A Samsung apresentou o Galaxy Z Flip 8, oitava geração de seu celular dobrável em formato flip, e as primeiras impressões indicam que o principal avanço está no processador – mas o preço mais alto e problemas de aquecimento podem ofuscar as novidades. O aparelho chega equipado com o mesmo chip Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5 que também equipa o Galaxy Z Fold 8 Ultra e o Galaxy S26 Ultra, deixando para trás o processador MediaTek da geração anterior. A troca promete tornar o Flip 8 um celular muito melhor para jogos, mas o aumento de R$ 100 no preço (agora US$ 1.199) coloca o dispositivo em um patamar de flagship, exigindo desempenho à altura.
Em termos de design, o Flip 8 mantém a identidade visual já conhecida da linha: quando fechado, oferece uma tela externa de 4,1 polegadas que permite rodar a maioria dos aplicativos, e ao abrir, revela um display interno de 6,9 polegadas com proporção mais estreita que a maioria dos smartphones. A Samsung conseguiu reduzir a espessura para 6,1 mm quando desdobrado (ante 6,5 mm do Flip 7), tornando-o o Flip mais fino já lançado. Ambos os painéis são AMOLED, com resolução de 1048 x 948 na tela externa e 2520 x 1080 na interna. A densidade de pixels de 391 ppi não impressiona diante de concorrentes como o Moto Razr de US$ 799, que tem tela similar com chipset mais fraco.
A dobrável ainda apresenta um vinco no meio do display interno, embora menos perceptível que no Flip 7. A Samsung também adicionou uma camada de liga de titânio e uma placa de titânio sob a tela, recursos que, segundo a empresa, aumentam a durabilidade e dificultam danos por dobramento repetido. O problema de acúmulo de poeira na borda do vinco, comum em gerações anteriores, foi resolvido.
No setor de câmeras, o Flip 8 traz basicamente o mesmo conjunto do Flip 7, mas agora com zoom óptico de 2x – uma melhoria significativa em relação ao zoom digital (chamado de ‘AI zoom’) da geração passada, que não preservava bem os detalhes. A Samsung afirma que todos os seus dobráveis deste ano têm desempenho noturno muito superior, mas a jornalista Jackie Thomas, do IGN, ressalta que é cedo para confirmar: Nunca vi um smartphone ser lançado sem afirmar que é bom em fotografia noturna, pondera.
O grande destaque, porém, é o desempenho. Pela primeira vez, o Flip recebe o mesmo chip topo de linha dos modelos maiores, acompanhado de 12 GB de RAM. Em testes iniciais, o aparelho rodou Arknights: Endfield tão bem quanto o Fold 8 Ultra, mas com uma ressalva: a tela de resolução mais baixa (1080p) torna o jogo mais leve para o processador. Ao tentar aumentar a taxa de quadros de 45 fps para 60 fps, o jogo emite um aviso, e a própria Samsung indica que o celular esquenta consideravelmente.
E o aquecimento é, de fato, um ponto crítico. Mesmo em uso normal, em jogos na orientação horizontal, a tela externa fica bastante quente ao toque – não a ponto de queimar, mas desconfortável em sessões prolongadas. É estranho ter metade do telefone aquecendo enquanto a outra metade permanece fria, descreve Thomas. A bateria de 4300 mAh é a mesma do Flip 7, o que decepciona, especialmente porque a Samsung aumentou a capacidade no Fold 8 Ultra. Com isso, o tempo de jogo deve ser limitado.
A jornalista do IGN ainda não teve tempo para testar o aparelho a fundo, mas adianta que o principal desafio será o gerenciamento térmico. Samsung tem lutado com o superaquecimento em seus telefones mais finos há algum tempo. Se o problema de throttling for resolvido, o Galaxy Z Flip 8 pode ser um ótimo celular para jogos para quem não quer carregar um tijolo no bolso, conclui. A análise completa deve trazer respostas definitivas sobre desempenho, câmera e autonomia.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/samsung-galaxy-z-flip-8-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-07-23 22:25:00








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