Remake de Black Flag perde a alma do original, aponta análise

Após 40 horas navegando pelo Caribe e acompanhando a redenção de Edward Kenway em Black Flag Resynced, o jornalista Sean Martin, da PC Gamer, chegou a uma conclusão desconcertante: quase tudo que há de bom no remake já existia no jogo original de 2013. Publicada em 12 de julho de 2026, a análise questiona a real necessidade de uma versão repaginada para um título que, segundo ele, envelheceu de forma surpreendentemente elegante.

Black Flag Resynced chega com gráficos aprimorados e uma série de mudanças na qualidade de vida, mas Martin argumenta que remover o atrito da experiência nem sempre é benéfico. Um exemplo claro são as sequências de furtividade: o remake permite que o jogador se agache em qualquer lugar, mas elimina todas as condições de falha das missões de stealth, tornando o sistema praticamente redundante. Essa dinâmica de dar e tirar foi algo que experimentei com frequência, escreve o jornalista.

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efer not to toss a handful of dubloons in the sand for a game you likely own. Crédito da imagem: PcgamerAlongside the visual upgrade, one of the few unequivocally positive changes is that ship combat feels far more dramatic in Resynced
Fonte da imagem: Pcgamer

A escalada também foi acelerada — agora é possível subir estruturas em segundos, sem a necessidade de planejar rotas. Para Martin, isso tira a graça do movimento, que no original exigia que o jogador pensasse em cada trajeto, especialmente durante as missões de perseguição. Muitos jogadores odiavam essas sequências, mas depois de jogar Resynced, onde a furtividade nunca importava e eu podia simplesmente matar todo mundo, o desafio pareceu revigorante, compara.

O combate também sofreu alterações polêmicas. O remake removeu as lutas com lâmina oculta, os socos e as armas temporárias, deixando apenas o cutelo como opção. O resultado, segundo Martin, é um sistema de luta ligeiramente mais difícil, mas sem graça por oferecer menos alternativas. Já as batalhas navais ganharam dramaticidade com novos modos de tiro e upgrades para oficiais, mas também se tornaram significativamente mais difíceis — a ponto de, na visão do analista, girarem em torno da habilidade Perfect Brace da nova oficial Lucy Baldwin, que praticamente anula o dano quando usada no momento certo.

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Image credit: Ubisoft)Fonte da imagem: PcgamerAlongside the visual upgrade, one of the few unequivocally positive changes is that ship combat feels far more dramatic in Resynced. The Jackdaw (Ed’s ship) has new firing modes and officer upgrades, but naval battles are also significantly harder. Where, in the original, you could feasibly defeat a legendary ship without a fully upgraded Jackdaw, that feels almost impossible in the remake—ships fire fast, accurately, and use mortars more.

Apesar das críticas, Martin reconhece que a história de Black Flag continua sendo um dos pontos altos da franquia. Mesmo 13 anos depois, a narrativa é de primeira linha, afirma, destacando a jornada de um homem movido por ganância e ambição pessoal — um protagonista que foge do padrão bonzinho da série. O roteiro é tão bom, na avaliação dele, que as novas missões adicionadas por Resynced soam fracas em comparação.

Ao voltar para o Black Flag original após zerar o remake, Martin se surpreendeu com o quão bem o jogo envelheceu. O combate ainda é fluido (embora fácil graças aos finalizadores em cadeia), e o sistema de controle com perfil alto e baixo — algo que o remake descartou — continua funcionando muito bem. A movimentação e a escalada também são mais pé no chão, exigindo que o jogador trace rotas, especialmente nas missões de perseguição.

Black
Image credit: Ubisoft)Fonte da imagem: PcgamerUbisoft added many of these elements to modernise Black Flag, but ultimately creates a juxtaposition between old and new which really doesn’t reflect well on either Ubisoft itself or the state of our industry. Black Flag was a formative game for me, arguably the beginning of open world bloat for the series, but a fun, well-written adventure with some of the best side content around—no wonder it’s one of the few Assassin’s Creed games I 100%-ed.

Martin também critica a presença de uma loja no remake que vende cosméticos com visual inspirado em Skull and Bones e até mesmo a localização de itens colecionáveis por dinheiro real. Para ele, isso reforça a sensação de que Resynced é mais um produto pensado para extrair dinheiro do que uma homenagem ao original.

No fim das contas, o jornalista conclui que, se o objetivo do jogador é reviver as experiências nostálgicas de Black Flag, o jogo original atende muito melhor a esse propósito. Resynced não parece o mesmo jogo para mim. Achei que sim, mas então voltei e joguei o Black Flag original e lembrei como ele realmente era, finaliza.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/assassins-creed/black-flag-resynced-certainly-scratches-my-nostalgia-itch-but-do-you-know-what-else-does-assassins-creed-black-flag/.

Fonte: PC Gamer.

PCGamer latest.

2026-07-12 14:00:00

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