Sexo, morte e desejo: novo filme de Jane Schoenbrun chega aos cinemas em agosto

O novo longa-metragem de Jane Schoenbrun, “Teenage Sex and Death at Camp Miasma”, promete ser uma experiência cinematográfica única ao misturar terror, comédia e uma reflexão profunda sobre desejo e identidade. O filme, que estreia nos cinemas em 7 de agosto de 2026, teve sua primeira exibição no Festival de Cannes do mesmo ano, onde já gerou discussões acaloradas entre críticos e público.

Diferente dos trabalhos anteriores da diretora, como “We’re All Going to the World’s Fair” e “I Saw the TV Glow”, esta nova produção mergulha em um território mais ousado e explícito. A trama acompanha Kris (Hannah Einbinder), uma cineasta que, após o sucesso em Sundance, é contratada por um estúdio para dirigir um remake de uma série de filmes de terror ambientada em um acampamento no noroeste do Pacífico. Determinada a dar nova vida à franquia, Kris decide visitar Billie (Gillian Anderson), a atriz que interpretou a icônica “final girl” da série original e que vive reclusa desde que se afastou do estrelato.

O encontro entre as duas mulheres desencadeia uma série de eventos que misturam humor negro, tensão sexual e uma crítica afiada à indústria do entretenimento. Schoenbrun utiliza o cenário do acampamento — onde os filmes originais foram rodados — para explorar como o medo e o desejo podem se entrelaçar. O assassino mascarado da franquia, Little Death (interpretado por Jack Haven), aparece logo nos primeiros minutos, em uma sequência que já estabelece o tom metalinguístico da obra.

A crítica de Chase Hutchinson, publicada pelo IGN, destaca que o filme é “eletrizante, erótico e divertido, mas profundamente emocional”. Segundo ele, Schoenbrun mantém seu interesse característico em como a mídia molda nossos medos e desejos, mas agora com uma abordagem mais explícita e corajosa. “É um filme que não será para todos, mas para aqueles que conseguem entrar na mesma sintonia, é realmente emocionante”, escreve Hutchinson.

A trilha sonora fica por conta de Alex G, enquanto a fotografia de Eric Yue ajuda a criar uma atmosfera que remete tanto aos slashers clássicos quanto a obras de David Lynch e David Cronenberg. Apesar do orçamento limitado, a diretora não economiza na ambição, alternando entre cenas de comédia pura e momentos de introspecção delicada sobre o desejo.

Einbinder, conhecida por seu trabalho em comédias, surpreende ao trazer vulnerabilidade à personagem Kris, equilibrando o humor com uma ternura que torna os momentos mais íntimos igualmente eficazes. Anderson, por sua vez, interpreta Billie com uma mistura de mistério e cansaço, refletindo o peso de uma carreira construída em torno de um papel que a definiu.

O filme não foge da bagunça emocional que surge da premissa. Pelo contrário, abraça o caos e o leva ao extremo, resultando em um clímax que Hutchinson descreve como “extático”. A queda de agulha final, que amarra a narrativa, é descrita como “atrevida” e surpreendente, mantendo a energia alegre até os últimos quadros.

Embora alguns fãs possam se sentir divididos diante das escolhas ousadas de Schoenbrun, a crítica enxerga isso como uma virtude. “Este é um daqueles exemplos maravilhosos de um cineasta fazendo exatamente o filme que quer fazer, exibindo qualquer expectativa de que farão algo comercial ou seguro e, em vez disso, dando um grande golpe”, conclui Hutchinson.

“Teenage Sex and Death at Camp Miasma” é uma produção da Plan B Entertainment e ainda não tem previsão de estreia em plataformas de streaming. Para quem busca uma experiência cinematográfica que desafia convenções e mistura gêneros com ousadia, o filme promete ser um dos destaques do ano.

IGN Articles.

2026-05-13 21:00:00

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/teenage-sex-and-death-at-camp-miasma-review.

Fonte: IGN.

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