Jogos de ação curtos e diretos ganham força em 2026 com Capcom na liderança

2026 está sendo marcado por uma mudança de direção na indústria: em vez de mundos abertos gigantescos e camadas infinitas de RPG, alguns dos jogos mais badalados do ano estão apostando em experiências mais enxutas e focadas. A tendência é puxada principalmente pela Capcom, que emplacou uma sequência de lançamentos na contramão do que o mercado costuma valorizar.

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Fonte da imagem: Polygon

Resident Evil Requiem é o exemplo mais claro. Em vez de inflar a duração, a Capcom entregou um jogo enxuto de cerca de 11 horas, sendo metade delas puro action shooter, com Leon S. Kennedy abrindo caminho por um pedaço compacto de Raccoon City. Nenhum trecho de gameplay é desperdiçado e nenhuma ideia se repete além do necessário, segundo a proposta do estúdio.

A mesma filosofia aparece em Pragmata. O game de ação e hacking da Capcom traz seis fases diretas, cada uma com um pouco de exploração, e coloca o foco total no combate. Dá para melhorar o traje e as habilidades do protagonista Hugh, mas sem a profundidade de RPG que costuma tomar conta de produções desse porte. É um jogo movido a ritmo, que atravessa sua história de cerca de 12 horas e termina antes que os tiros fiquem repetitivos.

Hugh
Image: CapcomFonte da imagem: Polygon

O título da Capcom que mais flerta com tendências modernas é Onimusha: Way of the Sword. O combate pesado em parry chega perto do território da FromSoftware, e a cidade-hub japonesa funciona como um pequeno mundo aberto. Mesmo assim, as missões principais seguem um design linear, e vale notar que Onimusha é cerca de duas vezes mais longo que Pragmata e Requiem, o que faz o jogo perder força na segunda metade.

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Image: CapcomFonte da imagem: Polygon

A Capcom não está sozinha nessa. Marvel’s Wolverine, da Insomniac, é surpreendentemente linear para um estúdio que passou boa parte da última década perseguindo o mundo aberto na série Spider-Man. Apesar dos problemas do jogo, a adesão sem rodeios às tradições do gênero chama atenção: dá para atravessar a história em cerca de 15 horas sem distrações atrapalhando o hack-and-slash. Até os colecionáveis, como as várias garrafas de whisky espalhadas, não exigem grandes desvios do caminho principal.

Outros exemplos reforçam o contraste com os mundos abertos do ano, como Nioh 3 e Crimson Desert. Resonance: A Plague Tale Legacy mantém tudo apertado em suas 12 horas de duração, garantindo que sua abordagem furtiva no estilo Uncharted não se estenda além da conta. Já 007 First Light tem escopo e gênero um pouco mais amplos, mas ainda é um jogo de ação e stealth concentrado se comparado a outros títulos do mesmo porte.

Logan
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Até a Microsoft parece seguir essa onda ao revisitar Halo: Campaign Evolved depois da experimentação em mundo aberto de Halo Infinite. A ideia remete a uma época em que um jogo de ação era um thriller curto, feito para ser rejogado, e não um compromisso de vários meses. O design de Halo: Campaign Evolved incentiva justamente múltiplas playthroughs com o modo campaign remix, que randomiza inimigos e posições de armas.

Visão Gamer: Para quem tem pouco tempo ou se cansou de jogos que exigem dezenas de horas antes de engrenar, essa leva de títulos mais curtos e diretos pode significar campanhas mais fáceis de encaixar na rotina e com mais espaço para rejogadas. O modo campaign remix de Halo: Campaign Evolved, por exemplo, é um recurso pensado exatamente para quem gosta de voltar ao jogo com variações a cada partida.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/action-games-wolverine-pragmata-2026/.

Fonte: Polygon.

2026-09-19 13:00:00

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