Nintendo endurece regras para coibir scalpers no Switch 2 e fecha brecha de importação

A Nintendo anunciou novas restrições de compra para o Nintendo Switch 2 em sua loja oficial no Japão, com o objetivo de impedir que scalpers adquiram o console em massa e revendam por preços abusivos. A medida foi divulgada pela Nintendo of Japan em sua conta no X e entra em vigor em meio a um cenário de alta generalizada nos preços de hardware, agravado pela corrida das big techs por data centers de IA.

Publicação no X/Twitter citada na matéria:
https://twitter.com/Nintendo/status/2064964016305577985

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Fonte da imagem: Polygon

A principal mudança atinge a versão multilingue do Switch 2 vendida no Japão. Agora, para comprar essa edição, o consumidor precisa ter uma conta Nintendo com pelo menos 50 horas de jogo acumuladas no Nintendo Switch – excluídas demonstrações e softwares gratuitos. Além disso, cada conta só poderá adquirir uma unidade do console. A empresa também informou que já cancelou transações suspeitas identificadas anteriormente.

A brecha explorada pelos scalpers estava na diferença cambial: com o iene desvalorizado, importar a versão japonesa multilingue do Switch 2 saía mais barato do que comprar o console em outros mercados. Isso gerou um pico de vendas na loja nipônica da Nintendo, que reagiu com as novas barreiras. As restrições, no entanto, não se aplicam à versão mais barata e exclusiva do Japão, que só suporta texto em japonês e, segundo a empresa, não foi alvo dos scalpers.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

A ação anticorrupção ocorre às vésperas de um aumento de preço já anunciado para o Switch 2. Em setembro, o console passará de US$ 449,99 para US$ 499,99 – um acréscimo de US$ 50. A Nintendo justificou o reajuste com base na crise global de memória RAM, impulsionada pela demanda de data centers para inteligência artificial.

O Switch 2 não é o único afetado. A Sony já havia elevado o preço do PlayStation 5 básico em US$ 50 em agosto de 2025 e mais US$ 100 em abril, levando o console a US$ 649,99 – US$ 150 a mais que o valor de lançamento em 2020. A Microsoft também reajustou seus preços: o Xbox Series X básico saltou de US$ 499,99 para US$ 649,99. Já a Valve promoveu um aumento ainda mais drástico no Steam Deck: o modelo OLED de 512 GB foi de US$ 549 para US$ 789, e o de 1 TB, de US$ 649 para US$ 949.

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Photo: NintendoFonte da imagem: Polygon

A escalada de preços não se limita aos consoles. No mês passado, a Sony anunciou reajuste em todas as versões do PlayStation Plus, seu serviço de assinatura online. A situação levou as fabricantes a tentar extrair mais receita dos usuários já existentes, enquanto o mercado de hardware vive o que especialistas chamam de “condições críticas”.

Diante desse cenário, a iniciativa da Nintendo contra os scalpers é vista como um pequeno alívio para consumidores que tentam adquirir o Switch 2 sem pagar valores inflacionados. A empresa, no entanto, não detalhou se pretende estender as restrições a outros mercados ou a futuras levas do console.

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A medida também reacende o debate sobre o impacto da especulação no mercado de games. Com a alta demanda e a oferta limitada, scalpers têm conseguido lucrar com a revenda de consoles, especialmente em lançamentos e edições especiais. A Nintendo, ao exigir histórico de jogo e limitar a compra por conta, tenta dificultar a ação desses revendedores, mas ainda resta saber se a estratégia será suficiente para conter o problema.

Enquanto isso, o consumidor brasileiro, que já enfrenta preços elevados devido a impostos e câmbio, acompanha de perto os desdobramentos. Ainda não há previsão de quando as novas regras japonesas podem influenciar o mercado global ou se a Nintendo adotará medidas semelhantes em outras regiões.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/nintendo-switch-2-japan-model-scalpers-price-hike/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-06-11 16:10:00

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