A Microsoft está expandindo o uso do Trusted Platform Module (TPM), especificamente o TPM 2.0, para além de um simples requisito de sistema do Windows 11. A empresa planeja empregar o chip de segurança integrado aos processadores como uma ferramenta para autenticar dispositivos Windows em larga escala, com o objetivo de coibir a pirataria, especialmente no ambiente corporativo.
Atualmente, organizações ativam o Windows por meio do Key Management Service (KMS), um serviço de gerenciamento de chaves da Microsoft. No entanto, o Windows IT Pro Blog aponta que organizações modernas exigem cada vez mais garantias mais fortes em relação à identidade do dispositivo e à integridade da ativação. O problema é que hackers já conseguem clonar ou falsificar softwares de servidor KMS, o que torna a abordagem atual vulnerável.
A solução proposta pela Microsoft é a atestação via TPM, um processo que adiciona uma camada de verificação baseada em hardware. Funciona assim: o host KMS apresenta suas credenciais do TPM para provar sua identidade de hardware. Essas credenciais também indicam se o host KMS foi adulterado ou não. A Microsoft verifica essas informações antes de permitir que o host ative qualquer dispositivo. Se tudo estiver em ordem, o host KMS é autorizado a atender com segurança às solicitações de ativação de dispositivos Windows na organização.
A empresa foi clara ao afirmar: A partir das próximas versões do Windows Server, os hosts KMS devem comprovar que estão sendo executados em hardware verificado e não comprometido antes de ativar clientes. Isso significa que a atestação via TPM se tornará obrigatória para hosts KMS em algum momento no futuro.

Para os usuários domésticos, especialmente jogadores de PC que possuem cópias legítimas do sistema operacional, a mudança não deve trazer impactos imediatos. No entanto, a redação a partir de preocupa alguns observadores, que temem que a exigência possa se expandir para outras áreas no futuro.
A transição será gradual. A partir de agosto de 2026, o Windows Server 2025 começará a exibir mensagens de prontidão para ajudar administradores a avaliar se um host KMS está preparado para a segurança baseada em hardware. Isso dará às equipes tempo para planejar atualizações antes que a aplicação da medida comece de fato.
A medida é vista como um alívio para administradores de sistemas que lidam com ambientes de hardware complexos, mas também representa um desafio de migração. A esperança é que o processo seja apenas um incômodo moderado e que não se estenda para os PCs dos usuários comuns.
A notícia foi publicada originalmente pelo PC Gamer em 29 de julho de 2026, com a jornalista Jess Kinghorn como autora. Ela destaca que, embora a mudança não afete diretamente a maioria dos jogadores, é um alerta importante para profissionais de TI que gerenciam ativações em larga escala.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/software/windows/microsoft-reportedly-using-tpm-chips-to-weed-out-windows-piracy/.
Fonte: PC Gamer.
PCGamer latest.
2026-07-29 09:26:00








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