Pokémon Company adota reconhecimento facial em lojas japonesas para combater revendedores

A febre em torno do Pokémon Trading Card Game (TCG) não dá sinais de trégua. Um único produto lacrado pode ser revendido por centenas ou milhares de dólares, e o hobby se tornou tão lucrativo que fãs acampam dias antes dos lançamentos. Roubos de cartas são notícia semanal. Para uma empresa voltada ao público familiar como a Pokémon Company, esse cenário é um pesadelo de relações públicas. Diante disso, os criadores do TCG têm adotado medidas cada vez mais rigorosas para conter os chamados urubus da revenda.

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Fonte da imagem: Polygon

No início deste ano, a Pokémon Company passou a exigir que clientes no Japão apresentassem documento de identidade oficial para comprar cartas em lojas próprias. O sistema ainda não saiu do Japão, mas também não parece ser temporário. Agora, a empresa anunciou que cinco lojas pop-up no país começarão a usar reconhecimento facial para clientes a partir da idade do ensino fundamental (cerca de 6 anos). Segundo a companhia, a tecnologia visa impedir que um mesmo cliente visite a loja mais de uma vez ou faça compras adicionais. Caso o sistema identifique uma tentativa de burlar as regras, a entrada será negada a essa pessoa com base no julgamento do sistema, diz o comunicado.

A nova medida será aplicada no lançamento japonês do conjunto Storm Emeralda, com temática do Pokémon Rayquaza, que será lançado simultaneamente no Pokémon TCG Pocket. Clientes que se recusarem a passar pelo reconhecimento facial não poderão entrar nas lojas. Os fãs podem sair e retornar por necessidade — como ir ao banheiro —, mas devem avisar os funcionários antes. Crianças menores de idade só poderão entrar acompanhadas por um responsável. Os dados faciais serão deletados após um certo período, segundo a empresa.

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Image: The Pokémon Company | Graphic: PolygonFonte da imagem: Polygon

A política de privacidade da Pokémon Company, no entanto, é mais ampla. Ela permite a coleta de dados que vão além do reconhecimento facial, incluindo fotografias, gravações de áudio, mídia digital, endereços de e-mail, nomes de escolas, ocupações, locais de trabalho, números de carteira de motorista, passaporte e registro de residência. Essas informações são usadas para processar pagamentos e desenvolver pesquisas de mercado. Teoricamente, os dados poderiam ser usados contra cambistas, mas a política não afirma isso explicitamente.

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Além de melhorar a experiência do cliente, a empresa justifica as medidas como parte da gestão de segurança. Em março, uma loja Pokémon Center foi fechada depois que um funcionário foi morto no local por um suposto perseguidor. A loja, o Pokémon Center Mega Tokyo, reabrirá oficialmente em agosto, anunciou a Pokémon Company na segunda-feira.

Até o momento, não há indicação de que o reconhecimento facial ou a exigência de identidade sejam testados fora do Japão. Mas alguns fãs podem apoiar a iniciativa. Nos Estados Unidos, as cartas se tornaram absurdamente caras e, mais importante, o alto valor desencadeou uma onda de incidentes violentos. A situação levanta debates sobre privacidade e segurança, enquanto a empresa tenta equilibrar o combate à revenda com a proteção dos consumidores.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/pokemon-facial-recognition-japan-stores-tcg-set-storm-emeralda/.

Fonte: Polygon.

2026-07-27 16:12:00

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