Novo Resident Evil de Zach Cregger: entenda o final, a t-Virus e por que não tem cena pós-créditos

O novo filme de Resident Evil dirigido por Zach Cregger aposta em uma história original dentro do universo da Capcom, e não em uma adaptação direta dos jogos. A trama acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um pai de família e entregador médico que precisa levar um pacote de importância vital para o Hospital Geral de Raccoon City. O problema é que a cidade é o epicentro de um surto do t-Virus, e o que ele carrega é necessário para a cura.

A jornada de Bryan é uma corrida em linha reta contra o tempo. Ele passa por uma casa de fazenda com um casal de idosos e o cachorro, é mordido por uma criança infectada e chega a ser ajudado por um cientista da Umbrella, vivido por Paul Walter Hauser, que teria perdido o lote original do agente estabilizador. A partir daí, Bryan enfrenta zumbis mutantes, um monstro rato-rei nos esgotos, ratos infectados e zumbis que saltam de telhados na rua principal. No hospital, ainda encara um zumbi que vomita ácido e a maternidade mais assustadora possível antes de chegar ao laboratório isolado no topo do prédio.

Quando Bryan finalmente entrega o pacote, o cientista-chefe da Umbrella, interpretado por Zach Cherry, o convida a entrar. Ele esconde o corpo em mutação sob um casaco de inverno e carrega o que pode ser a salvação da humanidade. Só que Bryan também precisa do antídoto para reverter sua própria condição. Dentro do laboratório, enquanto a equipe finaliza a vacina, ele começa a se transformar em uma criatura nível chefe da série, com tentáculos e uma boca gigante que aparece em seu estômago e devora os cientistas um a um. A cena mistura terror e comédia sombria, com direito a extintor de incêndio e uma seringa que é chutada pela sala a cada morte violenta.

Bad
appy family life he finally convinced himself he deserved. The syringe is smashed (presumably), the outbreak is unstoppable, and somewhere—nowhere near this film—the post-outbreak events of Capcom’s Resident Evil series are about to unfold. Fonte da imagem: IGN

No fim, apenas um cientista sobrevive e tenta fugir, mas Bryan o agarra e os dois caem em uma passarela entre os prédios do hospital. A mutação de Bryan atinge o ápice, apagando de vez sua humanidade, e a seringa com o único antídoto cai na neve. A câmera mostra helicópteros da Guarda Nacional se aproximando e dá um zoom direto no olho de Bryan, entrando em sua corrente sanguínea antes de cortar para os créditos. A cena final sugere que o surto é imparável e que os eventos pós-apocalípticos da série da Capcom estão prestes a começar.

Não há cena pós-créditos. O próprio Cregger já declarou que não esperava a reação negativa de parte dos fãs, que reclamaram da ausência de elementos como Leon S. Kennedy ou a Mansão Spencer. O diretor afirmou ser obcecado pelos jogos e que fez o Resident Evil que queria ver, argumentando que quem quer a história de Leon pode simplesmente jogar os games originais. Ele também disse que está encerrando sua fase de filmes de franquia, o que explica a ausência de um gancho para sequência.

Visão Gamer: para quem acompanha a franquia, o filme funciona como uma expansão do universo de Resident Evil, e não como uma adaptação. A decisão de não incluir cena pós-créditos e de encerrar a história de Bryan de forma trágica deixa claro que a proposta é contar uma história fechada, mesmo que o final sugira que o surto do t-Virus está apenas começando. Isso pode dividir opiniões, mas mantém a porta aberta para que outros cineastas explorem o universo dos jogos no futuro.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/resident-evil-movie-2026-ending-explained.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-09-18 00:52:00

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