Star Wars: Galactic Racer surpreende com campanha singleplayer estilo roguelike

O próximo jogo de corrida da franquia Star Wars, intitulado Star Wars: Galactic Racer, promete misturar a ação clássica de corrida com mecânicas de roguelike em sua campanha singleplayer. Em uma prévia recente, o jornalista Harvey Randall, do PC Gamer, teve a oportunidade de testar uma parte considerável do título e ficou impressionado com a abordagem inovadora, que combina progressão meta, corridas arcade e uma narrativa leve, mas repleta de personagens carismáticos.

O jogo, desenvolvido pela Fuse Games em parceria com a Lucasfilm, permite que os jogadores assumam o controle de diferentes veículos, incluindo landspeeders, skim speeders, speeder-bikes e, naturalmente, os icônicos podracers. Cada veículo possui características únicas de pilotagem: os landspeeders são os mais estáveis, funcionando como carros convencionais e com boa capacidade de derrapagem; os skim speeders oferecem um modo knife’s edge que permite inclinar o veículo lateralmente para reduzir o perfil e desviar de obstáculos; já as speeder-bikes são mais rápidas, porém menos controláveis nas curvas e mais frágeis. Sobre os podracers, o jornalista não detalhou as diferenças de ajuste em relação aos landspeeders, mas notou que eles são capazes de realizar manobras ágeis e atingir velocidades altíssimas, sendo geralmente utilizados em modos arcade específicos ou no multiplayer, embora também apareçam na campanha singleplayer em fases posteriores.

A grande surpresa, no entanto, foi a campanha singleplayer, estruturada como um roguelike. O jogador controla Shade, uma piloto misteriosa convocada para desafiar o arrogante Kestar Bool, um nepo-baby que precisa ser colocado no seu devido lugar. Acompanham Shade sua mecânica de quatro braços, Hibi, que possui um sotaque peculiar, e seu veículo, que, como manda a tradição dos roguelikes, começa como uma verdadeira sucata.

A progressão na campanha se dá por meio de tours galácticos, nos quais o jogador enfrenta caminhos ramificados e, ocasionalmente, escolhe entre três upgrades. A variedade de builds é um dos pontos altos, segundo Randall. A Fuse Games conseguiu expandir as mecânicas centrais do jogo — como derrapagem, boost, ramjet (um boost mais agressivo que pode destruir o veículo se usado sem cuidado), takedowns e habilidades como escudos e lança-chamas — para criar combinações interessantes. Em uma das execuções, o jornalista focou em melhorar o ramjet, reduzindo seu cooldown e combinando com um upgrade que recarregava instantaneamente o boost normal sempre que o ramjet ativava. Outras possibilidades incluem builds baseadas em takedowns e no chamado redlining, que envolve permanecer na zona de perigo do superaquecimento do ramjet.

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igns aren’t impossible, the focus of games like SW:GR is often (and should be) on the multiplayer, and this roguelike mode is a solid compromise, providing a meaty campaign that’s built on top of assets and systems that can all be reused elsewhere. Fonte da imagem: jogosgratis.fun

Os cenários também são variados, com pequenos desafios intercalados entre as corridas principais. As corridas, por sua vez, apresentam formatos distintos: algumas exigem apenas que o jogador termine entre os primeiros colocados, enquanto outras são do tipo eliminação, nas quais os pilotos mais lentos são eliminados da disputa. Falhar em uma corrida custa um dos tokens, que funcionam como vidas na run e também podem ser coletados como recompensa. Se o jogador for eliminado, recebe uma quantidade de créditos que pode ser usada para aumentar atributos base ou comprar cosméticos, desde que o veículo escolhido já tenha sido melhorado.

A comparação com Descenders, da RageSquid, é inevitável para Randall, que considera Galactic Racer uma versão de alto orçamento e mais arcade do jogo de ciclismo. O jornalista, que já passou dezenas de horas em Descenders, afirma que pode facilmente perder um tempo semelhante na repetição estratégica do singleplayer de Star Wars: Galactic Racer.

No entanto, o equilíbrio é uma preocupação. Por ser um arcade racer, é comum que os jogadores sofram colisões e ataques de outros competidores, o que pode resultar em eliminações rápidas e frustrantes, mesmo no singleplayer, onde a IA não é particularmente agressiva. Randall ressalta que, em modos de corrida de menor risco, isso é menos problemático, mas pode se tornar irritante em situações onde uma morte compromete toda a run. A solução, segundo ele, está no ajuste fino da dificuldade por parte da Fuse Games.

O clima do jogo também foi elogiado. Para Randall, a diversão em Star Wars muitas vezes está em planetas afastados, longe dos conflitos entre Jedi e Sith, convivendo com personagens excêntricos. Galactic Racer abraça essa ideia, permitindo que o jogador caminhe entre as corridas e interaja com os rivais, criando uma atmosfera leve e charmosa, com uma história de baixo risco, mas repleta de pilotos cativantes, tanto originais quanto retornantes.

A expectativa agora fica por conta do multiplayer, que ainda não foi testado pelo jornalista, mas promete ser abordado em uma próxima análise. Star Wars: Galactic Racer chega ao mercado em data ainda não divulgada, e a prévia indica um título que pode agradar tanto fãs de corrida quanto entusiastas de roguelikes.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/racing/star-wars-galactic-racers-singleplayer-is-a-clever-roguelike-gauntlet-i-could-easily-sink-hours-into/.

Fonte: PC Gamer.

PCGamer latest.

2026-08-11 13:00:00

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