Disney demite centenas de funcionários; Pixar é o estúdio mais afetado após fracasso de Hoppers

A Disney realizou uma nova rodada de demissões em massa nesta semana, atingindo centenas de funcionários em várias divisões da empresa. O estúdio de animação Pixar, responsável por franquias como Toy Story e Inside Out, foi o mais impactado, segundo informações do TheWrap confirmadas por um porta-voz da Disney. Os cortes também afetaram equipes da Disney Studios, da divisão de televisão e de funções corporativas.

Em comunicado ao TheWrap, um porta-voz da Disney afirmou que as mudanças fazem parte de uma avaliação contínua sobre como a empresa gerencia recursos e reinveste em meio à evolução da indústria. O número exato de funcionários demitidos ainda não foi divulgado, mas a reportagem indica que esta é a maior onda de cortes na Pixar desde 2024, quando o estúdio reduziu 14% do quadro de funcionários — cerca de 175 pessoas — em resposta à desaceleração na produção de conteúdo para o Disney+.

Dois anos depois, os novos cortes são atribuídos ao desempenho misto da Pixar nos últimos anos, com filmes originais — que não fazem parte de franquias estabelecidas — enfrentando dificuldades nas bilheterias. Enquanto Toy Story 5 se aproxima de US$ 1 bilhão em arrecadação global, o longa anterior do estúdio, Hoppers, lançado em 2025, mal conseguiu empatar os custos de produção. Segundo o TheWrap, o filme arrecadou US$ 389,5 milhões mundialmente contra um orçamento de US$ 150 milhões, ficando aquém do ponto de equilíbrio financeiro.

Antes de Hoppers, a Pixar já havia sentido o baque com Elio, outro filme original lançado em 2025, que registrou a pior estreia nos cinemas da história do estúdio. O fracasso comercial dessas produções originais contrasta com o sucesso de sequências como Inside Out 2 e Toy Story 5, que lideraram as bilheterias recentes. O TheWrap aponta que as demissões na Pixar são parcialmente motivadas pelo desempenho abaixo do esperado de Hoppers.

Apesar dos cortes, a Pixar mantém uma agenda de lançamentos que mescla sequências e filmes originais. Para 2027 está previsto Gatto, seguido por Incredibles 3 em 2028 e Coco 2 em 2029. Além disso, um terceiro filme da franquia Monstros S.A. estaria em estágio inicial de desenvolvimento. No entanto, a diretriz interna do estúdio agora é produzir filmes com orçamentos mais enxutos, especialmente aqueles que não fazem parte de franquias consagradas.

A estratégia reflete a realidade do mercado: enquanto as continuações de franquias conhecidas garantem bilheterias robustas, as histórias originais têm lutado para se pagar. Além de Hoppers e Elio, Elementos (2023) também teve desempenho financeiro modesto, reforçando a necessidade de a Pixar repensar seus custos de produção para projetos autorais.

As demissões na Disney ocorrem em um momento de reestruturação mais ampla na indústria do entretenimento, que busca se adaptar às mudanças nos hábitos de consumo e à pressão por rentabilidade em meio à concorrência dos serviços de streaming. A empresa não detalhou se novas rodadas de cortes estão previstas, mas a declaração oficial sugere que a avaliação de recursos é contínua.

Até o momento, a Disney não divulgou o número total de funcionários afetados nesta leva de demissões, nem especificou quais áreas da Pixar sofreram os maiores cortes. O sindicato que representa os animadores do estúdio ainda não se manifestou publicamente sobre as dispensas.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/disney-layoffs-hit-hundreds-of-staff-with-pixar-cuts-reportedly-in-part-due-to-underperformance-of-hoppers.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-07-21 16:14:00

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