Do hype à decepção: os jogos de Switch que ficaram abaixo da expectativa

Nem todo lançamento para o Nintendo Switch conseguiu entregar o que prometia. Uma lista publicada originalmente pelo Polygon reuniu oito títulos que ficaram marcados pela distância entre o que os jogadores esperavam e o que realmente chegou às mãos do público. Vale destacar: a seleção não trata necessariamente de jogos ruins, mas de experiências que não corresponderam ao tamanho do hype ou ao preço cobrado.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

No topo da lista aparece 1-2-Switch (2017), lançado junto com o console. O pacote com 28 minigames foi feito para mostrar o que os Joy-Cons conseguiam fazer, com propostas como tênis de mesa e Quick Draw, pensadas para partidas entre duas pessoas olhando uma para a outra. O problema, segundo a avaliação, foi a cobrança de preço cheio por algo que muitos jogadores enxergaram como uma demonstração técnica — algo que, na visão do público, faria mais sentido se viesse incluído com o console, como aconteceu com Wii Sports.

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Image: Camelot Software Planning/NintendoFonte da imagem: Polygon

Endless Ocean Luminous (2024) também entrou na seleção. A volta da série de mergulho, que teve dois jogos no Wii entre 2007 e 2010, trouxe um oceano gerado proceduralmente e exploração online com até 30 jogadores. A campanha, porém, exigia escanear centenas de peixes para liberar missões, e as últimas tarefas só ficavam disponíveis para quem completasse 99 mistérios. Críticos apontaram que o jogo parecia ter menos de uma hora de história esticada por mais de 20 horas de gameplay, o que deu ao título um tom mais repetitivo do que relaxante.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

Sports Story (2022) é outro exemplo. Sequência de Golf Story (2017), o RPG esportivo da Sidebar Games manteve o protagonista e o humor, mas ampliou a lista de atividades com tênis, futebol, críquete, vôlei, BMX, pesca e beisebol. A questão é que nem todas receberam o mesmo cuidado: o golfe ganhou uma parte mais robusta, enquanto o beisebol se resumia basicamente a uma gaiola de rebatidas e o futebol tinha poucos desafios de gol. A lição apontada é que um único esporte bem trabalhado, como em Golf Story, pode render mais do que vários esportes rasos.

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Image: Nintendo/TwitchFonte da imagem: Polygon

Super Monkey Ball: Banana Blitz HD (2019) decepcionou ao reduzir os 50 minigames do original de Wii, de 2006, para apenas dez. A Sega manteve os controles mapeados para um gamepad comum, mas deixou de fora modos como Monkey Bowling, Monkey Race e Monkey Golf. O GameSpot avaliou que os dez jogos incluídos variavam de okay a atrozes, e parte do público questionou a escolha de Banana Blitz para reviver a série em vez de outro título, como Super Monkey Ball 2.

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SegaFonte da imagem: Polygon

Já Mario Strikers: Battle League (2022) veio da Next Level Games, estúdio de Luigi’s Mansion 3, e tinha a missão de resgatar a franquia de futebol caótico do GameCube e do Wii. As partidas funcionavam, mas o conteúdo ao redor era escasso. Usuários do Metacritic criticaram a falta de modos single-player, e alguns afirmaram que o jogo chegou sem conteúdo significativo. A comparação com Mario Strikers Charged, que trazia sidekicks diferentes e online, deixou Battle League com cara de partida de futebol com um menu em volta.

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Image: Sidebar GamesFonte da imagem: Polygon

Nintendo Switch Sports (2022) chegou com seis esportes por US$ 39,99. O golfe, presente nos cinco esportes originais de Wii Sports, só apareceu meses depois como atualização gratuita. O jogo também trocou os Miis pelos novos avatares Sportsmates e apostou forte no online. Para parte do público, a sensação foi de um demo caro que deveria vir com o console. Um sucessor para o Switch 2 está previsto para 22 de outubro, com 12 esportes diferentes.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

Mario Golf: Super Rush (2021), da Camelot Software Planning, trouxe o Speed Golf, modalidade em que os jogadores correm pelo campo entre as tacadas. A ideia era boa, mas o lançamento tinha apenas seis campos e um modo aventura curto, além de trocar o swing cronometrado por uma alternativa mais aleatória. O jogo recebeu expansões depois, mas na estreia ficou abaixo até do Mario Golf do Game Boy Color.

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Ball Count was the most annoying minigame of 1-2-Switch’s disappointing lineup.NintendoFonte da imagem: Polygon

Fechando a lista, Princess Peach: Showtime! (2024) colocou a princesa como protagonista em peças de teatro com fantasias de detetive, sereia e espadachim. A crítica gostou do charme dos figurinos e das habilidades que eles liberavam, mas considerou a experiência bonita, porém rasa. O jogo durava entre quatro e dez horas, custava US$ 60 e usava basicamente os botões A e B para ações e saltos simples, sem recursos como voltar ou pular para pontos específicos.

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Fonte da imagem: Polygon

Visão Gamer: A lista serve como lembrete de que expectativa e preço pesam tanto quanto a qualidade técnica de um jogo. Para quem acompanha o Switch, títulos com proposta mais simples ou conteúdo enxuto no lançamento podem render experiências melhores quando encarados pelo que são, e não pelo que o hype sugeriu.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/most-disappointing-switch-games-ranked/.

Fonte: Polygon.

2026-10-17 23:00:00

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