Ubisoft CEO minimiza fim dos discos da Sony e diz que mercado se adaptará

A decisão da Sony de encerrar a produção de discos de jogos para PlayStation em 2028 gerou forte reação entre os jogadores, que temem ficar reféns dos serviços digitais e perder a possibilidade de revender ou trocar títulos usados. Enquanto analistas preveem uma adaptação rápida, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, entrou no debate e se posicionou claramente ao lado de quem não vê grandes problemas na mudança.

Durante a teleconferência trimestral com investidores realizada nesta quinta-feira, Guillemot foi questionado se o fim dos discos poderia criar uma barreira de demanda devido à extinção do mercado secundário de jogos de PlayStation. Em sua resposta, ele citou a experiência do PC como exemplo positivo: O que vimos no PC é que isso ajudou a crescer o mercado, afirmou, em referência ao crescimento explosivo da Steam, que praticamente eliminou os lançamentos físicos de jogos para computador.

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Fonte da imagem: Pcgamer

O executivo também destacou que a eliminação da mídia física pode baratear os consoles no futuro. Há também uma pressão futura sobre o custo das máquinas, e ser apenas digital ajudará a ter consoles mais acessíveis, eu diria. Há prós e contras, mas achamos que isso não vai perturbar a indústria demais, completou Guillemot.

A comparação com a Steam, no entanto, é vista com ressalvas por analistas e pela própria imprensa especializada. O impacto da plataforma da Valve na evolução dos jogos para PC é inegável, e os jogadores de PC desfrutam de descontos agressivos e frequentes em lojas como Steam, GOG, Humble Bundle e Epic Games Store, o que compensa a impossibilidade de revender jogos usados. Mas o cenário dos consoles é diferente: o PlayStation Store é um ambiente fechado e rigidamente controlado pela Sony, ao contrário da abertura que a Steam sempre teve — mesmo antes de permitir praticamente qualquer tipo de conteúdo.

A expectativa de que a Sony afrouxe seu controle em um futuro totalmente digital é considerada baixa. Sem uma concorrência real de lojas terceiras dentro do ecossistema PlayStation, os preços podem não cair na mesma proporção vista no PC, e o consumidor pode acabar pagando mais caro por títulos digitais sem a opção de revenda.

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Fonte da imagem: Pcgamer

Outro ponto levantado é que o fim dos lançamentos físicos no PC não foi imposto por nenhuma autoridade central — ocorreu de forma orgânica ao longo de anos, antes mesmo de os games se tornarem o principal entretenimento doméstico. Já no caso dos consoles, a decisão parte diretamente da fabricante, o que gera um impacto diferente na percepção dos jogadores.

Sobre a redução de custos, ainda não está claro o quanto a ausência da unidade óptica vai baratear os consoles. A Sony pode ganhar flexibilidade para ajustar preços, mas dificilmente abrirá mão de sua margem de lucro além do necessário.

Apesar das críticas, Guillemot provavelmente está certo em sua previsão: se a Sony mantiver a decisão — e tudo indica que manterá —, a única saída para os jogadores será aceitar a mudança ou buscar outras formas de entretenimento. Resta saber se a transição será tão suave quanto ele imagina ou se os consumidores enfrentarão uma adaptação mais turbulenta. O tempo dirá.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/gaming-industry/ubisoft-chief-says-sonys-decision-to-kill-game-discs-isnt-going-to-be-a-big-deal/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-23 19:58:00

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