Tides of Annihilation: ação e estratégia em uma Londres devastada por forças misteriosas

Em Tides of Annihilation, não é apenas a London Bridge que está caindo: a cidade inteira foi arrasada por uma presença desconhecida vinda de um outro mundo misterioso, e a protagonista Gwendolyn é a única sobrevivente humana capaz de deter a ameaça. O action RPG, fortemente inspirado nas lendas do Rei Arthur, chamou atenção quando foi anunciado no início do ano passado, mas havia a preocupação de que o jogo do estreante estúdio Eclipse Glow Games pudesse ser apenas estilo, sem substância. Após aproximadamente duas horas de hands-on com uma versão de preview em um evento recente, a impressão é que Tides of Annihilation é tão empolgante de jogar quanto deslumbrante de assistir.

Enquanto os trailers anteriores mostravam um Big Ben destruído e a London Eye torta, a demo se concentrou em uma versão arruinada do Museu Britânico, rebatizado como Great Russell Museum, provavelmente por questões legais. O icônico edifício foi rasgado, dobrado e explodido por galhos retorcidos e rios de vermelho que o atravessam. É uma experiência única e cativante explorar uma estrutura moderna tão distorcida por forças de outro mundo, algo como pegar o metrô em Waterloo e desembarcar nas Terras Intermédias de Elden Ring.

A seção jogável acontecia várias horas após o início da aventura, e o contexto era apenas que Gwendolyn estava em busca de um fragmento do Santo Graal dentro do museu. Auxiliando na caçada, a jovem fada Niniane, que tem a capacidade de se transformar em pássaro, funciona como uma placa viva que indica o próximo objetivo, mas a equipe de desenvolvimento garante que ela é extremamente importante para a história. Também há criaturas bizarras, como um par de serpentes com mãos no lugar da cabeça, que parecem ter saído de Labyrinth, de Jim Henson, mas quase todos os outros encontros são hostis.

No combate, Gwendolyn conta com golpes de espada, esquivas e defesas, além de um par de cavaleiros espectrais que podem ser invocados com um toque de botão para desferir ataques que complementam as combinações. No início, o uso desses cavaleiros da Távola Redonda era mais spam do que estratégia, mas o primeiro chefe da demo mostrou a importância de dominar as sutilezas do sistema. É possível modificar os golpes segurando um botão de ombro para lançar inimigos ao ar, executar ataques carregados, disparar golpes de misericórdia quando a barra de atordoamento está baixa e, ao acumular dano suficiente, liberar um ataque especial que invoca raios devastadores.

A personalização vai além: Gwendolyn pode equipar dois pares de cavaleiros espectrais, alternando entre eles com o direcional. Conforme novos cavaleiros são desbloqueados ao derrotar sub-chefes, é possível combinar as duplas para criar um loadout adequado ao estilo de jogo. Por exemplo, Bedivere, que empunha uma foice, pode ser pareado com Gawain, que tem a habilidade de teletransportar até os alvos. Já Palamedes, com ataques que quebram a guarda, pode ser combinado com Kay, que congela temporariamente os oponentes. A demo contava com cinco cavaleiros, mas os desenvolvedores afirmaram que isso é apenas uma amostra do elenco final, o que promete um combate ainda mais criativo.

Apesar da quantidade de opções, Tides of Annihilation consegue manter o ritmo acelerado sem exigir microgerenciamento. A estratégia é importante, mas não atrapalha a fluidez das batalhas. Os dois chefes principais da demo foram encontros extremamente satisfatórios: Anúbis, que empunha uma alabarda e ataca com tornados em plataformas que formam uma balança gigante, e Mordred, que surge em uma luta cinematográfica em múltiplas fases dentro da biblioteca do museu, chegando a invocar um dragão que cospe chamas roxas. Ambos exigiram constante adaptação e proporcionaram momentos de pura adrenalina.

Fora do combate, os cavaleiros espectrais também são úteis para exploração. Bors, o arqueiro, pode disparar flechas com cordas para criar tirolesas ou cortar cordas que seguram baús no teto. Palamedes, por sua vez, é capaz de quebrar paredes rachadas, levantar portas pesadas e mover pilares para alcançar áreas secretas. Isso sugere uma estrutura estilo Metroidvania, incentivando o jogador a revisitar locais anteriores com novas habilidades para desbloquear segredos. A exploração também recompensa com desafios opcionais e chefes extras, como um samurai elétrico na Galeria Chinesa e um inimigo que manipula portais espaço-temporais no deserto.

Há ainda quebra-cabeças ambientais, como um tabuleiro de xadrez gigante de dois lados, e recompensas que incluem espadas mais fortes, armaduras resistentes e distintivos que concedem buffs. Um desses distintivos, que revive Gwendolyn com metade da vida, foi essencial durante a luta contra Mordred, especialmente em uma seção de plataforma que desafia a gravidade. Apesar do combate fluido, a movimentação de Gwendolyn ainda precisa de ajustes: a velocidade de corrida é modesta, e o pulo duplo parece mais um pulo e meio, o que torna algumas seções de plataforma um pouco rígidas.

A maior reclamação após o tempo com a demo é que ela acabou cedo demais, o que é um bom sinal. Muitos encontros mostrados em trailers anteriores, como os gigantescos cavaleiros inspirados em Shadow of the Colossus, que servem tanto como desafios de plataforma quanto como batalhas épicas, não estavam presentes na build. Tides of Annihilation está em desenvolvimento para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, mas ainda não tem data de lançamento oficial; estimativas iniciais apontam para meados de 2027. Se a primeira impressão for um indicativo, o jogo promete segurar a atenção dos jogadores com a mesma firmeza de um cavaleiro tentando retirar uma espada da pedra.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/tides-of-annihilation-is-a-stylish-king-arthur-inspired-slash-em-up-that-balances-spectacle-with-substance-ign-preview.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-08-19 13:00:00

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