laying-off-even-more-people/.
Fonte: PC Gamer.
PCGamer latest.
2026-08-11 15:18:00








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