Neuroscape TCG: novo card game cyberpunk chega às lojas em 2025 com mecânicas inovadoras e arte de peso

O mercado de trading card games (TCGs) vive uma nova era de ouro, com lançamentos frequentes para todos os gostos. Entre os muitos títulos da Bandai, como o recém-anunciado Naruto Card Game, e as colaborações de Magic: The Gathering com Marvel Super Heroes, há espaço para mais um competidor. É o Neuroscape TCG, um jogo de cartas cyberpunk que surgiu no Kickstarter e agora se prepara para chegar às lojas globalmente ainda este ano, após concluir a maior parte das entregas aos apoiadores.

Neuroscape não deve ser confundido com o Cyberpunk TCG, desenvolvido em parceria com a CD Projekt Red. Embora ambos explorem o universo cyberpunk, as mecânicas são completamente diferentes, oferecendo aos fãs do gênero opções variadas para o jogo de tabuleiro. Enquanto o Cyberpunk TCG lembra títulos como Riftbound, focado em controle dominante, Neuroscape propõe um combate direto em um clube de luta digital subterrâneo, com campos de batalha simulados frente a frente.

O objetivo principal é reduzir a vida do oponente a zero, e há duas formas de fazer isso: causando dano ao mainframe (o computador neural do personagem) ou ao bioframe (o corpo físico). A diferença é indicada pela cor do número de ataque nos cards: azul bebê representa dano ao mainframe, e vermelho, dano ao corpo. Assim como em Magic: The Gathering, o atacante escolhe seus personagens para causar dano direto, e o defensor pode bloquear ou interromper as jogadas. A estratégia de construção de deck precisa considerar os dois tipos de ataque, lembrando o sistema de Star Wars: Unlimited, que exige equilíbrio entre dois teatros de guerra – aqui, porém, os personagens compartilham o mesmo campo, simplificando a dinâmica.

Fonte da imagem: IGN

Um dos diferenciais de Neuroscape é o sistema de recursos. Em vez de cartas de recurso no próprio deck, os jogadores têm um deck separado de RAM, usado para pagar pelos cards. A mecânica lembra os jogos One Piece e Gundam da Bandai, mas com opções adicionais na fase de compra: o jogador pode optar por adicionar duas RAM ao pool de recursos, pular a RAM e comprar duas cartas do deck, ou adicionar uma RAM e comprar uma carta. Essa flexibilidade permite ajustar a estratégia conforme a partida avança, algo raro em jogos mais novos, que costumam ter opções limitadas de filtragem do deck.

Além disso, as cartas de RAM precisam ser comprometidas com os personagens que entram em campo, ficando indisponíveis enquanto o personagem estiver ativo – similar ao sistema de energia de Pokémon. Porém, se o personagem sair de campo (por dano ou por um force quit, uma opção do dono no início do turno), a RAM retorna imediatamente ao pool de recursos, mesmo após a etapa de refresh. Os cocriadores Connor Hair e Alex Meader, fãs declarados de Pokémon e Magic: The Gathering, explicam que essa influência é clara no uso da RAM.

O jogo apresenta diversas facções, sendo seis delas destacadas nos kits iniciais para dois jogadores: Hacker, Cybernetic, Corpo, Dustrunner, Mystic e Thrasher. Cada facção tem um estilo de jogo distinto. Hackers focam em dano ao mainframe e usam cartas de programa, incluindo feitiços de alvo único e trojans (armadilhas). Cybernetics priorizam dano físico e dependem de equipamentos cibernéticos que podem causar um efeito colateral chamado psicose. Corpo é a facção rica, especializada em acumular RAM rapidamente para pagar cartas de alto custo. Dustrunner utiliza a habilidade tether, que conecta dois personagens para compartilhar benefícios, além de destruir RAM e escapar de alvos retornando à mão. Mystics manipulam cartas de tarô, programas especiais com efeitos intercambiáveis que se potencializam conforme mais tarôs vão para a pilha de descarte. Thrashers, por fim, são agressivos, focados em destruir alvos e aplicar ataques implacáveis, com a habilidade Overrun, que permite que o excesso de dano atinja o jogador mesmo quando o ataque é bloqueado.

Fonte da imagem: IGN

A sinergia entre cartas da mesma facção ativa passivas especiais vindas do mainframe do jogador, que funciona como uma classe pessoal e área de equipamentos. O mainframe tem três slots para habilidades passivas adicionais, que podem ser preenchidas durante o turno. Uma mecânica interessante é a possibilidade de colocar um Trojan (armadilha oculta) em um dos slots do mainframe do oponente, bloqueando aquele espaço e preparando uma surpresa devastadora. Também há um slot entre os dois jogadores para cartas de ambiente, que afetam ambos os lados, similar aos estádios de Pokémon TCG – e podem ser substituídas por outro ambiente.

Além da jogabilidade, a arte é um grande atrativo. Neuroscape conta com ilustrações originais de artistas de todo o mundo que trabalharam em franquias como Magic: The Gathering, Warhammer 40K, Star Wars, Netrunner e Cyberpunk 2077. As cartas têm raridades que vão de comum a raro quântico, além de cartas serializadas e variantes de eventos competitivos, incluindo promos de participação e prêmios para os três primeiros colocados – um fator importante para manter o interesse dos jogadores.

Com a parceria da Asmodee, a distribuição promete ser ampla, facilitando o acesso ao jogo. Para quem gosta de TCGs com mecânicas familiares a Magic: The Gathering, Neuroscape oferece uma experiência que sacia essa vontade, ao mesmo tempo que inova com o sistema de RAM e as duas barras de vida. Em um momento em que o gênero cyberpunk ganha novos fãs graças a jogos como Cyberpunk 2077, Neuroscape chega para ocupar um espaço que estava vago desde os dias de Android: Netrunner da Fantasy Flight Games. A ousadia de um jogo independente tentar quebrar o molde dos títulos licenciados é digna de respeito, e os fãs de card games agora têm mais uma opção para explorar.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/neuroscape-is-the-other-cyberpunk-tcg-and-so-far-its-quite-fun-ign-preview.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-07-02 22:00:00

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