O MSI Claw EX AI Plus chegou ao mercado como um marco para os consoles portáteis de PC, prometendo unir desempenho de ponta com a praticidade de um aparelho que realmente se leva para qualquer lugar. Para o revisor de portáteis do The Verge, Sean Hollister, que tem quase todos os PCs portáteis de jogos em uma prateleira de sua casa, o Claw EX é agora o primeiro que ele pega para jogar. Mas, apesar de ser o mais poderoso e com a melhor bateria entre os portáteis com Windows, o preço salgado de US$ 1.800 e alguns problemas de software e drivers fazem com que ele seja mais um marco na estrada do que um destino final.

O Claw EX é o primeiro portátil com Windows que consegue dormir e acordar de forma confiável, algo que até então era um ponto fraco da plataforma. Ao apertar o botão de energia, o jogo continua exatamente de onde parou, como no Steam Deck. Mas, ao contrário do console da Valve, ele pode hibernar por dias sem perder carga significativa. Essa combinação de desempenho e eficiência energética é rara, mas o revisor ressalta que não se pode ter tudo: o preço é exorbitante e a oferta é limitada, com a MSI informando que os Estados Unidos terão estoque reduzido ainda este mês.

O aparelho tem pontos fortes claros. Os grips, inspirados em asas de arraia, distribuem bem o peso, tornando o Claw EX mais confortável que o Xbox Ally X, apesar de ser mais pesado (785g contra 715g). A tela de 8 polegadas com resolução de 1920×1200 e taxa de atualização variável de 48 a 120Hz é superior à tela de 7 polegadas dos Allys, embora o brilho e o reflexo sejam um problema em ambientes claros. Os controles são medianos, o ventilador é barulhento (mas com um som de ‘whoosh’, não de zumbido), e os grips podem vibrar ao aumentar o volume dos alto-falantes, pois o som reverbera internamente. Os joysticks magnéticos são resistentes a drift, mas precisam de calibração, com o revisor notando que ele erra a mira com frequência.

O grande destaque do Claw EX é o desempenho. Com o chip Intel Panther Lake de próxima geração, o aparelho consegue rodar jogos pesados em resolução nativa, algo que o Steam Deck, o Xbox Ally X (com chip AMD Z2 Extreme) e o MSI Claw 8 (com Intel Lunar Lake) não conseguem. Nos testes do The Verge, o Claw EX apresentou cerca de 40% mais desempenho que o Xbox Ally X em 1080p. Em jogos como Forza Horizon 6 e Cyberpunk 2077, isso significa a diferença entre jogar na resolução nativa ou ter que reduzir as configurações. Por exemplo, em Cyberpunk 2077 a 1080p com TDP de 30W, o Claw EX atingiu 71 fps, contra 50 do Ally X e 49 do Claw 8. Em DX: Mankind Divided, a 1080p no modo máximo, o Claw EX chegou a 115 fps, contra 66 do Ally X e 63 do Claw 8.

A bateria é outro ponto forte. Com uma bateria de 80 watt-hora, o Claw EX consegue ser mais eficiente que os concorrentes. Em Cyberpunk 2077 a 720p, para atingir 70 fps médios, o Xbox Ally X e o Claw 8 precisam de cerca de 30W de potência, o que drena a bateria em aproximadamente 2,5 horas. O Claw EX atinge o mesmo desempenho com 21W, adicionando uma hora extra de jogo. Em testes com jogos como Balatro, o modo Endurance pode estender a bateria para mais de 4 horas.

No entanto, nem tudo são flores. O revisor encontrou problemas gráficos e de desempenho em alguns jogos, aparentemente devido a drivers Intel imaturos. Em Indiana Jones and the Great Circle, ao visitar a Grande Pirâmide, o chip não operava na potência configurada, causando engasgos e até travamentos do sistema. Em Star Wars Jedi: Survivor, há áreas com stutter, apesar de o jogo rodar com mais resolução e fluidez que no Ally X. Em Expedition 33, havia corrupção gráfica nos efeitos de partículas até uma atualização recente da Intel. Em Returnal, muitos efeitos gráficos simplesmente não aparecem, como vegetação rasteira, neblina volumétrica e explosões de pedras, e os escudos de energia são opacos.

O revisor também notou que, em resolução 720p, o Claw EX nem sempre lidera em desempenho, como mostram os benchmarks. Em alguns jogos, o Claw 8 ou até o Steam Deck OLED podem superá-lo. Além disso, o preço de US$ 1.800 é um grande obstáculo. O revisor brinca que é uma ‘análise de produto estilo Ferris Bueller’, referindo-se ao filme em que o protagonista vive um dia de aventuras sem se importar com as consequências. Ele aconselha os consumidores a ‘passarem direto’ por este marco, como se fosse uma placa de estrada.

Apesar das ressalvas, o Claw EX representa um avanço significativo para o mercado de portáteis com Windows. A combinação de desempenho, bateria e confiabilidade no modo de suspensão é inédita. Mas, com o preço alto e os problemas de software, é um produto para entusiastas que querem estar na vanguarda, não para o consumidor comum. O revisor conclui que, embora seja o portátil mais importante desde o Steam Deck, ainda não é um produto que ele recomendaria comprar, a menos que o preço caia e os drivers sejam aprimorados.
Para aqueles que estão considerando a compra, é importante lembrar que o Claw EX é um dispositivo de nicho, com oferta limitada nos EUA. A MSI prometeu mais unidades ao longo do mês, mas a disponibilidade global ainda é incerta. Enquanto isso, o Steam Deck e o Xbox Ally X continuam sendo opções mais acessíveis, mesmo que não ofereçam o mesmo desempenho bruto. A decisão final fica com o consumidor, que deve pesar os prós e contras de um portátil que, apesar de suas falhas, mostra o futuro promissor dos PCs portáteis.
Leia mais aqui em inglês: https://bsky.app/profile/seanhollister.bsky.social/post/3mrnesc7xtc2j.
Fonte: bsky.app.
Gaming | The Verge.
2026-08-14 11:00:00








Deixe um comentário