Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered: a física de destruição que ninguém copiou

Lançado originalmente em 2009, Red Faction: Guerrilla conquistou um lugar especial no coração dos fãs de jogos de ação graças ao seu sistema de destruição Geo-mod, que permite demolir edifícios inteiros com marretadas, explosivos e armas de fogo. Em 2018, a THQ Nordic relançou o título como Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered, uma versão remasterizada gratuita para quem já possuía o jogo original na Steam. A nova edição promete texturas retrabalhadas, sombras e iluminação melhoradas, além de suporte nativo a 4K. Mas, como destaca a análise publicada na edição 321 da PC Gamer (setembro de 2018), o grande atrativo continua sendo a possibilidade de derrubar construções em um mundo aberto.

Singularity
Fonte da imagem: Pcgamer You may like To anyone picking this up for the first time, I recommend focusing on the campaign. That’s where the biggest destructive opportunities are, like a huge bridge and a massive tower, which take meticulous use of the object-melting nano rifle and rocket launcher to bring down.

O sistema de destruição é o ponto alto do jogo. Com uma marreta, o jogador pode quebrar painéis de parede e derrubar pilares. Após alguns golpes, a estrutura começa a estalar e, em segundos, desaba – às vezes atingindo outros prédios no caminho. A física impressiona até hoje: é possível dirigir um jipe através de uma base, detonar minas que derrubam pontes sobre assentamentos inimigos ou usar um rifle de nanotecnologia para derreter vigas de torres e vê-las cair. Apesar de o restante do jogo ser considerado genérico – direção mediana, tiroteio sem graça e uma história entediante sobre mineiros rebeldes contra um exército que lembra uma versão chata de Firefly –, a destruição por si só sustenta a experiência.

A versão remasterizada, gratuita para os donos do jogo original, traz melhorias visuais sutis. Após cerca de quatro horas de jogo, o revisor notou que texturas de ambiente, como rochas e chão, estão mais nítidas, e a iluminação ganhou um tratamento mais caprichado. No entanto, a diferença não é drástica. O grande destaque continua sendo a campanha, que oferece as oportunidades mais grandiosas de destruição, como uma enorme ponte e uma torre gigante que exigem uso cuidadoso do rifle de nanotecnologia e do lança-foguetes para serem derrubadas.

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apses in the most satisfying way possible. Crédito da imagem: Pcgamer You may like To anyone picking this up for the first time, I recommend focusing on the campaign
Fonte da imagem: Pcgamer

Para quem já zerou o jogo duas vezes, como o revisor, o modo Wrecking Crew é uma alternativa interessante. Trata-se de um modo de ataque por pontuação que oferece doses rápidas da física destrutiva em diversos cenários. O jogador escolhe um arsenal, define parâmetros como limite de tempo e facilidade com que os prédios caem, e então tenta derrubá-los o mais rápido possível. O modo funciona bem como jogo de festa para passar o controle entre amigos, e ainda inclui um modo desafio com placares de líderes.

Uma curiosidade apontada na análise é que, mesmo após quase uma década, nenhum outro jogo copiou o sistema Geo-mod de Red Faction: Guerrilla. Elementos de destruição aparecem em franquias como Battlefield, Minecraft e Just Cause, mas nenhum oferece a mesma sensação de derrubar cada edifício como um quebra-cabeça, usando o arsenal de forma eficiente para que o colapso seja o mais satisfatório possível. O revisor especula que o cenário esparso de Marte pode ter sido essencial para o funcionamento do sistema – os melhores prédios estão distantes uns dos outros, e a Volition provavelmente não conseguiria replicar a tecnologia nas cidades densas de Saints Row.

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Fonte da imagem: PcgamerEven old THQ didn’t seem to know why Guerrilla was good. Volition followed this up with Armageddon in 2011, a bad sequel that took us away from big open setpieces to the tedious, more linear underground. Still, if THQ Nordic is bringing Darksiders back for another shot, perhaps Red Faction will get its chance again, too. I just wish its influence, and its collapsing buildings, had carried a little further.

O texto também critica a sequência, Red Faction: Armageddon (2011), que abandonou o mundo aberto em favor de fases lineares e subterrâneas, um passo em falso que não aproveitou o que tornou Guerrilla especial. Ainda assim, o revisor expressa esperança de que a THQ Nordic, que já trouxe Darksiders de volta, possa dar uma nova chance à série Red Faction. Por enquanto, Guerrilla permanece como um título único, que deveria ter sido o mundo aberto mais influente de sua época, mas que infelizmente não inspirou imitadores à altura.

A análise conclui que, mesmo com seus defeitos – direção mediana, tiroteio fraco e história monótona –, a física de destruição é tão boa que carrega o jogo sozinha. A nota final de 75 reflete esse equilíbrio: um jogo que faz uma coisa excepcionalmente bem e, por isso, merece ser lembrado. Para quem nunca jogou, a recomendação é focar na campanha, onde estão as melhores oportunidades de demolir construções. E, para os saudosistas, o Re-Mars-tered é uma forma gratuita de revisitar Marte com visuais ligeiramente melhorados.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/action/red-faction-guerrilla-re-mars-tered-review-2018/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-26 18:36:00

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